MONTE VERDE

Conheça a Suíça mineira, destino de ecoturismo com culinária encantadora

Embora o clima frio - até mesmo nas estações mais quentes do ano - faça do destino um dos preferidos pelos casais, há opções de lazer para famílias inteiras curtirem a natureza e as delícias típicas locais

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postado em 02/11/2015 10:00 / atualizado em 29/10/2015 17:21

Especial para o Correio

Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Casais caminham abraçados pela avenida principal, restaurantes com ambientes a luz de velas, pousadas que não aceitam crianças e chalés com lareiras fazem de Monte Verde um pequeno vilarejo no Sul de Minas Gerais, um dos destinos brasileiros mais procurados pelos apaixonados. Sim, eles são maioria por lá, mas isso não significa que outras tribos não tenham o que fazer na conhecida “Suíça Mineira”. As atrações para as famílias, inclusive para as crianças, estão por todas as partes. E elas vão além dos hotéis-fazendas. Trilhas, tirolesa com emoção, arvorismo, patinação no gelo, passeios a cavalo, de quadriciclo, de jeep 4 x 4 e de trenzinho. A avenida Monte Verde, chamada de “avenida principal” é o ponto de partida para a maioria das atividades. Ali ficam empresas que promovem os passeios de quadriciclo, de jeep e o trenzinho, que leva os turistas para um citytour. Ao final dela fica a pista de patinação no gelo, uma das atrações mais procuradas para a diversão das famílias. Meia custa R$ 60.


Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Para menores

Quem tem filhos pequenos deve procurar a Chácara Adélia, um espaço com muito verde e acesso fácil a partir da avenida principal. Ali as crianças podem se divertir na cama elástica, na tirolesa e no arvorismo ou então vendo os pássaros e curtindo o balanço nas redes penduradas sob as árvores. Porém, só funciona nos meses de férias. Já na Fazenda Radical, a 5 km de Monte Verde, em direção a Camanducaia, só a chuva pode atrapalhar a aventura na megatirolesa. Com dois trechos (a ida tem 450m de comprimento e 65m de altura; e a volta com 475m de comprimento e 75m de altura) é a principal atração do local. A experiência custa R$ 65 por pessoa e o único pré-requisito é ter o peso mínimo de 40 quilos, para o ajuste do equipamento ao corpo. O salto é feito a 1.650m de altitude e já nos primeiros segundos de descida entre um corredor de floresta de eucalipto, a vista é linda e a sensação de liberdade é plena.


Há ainda um percurso com oito vias de arvorismo (R$ 55), que termina em uma parede de escalada (R$ 20), arco e flecha (R$ 25) e passeio de quadriciclo (R$ 120) por um trecho de 13km dentro da fazenda que, no passado, era produtora de maçãs. Coragem e máquina fotográfica não podem faltar. E não vá embora sem pedir aos instrutores para levá-lo a um ponto próximo à sede de onde se tem uma bela vista do Pico do Selado, o mais alto da região com 2.082m de altitude e também o de mais difícil acesso. “Daqui o pico parece um gigante deitado”, compara o guia Maurício Magrini, que há 13 anos trabalha no local.

Associação de Pousadas MV/Divulgação

Quem gosta do contato com a natureza deve reservar um período para conhecer ao menos um dos picos de onde se avistam os inconfundíveis cenários repletos de verde da Serra da Mantiqueira. Mesmo quem não tem experiência em trekking, mas há fôlego ou boa vontade para caminhar, pode seguir adiante, porém água e tênis são imprescindíveis.


Três picos têm trilhas consideradas fáceis: o Platô e a Pedra Redonda — ambos a 1.990m de altitude — e o Chapéu do Bispo, a 2030m. Mas é a Pedra Redonda o destino preferido dos turistas. As subidas existem e somente no final ficam um pouco mais íngremes. Umas paradas estratégicas em pontos mais abertos garantem registros fotográficos sem igual, e ao final a recompensa. Muitas vezes, as nuvens ficam abaixo da enorme pedra e de seus pés e, consequentemente, as fotos ainda mais bonitas. Apesar do nome, o cume da Pedra Redonda é plano e em um de seus extremos é possível avistar o Vale do Paraíba com destaque para as cidades de Jacareí e São José dos Campos.


Para o turista que não quer forçar os joelhos nas subidas e descidas, a alternativa é a Trilha do Pinheiro Velho, que tem aproximadamente 2km, é plana e tem acesso fácil, por ficar paralela à Avenida Monte Verde.

