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Viajar sozinho(a) é descobrir o prazer da própria companhia. Experimente

A experiência que pode proporcionar autoconhecimento e o desenvolvimento de aptidões como confiança e independência. Conheça histórias inspiradoras e aventure-se também

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postado em 15/10/2015 09:30 / atualizado em 15/10/2015 19:39

Arquivo Pessoal/Mariana Henriques

Com rotinas cada vez mais atribuladas e o aumento do nível de estresse em quase toda parte do mundo, as tradicionais viagens de férias em família começaram a dar espaço a outros tipos de passeio. Nos últimos anos, viajar sozinho se tornou popular. Não depender de ninguém para escolher o que fazer, quando e para onde ir, descansar de verdade (sem ter que conciliar gostos distintos em um mesmo roteiro), refletir sobre a vida e — quem sabe? — conhecer gente nova pelo caminho são os principais ingredientes desse tipo de experiência que deixou de ser vista como falta de opção e passou a ser uma escolha com muitos adeptos.


Mas eis a questão: viajar sem companhia é para todos? Segundo a psicóloga Andrea Pavlovitsch, sim. “Não recomendo para quem vive situações emocionais muito graves, como depressão profunda e síndrome do pânico. Mas, se você goza de boa saúde, por que não? É ótimo, inclusive, para pessoas tímidas, que podem mudar seu padrão em uma experiência como essa.” Foi o caso da estudante Camila Marques, 24 anos. “Eu tinha dificuldade de socializar, mas precisei me virar, conversando com desconhecidos e acabei vencendo a timidez.”


Andrea explica que quando estamos sós, tendemos a nos comunicar melhor e a ficar mais abertos para o mundo. “Mas você pode tentar aos poucos: vá ao cinema sozinho, depois a um restaurante, a uma festa, e, por fim, encare uma viagem”, indica. A também psicóloga Thirza Reis ressalta que a pessoa não deve se sentir obrigada a fazer uma jornada desse modo, mas que se essa for a escolha, há uma série de benefícios. “É um processo de autoconhecimento que passa pela desconstrução de si. Quando estamos sozinhos em lugares onde ninguém nos conhece, perdemos a vergonha de fazer o que queremos e a obrigação de agradar aos outros, então somos mais espontâneos. Expomos nossas fragilidades e também descobrimos que somos capazes de fazer muito sem a ajuda de ninguém. Isso é empoderador.”


Habilidades
Uma das habilidades desenvolvidas em viagens mais solitárias, segundo Andrea, é a autoconfiança. “Temos que resolver os problemas que aparecem sozinhos, como a possível dificuldade com uma língua diferente, sem ninguém para nos ajudar o tempo todo, e percebemos o quanto somos capazes”, defende. Para ela, isso faz com que a autoestima também aumente, assim como o senso de sobrevivência.


“Melhora muito a nossa capacidade de tomar decisões, principalmente em viagens para lugares distantes, pois o contato com outras culturas pode nos fazer confrontar nossas crenças e ter que fazer escolhas difíceis”, afirma Andrea. Por fim, segundo Thirza, o medo da solidão, um grande mal deste século, deixa de ser um fantasma.


O ideal, para a psicóloga, é que as pessoas tragam para o cotidiano tudo o que aprenderam na viagem. “Se em outros lugares você se sente à vontade de ir a um restaurante sozinho, por que não fazer o mesmo em Brasília, onde muita gente é solteira e mora só, e deixar de se preocupar com os outros?”, questiona Thirza.


Riscos
Para o gerente de Produtos da seguradora Assist Card, Volnei Veronese, escolher um seguro-viagem que se adeque ao seu perfil é importante. “Temos planos em que mandamos um médico no hotel, caso a pessoa não tenha condições de sair, e monitoramos o atendimento. Também, em caso de internações, há a opção de deslocar um parente para o local, com passagens e hospedagem sem custo adicional, o que é muito interessante para quem viaja sozinho.” Aos que planejam praticar esportes radicais, também é interessante fazer um seguro específico, que inclua a cobertura de acidentes para essas atividades. “Pela nova regulamentação dos seguros viagem, que entra em vigor em março de 2016, esse item vai ser obrigatório, mas, por enquanto, os planos assistenciais mais básicos normalmente não cobrem esportes”, diz.


