Estudo tenta produzir fotossíntese artificial para gerar energia

O objetivo é diminuir a dependência dos combustíveis fósseis e o acúmulo de poluentes atmosféricos

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postado em 02/05/2016 07:00

Belo Horizonte — Estudo desenvolvido na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) tem buscado novos materiais que possam, de forma limpa e sustentável, converter a luz solar em outras formas de energia, como eletricidade e combustíveis. O objetivo é diminuir a dependência dos combustíveis fósseis e o acúmulo de poluentes atmosféricos, como o dióxido de carbono, causador do efeito estufa.

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o projeto Desenvolvimento e caracterização fotoeletroquímica de dispositivos moleculares para conversão de energia solar, coordenado pelo professor Antonio Otavio de Toledo Patrocinio, da UFU, usa conceitos de nanotecnologia e engenharia molecular para preparar esses novos materiais. “Dispositivos para transformar a energia solar em eletricidade estão disponíveis comercialmente, mas a eletricidade gerada precisa ser usada imediatamente. Do contrário, é necessário o uso de baterias para armazenar energia, o que diminui a eficiência global do processo e aumenta os custos”, diz o professor.

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Armazenamento
Os pesquisadores buscam, por meio de fotossíntese artificial, desenvolver dispositivos relativamente simples que sejam capazes de converter a luz solar em espécies químicas com alto conteúdo energético. “Essas espécies são, por exemplo, aquelas que queimamos no organismo para produzir energia, pois todos precisam queimar combustíveis orgânicos, como a glicose, para produzir energia. Assim, o CO2 é convertido em glicose, que é considerada a espécie de alto conteúdo energético. Na fotossíntese artificial, buscamos os combustíveis limpos, como o hidrogênio, ou tentamos usar os resíduos gerados da queima dos combustíveis fósseis como matéria-prima, no caso o CO2”, explica o pesquisador.

A proposta da fotossíntese artificial é usar a energia solar e armazená-la em forma de energia química, como a natureza faz, sendo possível usá-la para converter substâncias abundantes na natureza, como a água e o dióxido de carbono, em hidrogênio, oxigênio, metano e outros compostos. Um dos resultados aguardados, segundo Antonio Otavio, é a equipe “conseguir desenvolver uma célula fotoeletroquímica capaz de absorver a luz solar e armazenar a energia luminosa na forma de ligações químicas, ou seja, combustíveis, que podem ser facilmente armazenados e usados em diversas aplicações”.
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