Pesquisadores desenvolvem protótipos que têm 90% de água em sua composição

Os protótipos ficam invisíveis quando submersos. As soluções poderão ser usadas em procedimentos médicos para manipular tecidos e órgãos humanos sensíveis

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postado em 06/02/2017 07:47

Leptocéfalos, as pequenas e transparentes larvas das enguias de água doce, nascem no oceano e devem, logo no início da vida, percorrer um longo caminho até chegar ao seu habitat principal, os rios. Com o corpo mole e flexível e sem meios de se proteger contra os predadores, o pequeno animal tem a transparência como a principal ferramenta para se manter vivo durante essa travessia.

A vantagem biológica inspirou Xuanhe Zhao e sua equipe de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, a criar robôs artificiais com hidrogel, um material muito similar ao corpo dos leptocéfalos. Composto por 90% de água, misturada a um polímero que absorve e retém o líquido, o hidrogel é biocompatível e praticamente invisível quando submerso.

A estrutura dos robôs é feita da substância e tem compartimentos ocos em seu interior, que, quando preenchidos por água, faz com que as máquinas se movam. Foram criados três protótipos durante a pesquisa: um robô retilíneo capaz de formar um círculo completo; uma barbatana que impulsiona um corpo de hidrogel em formato de peixe; e uma garra capaz de capturar um peixe-dourado vivo sem o machucar (veja o infográfico).

O hidrogel é um material macio, por ser composto quase completamente por água, e não causa rejeição no corpo humano. Por isso, os robôs feitos com o material poderão ser usados na medicina para uma manipulação mais suave e precisa de órgãos humanos e em atividades submarinas nas quais a camuflagem de equipamentos seja necessária, apostam os criadores.

Começo em 3D

A equipe trabalha há cinco anos com hidrogéis e já desenvolveu uma série de aplicações para o material (veja quadro). “Hidrogéis são redes de polímeros infiltradas com água”, resume Zhao. “Eles normalmente são fracos e frágeis, mas o que usamos na nossa pesquisa é extremamente resistente.”
 
 
 
* Estagiário sob a supervisão de Carmen Souza 
 
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