A psicóloga Thirza Reis sugere que, para se manter em segurança, o ideal é sempre deixar alguém avisado dos seus planos. “Pode ser o recepcionista do hotel ou hostel onde você se hospeda ou mesmo parentes e amigos que ficaram na sua cidade. Caso você não volte por algum motivo, alguém vai saber, pelo menos, onde você esteve por último.” A blogueira de viagens Roberta Martins lembra que os brasileiros, normalmente, saem na frente quando o assunto é cuidados com a segurança. “Somos mais atentos. Sabemos que não é legal ficar com o celular ou a câmera expostos em qualquer lugar e que é sempre bom andar com um documento”, opina.

 

Depoimentos

Arquivo Pessoal

“A primeira viagem sozinho foi em 2009, e eu tinha medo, mas logo perdi, principalmente depois que fiz inglês fora e rompi a barreira da língua. Fui até no velório do Mandela sozinho. Para mim, viajar é uma escola dinâmica e, quando você sai da sua zona de conforto só, você pensa mais sobre a vida e tem experiências mais intensas. A imersão no ambiente, tanto com locais quanto com outros viajantes, é bem maior, e eu acho que somente quando a gente se choca com culturas diferentes é que percebemos, realmente, a nossa. Nas Filipinas, por exemplo, brinquei com centenas de crianças como se fosse uma delas, o que seria difícil se eu estivesse acompanhado. Nós nos tornamos, também, mais autoconfiantes. A maior vantagem é não depender de ninguém para tomar decisões. A parte negativa é lidar com coisas do cotidiano, como alguém olhar sua mochila enquanto vai ao banheiro, tirar fotos ou dividir um quarto de hotel em cidades que não têm hostel para ficar mais barato. E, no caso de viagens longas, a saudade, a vontade de conversar com alguém que te conhece há muito tempo e não ter que repetir toda hora de onde é, quantos anos tem etc.”
Rafael Pops Barbosa,
36 anos, cientista político, oficialmente mora em Brasília, mas está há oito meses viajando pelo mundo, sem endereço


Arquivo Pessoal

“Quando larguei meu emprego para fazer intercâmbio, acabei fazendo um mochilão de cinco meses pela Oceania e Sudeste Asiático (Austrália, Nova Zelândia, Malásia, Cingapura, Indonésia, Vietnã, Laos e Tailândia). Desde que voltei para o Brasil, tenho tentando explorar mais o meu próprio país. Gosto da liberdade de montar meu próprio roteiro, visitar as atrações que mais me interessam e fazer tudo no meu próprio tempo, sem falar no aprendizado libertador que isso traz. Somos obrigados a aprimorar nossas habilidades de convívio social e a aprender a nos virar sozinhos, enfrentando perrengues e solucionando problemas. Somos obrigados a aceitar nossa própria companhia e passamos a gostar disso. Certa vez, minha Campervan (uma espécie de minimotorhome) alugada atolou em uma estrada de terra com pouquíssimo movimento e sem qualquer sinal de telefone. Quando eu estava perdendo as esperanças, apareceu um rapaz com um trator e uma corda, tirou meu carro de lá e ficou feliz em ter ajudado. Quanto aos pontos negativos, os custos da viagem acabam sendo maiores. Pegar algum táxi, alugar um carro e fazer algum passeio são exemplos de coisas que saem mais baratas quando se tem companhia. Também é chato pedir o tempo todo para algum desconhecido tirar foto e, quando pedimos, geralmente elas saem péssimas. E uma vez fiquei gripada no Camboja e, por estar sozinha, precisei criar forças para sair da cama e providenciar alguma comida. Sobre a segurança, é importante sempre pesquisar sobre o país ou a cidade e sobre os costumes e a cultura locais antes de se aventurar. Eu tenho o sonho de conhecer Papua Nova-Guiné, mas ao pesquisar, descobri que é uma região com alto índice de violência contra mulheres, então, optei por não viajar sozinha para lá”
Mariana Peixoto Henriques,
27 anos, advogada, Brasília


