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BIG DATA: O que fazer com tantos dados?

O diretor de Inovação e Desenvolvimento de Negócios da TIM, Janilson Bezerra, afirmou que 90% da informação disponível hoje foi gerada nos últimos dois anos

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postado em 18/10/2016 13:56

A quantidade de dados produzida no mundo é gigantesca e tende a se multiplicar nos próximos anos. Já é mais barato armazenar essas informações e a oferta de soluções analíticas para filtrar e cruzar dados é cada vez maior. No entanto, para que o chamado Big Data se transforme em uma ferramenta realmente útil para a indústria de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) ainda é preciso descobrir o que fazer tanta informação. Essa é a conclusão do debate sobre o assunto promovido no Futurecom 2016.

O diretor de Inovação e Desenvolvimento de Negócios da TIM, Janilson Bezerra, afirmou que 90% da informação disponível hoje foi gerada nos últimos dois anos. “Mas resta definir modelos e usar essas informações forma eficiente para criar valor e fortalecer o negócio”, destacou.

Para José Antônio Fechio, presidente da Algarcom, a grande mudança é cultural. “Temos menos decisões emocionais e mais baseadas em dados. Mas é preciso definir que respostas de negócios queremos obter e o que fazer com elas”, disse.

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Luiz Médici, da Vivo, ressaltou a necessidade de se enfrentar a democratização da informação, primeiro, por soluções mais simples, para depois evoluir para discussões mais complexas como a governança dos dados e a política de privacidade. André Perez, da Embraer, destacou que a companhia, uma das mais desenvolvidas tecnologicamente do país, usou o Big Data para definir o mercado para os clientes que compram aviões regionais da empresa. “Os dados nos deram rotas, custos, como usar a aeronave de forma mais eficiente, com que frequência. Mas a quantidade evoluiu, de 200 parâmetros gravados durante o voo na primeira família Embraer, hoje já são 2,6 mil enviados em tempo real”, alertou.

O CEO de WeDo Tecnologies, Rui Paiva, defendeu que as operadoras poderiam usar os dados dos clientes, sem identifica-los, para fazer levantamentos específicos e comercializar as informações obtidas, sem, contudo, expor a privacidade dos usuários. “Isso poderá dar um ganho aos clientes, mas ainda será insuficiente se as empresas não forem efetivas com o que buscam para transformar a informação em mais soluções.
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