MINAS GERAIS

Santuário singular: conheça Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas (MG)

Congonhas, a menos de 100 quilômetros de Belo Horizonte, celebra até dezembro os 30 anos do título de Patrimônio da Humanidade, com diversas atividades culturais

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postado em 27/07/2015 09:00

Zulmira Furbino

Wellerson Athaydes/Divulgação


Se você quer conhecer ou revisitar um dos principais conjuntos arquitetônicos e paisagísticos do Brasil, um dos 19 locais do país eleitos como Patrimônio Mundial para os Bens Culturais, vá a Congonhas, na região central de Minas Gerais. Está se falando do Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, que comemora 30 anos do título em 2015.

Construído na segunda metade do século 18, o conjunto é singular por reunir, em um só lugar, uma magnífica igreja em estilo rococó e obra-prima de Aleijadinho: os 12 profetas e as 64 estátuas com a representação dos passos da Paixão de Cristo. Para comemorar os 30 anos do título, Congonhas preparou uma série de atividades que se estendem até 6 de dezembro, data oficial do anúncio do título.

Cristina Horta/EM/D.A Press


Exposições, palestras, debates, festivais, inauguração de espaços culturais, ações de reconceituação do sítio histórico e programas de educação patrimonial integram a agenda festiva ao longo do ano. A abertura ocorreu com a tradicional Festival da Quitanda, que resgatou receitas da culinária mineira.

Se você ainda não foi a Congonhas, vai se maravilhar com o conjunto, mas até mesmo quem já conhece o sítio arquitetônico se surpreenderá com a inauguração da nova sinalização interpretativa do local, que destaca as cenas da Paixão de Cristo graças a um jogo de luz, que reproduz o horário em que elas ocorreram. A sinalização, apesar de discreta, informa ao visitante quanto tempo falta para chegar ao próximo monumento.

Segundo Sérgio Rodrigo Reis, presidente da Fundação de Cultura de Congonhas e do Museu do Aleijadinho, a iniciativa é pioneira no Brasil e faz parte do manual de sinalização interpretativa dos patrimônios mundiais criado pela Unesco.

Plataforma virtual

É possível conhecer ainda mais de Congonhas por meio de uma plataforma na internet e de um aplicativo que pode ser baixado no celular. Em quatro idiomas (português, francês, inglês e espanhol) e na linguagem brasileira de sinais, o aplicativo funciona como um audioguia e é ideal para quem não gosta de visitas guiadas e prefere ter a liberdade de escolher seu próprio roteiro –  indo das maravilhas em pedra-sabão, criadas por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a monumentos construídos por outros artistas do barroco mineiro.

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press


A plataforma www.eravirtual.org oferece, para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, uma visita virtual ao conjunto que abrange a Basílica de Bom Jesus do Matosinhos, as famosas imagens dos profetas e os núcleos do circuito de peregrinação da cidade. Tudo a partir de imagens imersivas de 360 graus, aéreas e em solo.

Ainda em 2015, a cidade ganhará o Museu de Congonhas – Centro de Referência do Barroco e Estudos da Pedra. O novo espaço vai contar a história e detalhar uma das principais obras-primas do barroco brasileiro, destino de peregrinação religiosa no país. Oferecerá também ao visitante elementos para qualificar a vivência e a compreensão do acervo artístico e do fenômeno religioso que ali ocorre há mais de dois séculos.

Segundo Patricia Reis de Matos Braz, coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, o conjunto arquitetônico e histórico da cidade faz parte de um seleto grupo de sítios e monumentos que são exemplos únicos no mundo. “Por isso mesmo, merecem ser preservados e compartilhados com os povos”, explica.
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