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“A princípio, não era um plano. Eu passei a viajar sozinho por necessidade, por perceber que nem sempre os outros teriam tempo, dinheiro ou interesse para se juntar a mim, e eu não queria deixar de viajar por falta de companhia. A primeira experiência foi aos 18 anos, em um intercâmbio, mas, depois que me divorciei, acelerei as viagens e o plano de conhecer o mundo. Nos últimos dois anos, fui para Escócia, Espanha, Marrocos, Canadá, Alemanha, República Tcheca e Rússia. Gosto de lugares menos óbvios e que poucas pessoas topariam visitar comigo, justamente por preconceito, pelas informações parciais a que temos acesso. As melhores viagens que fiz foram para Cuba, Israel e Rússia, países estigmatizados. Você acaba conhecendo muita gente que está vivendo uma experiência semelhante, o que pode virar uma amizade e até uma futura viagem, seja para visitar esse novo amigo, seja uma companhia para outro destino. Para quem gosta de usar aplicativos, como o Tinder, as possibilidades aumentam. Só é preciso ter muita paciência para conseguir uma foto boa quando está sozinho. Geralmente, eu peço para japoneses, que são ótimos para tirar fotos (risos).”
Ricardo Lucas,
29 anos, empresário, Brasília


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“Gosto de fazer algumas coisas em viagens que a maioria das pessoas não gosta, como conhecer bairros mais simples, locais onde as pessoas moram e se divertem, em vez de priorizar os pontos turísticos principais. Gosto também de caminhar muito, em média 20km por dia, para economizar dinheiro e ver melhor os lugares. Portanto, viajar sozinha, para mim, é maravilhoso. Além disso, é sair da zona de conforto, e isso nos faz conhecer mais nós mesmos: entender nossos próprios gostos e refletir sobre quem somos, especialmente em situações que não entraríamos no nosso cotidiano. Outro aspecto é que se tem mais disponibilidade e mais abertura para conhecer outras pessoas. Prefiro me hospedar nas casas dos locais, pelo CouchSurfing (rede social que oferece hospedagem gratuita) ou Airbnb, o que geralmente é incrível, pois tenho a possibilidade de desfrutar da cidade em uma perspectiva muito mais “família”. Como sou mulher, a maior desvantagem é a preocupação em sofrer assédio ou abuso sexual. As pessoas geralmente têm preconceito, e acham que uma mulher que se aventura a viajar sozinha topa qualquer outro tipo de “aventura”. Além disso, há lugares onde a cultura é mais machista e aí o cuidado deve ser redobrado, inclusive sobre vestimentas e horários de permanência na rua. Estive no Marrocos com uma excursão, e a guia era muito enfática em recomendar que as mulheres do grupo não saíssem sozinhas e não usassem roupas curtas, apesar do calor de 40ºC.”
Ana Gabriella Reis,
23 anos, estudante de direito, Brasília


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“Prefiro viajar sozinha, e faço isso pelo menos uma vez ao ano — mas agora que mudei de país, a frequência aumentou. Já viajei sozinha para várias cidades na Inglaterra, País de Gales, Irlanda, Holanda, Bélgica, Croácia e Turquia. Essa experiência te dá oportunidade de fazer seu próprio roteiro, escolher se quer visitar pontos turísticos ou “se perder pela cidade” descobrindo muito mais que um guia pode indicar. Seguir seus instintos e se conectar diretamente com o local visitado é - na minha opinião — uma das vantagens e é muito difícil conseguir esse envolvimento quanto você tem que chegar a um consenso de grupo, muitas vezes abrindo mão de algumas atividades que você quer fazer no local. Eu acredito que traz mais aprendizado esse tipo de viagem, pois você tem a possibilidade de se conectar com a cultura local sem nenhum tipo de interferência. Muitas vezes, quando estava diante de algo que me emocionou, eu desejei que minha família estivesse lá para ver o que eu estava vendo naquele exato momento, mas isso não é que me sentia sozinha, mas sim o querer que elas pudesse sentir a mesma coisa que eu senti.”
Ana Paula Roldão,
33 anos, analista de comunicação, Dublin, Irlanda

