Com muito suspense, Resident Evil 7 recupera a aura clássica da série

O novo título da franquia chega após cinco anos de espera. Biohazard surpreende positivamente eleva o nível da franquia no quesito sustos, arrepios e tensão

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postado em 06/03/2017 16:00 / atualizado em 06/03/2017 16:07

Capcom/Divulgação
 

Se existe uma saga que acompanha fielmente a evolução das novas plataformas de videogame essa é Resident Evil. Os primeiros jogos da franquia foram lançados nos primórdios do Playstation One, em 1996 e 1998. O sucesso com o público foi imediato. Muita gente levou sustos desbravando a mansão do primeiro título e a cidade no segundo. Com o passar do tempo, as versões foram se reinventando e os inimigos deixaram de ser meros zumbis para algo muito mais assustador e terrível.

Os quinto e sexto títulos da franquia deixaram de lado o aspecto horror e viraram mais jogos de ação do que de suspense. Percebendo uma certa indignação dos fãs, a Capcom — produtora da série — resolveu reinventar o game e voltar com o estilo clássico de survival horror no sétimo jogo da saga. Resident Evil 7: biohazard é o supra sumo dos games de terror, um dos melhores — senão o melhor — da história da franquia e que leva os jogadores aos maiores níveis de sustos e arrepios.

A história
Capcom/Divulgação

Biohazard introduz um novo protagonista, Ethan Winters, que segue as pistas de sua esposa desaparecida até a cidade de Dulvey, na Louisiana, interior dos Estados Unidos. Lá, ele se depara com uma fazenda macabra e supostamente abandonada. Logo de cara os jogadores percebem a qualidade dos gráficos do novo título. O nível é digno da nova geração de videogames. E, como de costume, começa tranquilo com o personagem explorando a propriedade, sem muitos sustos.

Ao se aproximar do local Ethan descobre que nem tudo é o que parece ser e que há segredos a serem desvendados. As fortes emoções começam ao explorar um pequeno casebre. Nele, o jogador tem uma pequena amostra do que está por vir: sustos e muitos calafrios. Passando a introdução, o personagem se encontra com os membros da sinistra família Baker, considerados desaparecidos da região há algum tempo. Aí que a brincadeira começa de verdade. A missão, escapar da mansão onde está preso e localizar a esposa.

 

Capcom/Divulgação
 

O temível Jack deixa os antigos vilões de Resident Evil parecendo ursinhos de pelúcia. Fugir dele não é tarefa fácil, ainda mais que as armas são conquistadas ao longo do caminho. Em biohazard, esqueça os mapas gigantescos dos últimos títulos, dessa vez é tudo mais minimalista, as mudanças são apenas entre as instalações da fazenda.

O intuito da Capcom era que os jogadores encarassem medos intensos a um nível próximo e pessoal graças às mudanças dramáticas de perspectiva para primeira pessoa. A produtora acertou em cheio na proposta. Biohazard é de longe o mais assustador e tenebroso game da série. Tudo, do cenário, cheio de cantos escuros, a trilha sonora foi feito para aumentar o suspense do jogo, algo alcançado com maestria.  

DLCs

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Além do modo normal do jogo, a Capcom já disponibilizou alguns capítulos extras. Cada um tem pequenas histórias adicionais com diversos personagens e atividades a serem cumpridas. Em "Gravação Proibida", são quatro pequenas esquetes onde o objetivo é sobreviver e escapar dos Bakers. Como o próprio jogo explica: são fitas que mostram algumas das tragédias sofridas pelos prisioneiros da família.

Além do "Gravação Proibida", outros dois DLCs foram liberados: "Ethan deve morrer" e o "Aniversário de 55 anos de Jack". No primeiro, a missão é simples de entender e complicada de executar. O objetivo é salvar Ethan, mas sem praticamente arma alguma, o capítulo funciona como uma roleta e o jogador deve abrir caixas pelo caminho para liberar novos armamentos, que nem sempre ajudam. Se for encarar, prepare-se para morrer repetidas vezes. No segundo, basta sair recolhendo comida para o velho Jack o mais rápido possível, sempre fugindo dos monstros.

 

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Estes primeiros DLCs — já liberados — estão disponíveis via download e fazem parte do "Passe de Temporada". Quem comprou a versão básica, precisa adquirir os capítulos. Já quem optou pela Edição Deluxe, pode baixar gratuitamente. Uma última parte adicional, chamada de Not a Hero, será disponibilizada para todos os jogadores no segundo semestre.  

O Passe de Temporada já está à venda via PlayStation Store para PS4 por R$ 91,9. Via Microsoft Store para Xbox One por R$ 92. E via Steam para PC por R$ 59,9. Já o jogo varia de R$ 79,9 (versão básica para PC) à R$ 344,9 (Edição de Luxo para PS4).

 

Capcom/Divulgação
 

Avaliação
    Jogabilidade: 10
    Entretenimento: 10
    Gráficos: 10
    Som: 10
    Nota final: 10

Informações técnicas
    Publicação: Capcom
    Plataformas: Playstation 4, Xbox Onde e PC
    Classificação: 16 anos
    Jogadores: Single-player

 

 

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