Senha segura deixa usuários da web menos vulneráveis

Especialista em cibersegurança de TI destaca a importância de se criar senhas fortes para se precaver contra fraudes

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postado em 13/06/2016 15:49

Diante de constantes ataques na web, os usuários devem ficar muito atentos à criação de senhas. O alerta é feito por Wander Menezes, especialista de Cibersegurança da Arcon, empresa do ramo de segurança de TI. De acordo com ele, a primeira dica é criar senhas fortes, com oito a 12 caracteres, com letras maiúsculas e minúsculas, com pelo menos um número e um caractere especial.

“A senha não deve ter o nome do usuário, nome real ou nome da empresa onde trabalha. Não deve ter nenhuma palavra completa.  Com tantas senhas que temos, é importante criar uma que seja fácil de lembrar como, por exemplo, um hobby ou um esporte predileto. No entanto, fazendo a aplicação das dicas anteriores. Por exemplo: eu amo jogar basquete pode ser 3U@moJo6arB@skt”, indica o especialista.

Menezes diz que também é recomendável trocar a senha a cada 45 dias e, se possível, usar autenticação de dois fatores. “No Twitter mesmo já existe essa possibilidade”. Esse tipo de autenticação é um recurso que cria uma camada adicional de segurança para o processo de login da conta, exigindo que o usuário forneça duas formas de autenticação. Normalmente, o primeiro fator é uma combinação de nome de usuário/senha e o segundo fator pode ser um token ou certificado, conhecido como algo que você possui, ou algo que só você sabe.
  
Por último, o especialista faz um alerta às empresas, onde a preocupação também deve ser maior. “Não estabelecer políticas de senhas pode gerar vulnerabilidades nas organizações, legitimando a utilização de senhas fáceis que muitas vezes se tornam porta de entrada para ciberataques”.

Ataques na web não são incomuns. Na última sexta-feira (10), milhões de usuários do Twitter foram surpreendidos com o aviso de que suas contas poderiam ter sido sequestradas e que, por isso, a companhia pedia que trocassem suas senhas. O canal descarta ataque aos seus servidores e considera que o problema pode ter sido causado por recentes brechas de segurança, máquinas comprometidas que estariam roubando senhas para diferentes sites ou, ainda, uma combinação entre as duas. 
 
Em maio desse ano, um hacker colocou à venda um suposto banco de dados com registros de 167 milhões de usuários do LinkedIn. A tentativa de venda não teve sucesso, mas administradores do site LeakedSource tiveram acesso ao banco e encontraram senhas '123456', 'linkedin' e 'password' liderando o ranking das mais usadas. 
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