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“Gosto de viajar sozinha porque é uma boa maneira de me conhecer melhor, conhecer meus limites, minhas vontades e estou mais aberta a conhecer novas pessoas e costumes. Sempre que planejo uma viagem, penso em fazê-la sozinha, mas, caso algum amigo goste do roteiro e queira participar, não vejo problema em compartilhar. Porém, quando estou acompanhada, eu me acomodo. Na minha primeira viagem ao exterior, meu inglês não era muito bom e, por isso, nunca fazia check-in no hostel, não pedia informação e não pedia minha comida nos restaurantes, deixando tudo por conta dos meus companheiros de viagem. A partir do momento que decidi viajar sozinha pela primeira vez, eu tive que quebrar a minha vergonha e resolver tudo sozinha. Já viajei sozinha aos países bálticos (Rússia, Estônia, Letônia e Lituânia), Polônia, Irlanda do Sul e do Norte, Croácia e Holanda. Na Cracóvia, conheci um americano no hostel. Ele morava em Moscou e acabou me hospedando na viagem à Rússia. A melhor lição que aprendi viajando sozinha foi a apreciar o tempo que estou sozinha. Hoje, se não tenho companhia para sair à noite ou ir jantar, vou assim mesmo. Acredito que não precisamos ter vergonha de estar sozinhos.”
Camila Marques,
24 anos, estagiária em engenharia mecânica, Berlim, Alemanha

 

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“Como eu sempre viajei para lugares mais próximos e “seguros”, ter a minha primeira grande jornada solo me deixou com medo, ainda mais por ser mulher. Mas eu tinha marcado férias e ninguém podia ir comigo. Então, lá fui eu para a Bolívia e o Peru. A experiência foi incrível, pois me livrei de várias amarras de depender de um grupinho de amigos e me diverti, conhecendo um monte de gente no caminho, ainda mais me hospedando em hostels. Ao viajar sozinha, você presta mais atenção no local onde está visitando e treina melhor o idioma, pois não tem alguém falando português com você o tempo todo. A grande desvantagem é ficar perdido ou ir a algum lugar onde as pessoas não recebem bem pessoas sozinhas. Por isso a palavra chave é: programação. É fundamental pensar em todo o roteiro e na grana que você pretende gastar. Também é preciso criar coragem e pedir ajuda a desconhecidos. Quem é muito tímido pode passar aperto, mas viajar só é um excelente treino para perder a timidez. E, por fim, você percebe que o mundo não é tão perigoso quanto parece na TV e que tem gente boa e disposta a te ajudar em todo lugar.”
Michelle Brito, 23 anos jornalista e designer gráfico
Brasília

 

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“Quando você viaja sozinho você se vê na obrigação de se comunicar com pessoas de outras culturas e de outros países. Ainda mais porque, normalmente, no exterior, a gente só conta com wi-fi e acaba ficando sem internet no celular boa parte do tempo. Claro que há barreiras culturais, mas é bom para perceber que você também é um estranho para os outros. E em hostels, onde eu normalmente fico, as pessoas não querem só pagar barato, mas vão em busca de imersão. Você fica em um ambiente que só falará, na maioria das vezes, outra língua (quase sempre inglês) e isso é o que muitos querem pra “aprimorar” o idioma. Vejo como maior vantagem poder fazer aquilo que você quer. Se programou pra ir na estátua da liberdade naquele dia, mas descobriu que iria ter um jogo no New York Yankees pelo MLB (Major League Baseball), então tchau estátua, outro dia eu te visito. O ruim é a falta de companhia para conversar sobre como é legal aquele lugar ou aquele show de música que está acontecendo ao vivo no metro. Mas comprar um chip pré-pago, de 5 a 15 dias, oferecido por algumas empresas aqui do Brasil (que custa bem mais barato que os pacotes das operadoras), resolve bem a situação. Você manda um snapchat, posta no grupo do whatsapp e, com isso, vai compartilhando na hora, afinal, sempre tem aquele amigo que nunca sai do celular, então ele vai falar alguma coisa quando você postar.”
José Afonso Pires, 25 anos, estudante
Ituiutaba (MG)

 

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“Eu só viajei sozinha uma vez, pois sempre preferi ter companhia. Estava em um mochilão pela Europa com meu irmão e um amigo, e meu irmão iria comigo para Israel (de onde partiria meu voo de volta para o Brasil), mas ele não pôde ir, então fiquei alguns dias em Tel Aviv e em Jerusalém sozinha. Para mim foi uma viagem de autodescoberta, ainda mais visitando uma cidade com toda questão religiosa envolvida. Na ocasião, sofria de depressão. Foi uma grande superação. Definir o horário foi a melhor parte para mim. Estava em companhia de dois homens antes, em ritmo totalmente diferente do meu. Gosto de acordar cedo e explorar a cidade, a cultura, experimentar coisas novas. Com eles, sempre havia o problema do “dormir até mais tarde” e isso me tirava do sério. Eu tenho muita dificuldade em fazer novos amigos quando estou sozinha. Foi um grande desafio que tive que enfrentar, mas deu certo. Acho que foi muito bom para eu saber que eu posso, que não há limites para mim e, principalmente, que não dependo de ninguém. Claro que uma mulher sozinha em um país como esse enfrenta, também, algumas dificuldades. Há situações que fazem rir, como o vendedor árabe que era apaixonado por futebol brasileiro e propôs me trocar por 3 mil camelos. Mas também há momentos ruins, como na minha entrada no país de madrugada. Não consegui entender muito bem o que o homem da imigração me disse e fui parar em uma salinha do aeroporto. Só tinham mulheres jovens, uma ou outra com filhos, mas sem qualquer acompanhante adulto. Depois de quase meia hora, chegou uma mulher e me interrogou. Fez perguntas sobre o porquê de eu estar sozinha, se eu era casada, onde eu ficaria, quanto dinheiro eu tinha ... No fim, fui liberada.”
Pâmela Nunes, 27 anos, coordenadora de conteúdo
Campinas (SP)

 

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“Eu gosto de viajar de qualquer jeito, e sozinha é uma dessas maneiras, que, na minha opinião, traz um aprendizado diferente. Enquanto quando você viaja em grupo o desafio maior é conviver, ao viajar sozinha você aprende a ser independente, se virar em lugares desconhecidos e saber se planejar e organizar melhor, já que, estando sozinha, é melhor não ficar na mão da sorte. E tem também o fato de você voltar mais segura de si, tipo "eu posso fazer isso". Todas as vezes em que fiquei em hostels, sozinha ou não, conheci muita gente e a maioria extremamente aberta a conhecer outras pessoas, inclusive brasileiros, que estão em todos os lugares (risos). Mas também não fico dependendo da galera do hostel para fazer meu roteiro. A maior vantagem é o fato deficar tanto na viagem quanto para decidir viajar. Esperar encontrar uma companhia com a mesma data das férias, mesmos interesses, mesmo orçamento, etc, não é tão fácil. E aí você pode acabar desistindo. O pior, para mim é comer sozinha. Acho que, para a gente (brasileiros), esse é um momento tão compartilhado e social, que é estranho você sentar em um restaurante legal sozinha e isso vai acontecer. Mas os celulares salvam! E às vezes você está andando, vê uma coisa legal e quer compartilhar ou momento ou falar sobre aquilo e... cri, cri, cri. Cadê companhia?”
Carolina Vieira, 25 anos, jornalista
Bauru (SP)

 

 

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Ana
Ana - 15 de Outubro às 19:07
Os entrevistados etão todos na faixa dos 20 anos, e apenas um tem 36 anos. Pois eu já viajei sozinha algumas vezes após os 40 e este ano, com 51 anos, fiz uma super viagem ao leste europeu me hospedando no airbnb e andando sozinha por 4 países. As mulheres da minha idade acharam o máximo, pois os jovens têm uma liberdade nata pela idade e pela globalização, mas as pessoas de meia idade não nasceram nesse mundo e sentem muito mais medo. As mulheres então nem se fala. Gostaria de ter visto na reportagem exemplos de pessoas mais velhas enfrentando esse desafio.