 

Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Comer bem e sem culpa

Com tantas possibilidades de caminhada e demais atividades possíveis, é bom saber que a fome pode ser exterminada com muitas delícias. À noite, as fondues dominam a preferência dos visitantes. Há versões bem servidas para duas pessoas nos sabores de carne, queijo, truta e chocolates preto ou branco, além dos rodízios que custam em média R$ 60. Orestaurante Mont Vert faz jus à fama de servir um dos melhores do lugarejo.


Outro restaurante que dá para ir de olhos fechados é o Di Venetto, que fica a menos de cinco minutos dali, seguindo de carro até o aeroporto. Além da berinjela ao forno (R$ 80 para duas pessoas), vale provar o cordeiro à moda do chef (R$ 200 para três pessoas), servido com legumes. O lugar também é perfeito para tomar um vinho calmamente, apreciando a paisagem.
Outro aspecto que costuma agradar aos visitantes é que música ao vivo, com repertórios principalmente de rock e MPB, é um ingrediente local básico, mas nem por isso deixe de conhecer alguns lugarzinhos mais silenciosos e provar guloseimas que valem até o “escorregão” de quem está de dieta. É o caso das prímulas, um doce reparado com duas bolachas de gengibre (uma receita alemã), recheadas com uma fina camada de doce de leite e coberta com chocolate — a iguaria ainda tem um leve toque de cravo e canela.
Para prová-la, é preciso visitar a loja de chocolates Gressoney, que fica no comecinho da Avenida Monte Verde.

Sopa
Porém, a perdição na charmosa loja não se resume apenas às prímulas. Se você quiser algo diferente, peça a sopa de morango (R$ 18) composta por uma generosa calda de chocolate trufado e sorvete de creme. Ela é fria, ideal para dias em que a temperatura não está muito baixa.


Para os amantes de um bom chocolate quente ou café, a loja Chokomel, também na avenida principal, é uma parada obrigatória. A Doce Loucura, preparada com fatias de morango envolvidas em chocolate ao leite derretido e coberta com chantilly (R$ 20), é  irresistível.


Um dos endereços mais famosos é a Casa da Lucia. Em um ambiente muito aconchegante, a proprietária serve a fatia do strudel quentinho com sorvete e chantilly por R$ 20. As geleias caseiras nos sabores de mirtilo, gengibre, maçã com pimenta e bergamota, e os chás diversos, são comprinhas quase irresistíveis.


Karina Fusco/Esp. CB/D.A Press

Sono feliz
Depois de ceder a tantos apelos gastronômicos, vale passear calmamente pelo centro, visitando as lojas e galerias e se programar para uma parada obrigatória para quem gosta de dar boas risadas. No Atelier Monte Verde, os artesãos Bernardo Guimarães, um sul-africano que vive há 20 anos em Monte Verde, e a mineira Mônica Dantas se inspiram nos acontecimentos do cotidiano para criar as divertidas placas e também as fazem personalizadas. Custam em média R$ 22. No local ainda há quadros inspiradores, artesanato decorativo em madeira e plaquinhas com números para colocar nas casas. E não vá embora sem fazer uma selfie com os divertidos e coloridos itens dispostos na frente do atelier.


Há várias opções para hospedagem. Uma delas  é a Pousada Sagarana, um convite para respirar cultura, principalmente cinema e literatura. Na recepção, pelas estantes com quase 3 mil filmes e livros, dá para se ter uma ideia do clima do local criado pelo casal Cláudia e Fernando Fontes, que saiu do Rio de Janeiro e encontrou nas montanhas de Minas o lugar ideal para viver e ter o próprio negócio. Exclusividade e romance estão por todos os lados. São apenas seis chalés, cinco deles batizados com títulos de filmes clássicos (Casablanca, E o vento levou, Gilda, Bonequinha de luxo e Let’s make love), e o mais novo e sofisticado La Dolce Vita, com ares mais contemporâneos. Todos decorados de acordo com o título. Audrey Hepburn, Clark Gable, Vivien Leigh e Marilyn Monroe são alguns dos grandes nomes do cinema que aparecem em diversos objetos de decoração. Um dos destaques da estadia é o café da manhã, ou melhor, o brunch caipira, das 9h às 12h nos chalés.


Surpreender os visitantes com agrados também é a filosofia da Estalagem Monte Verde. Se o casal se hospedar em um de seus quartos ou chalés numa data especial, encontrará o quarto com pétalas de flores e receberá frutas frescas com chantilly e uma garrafa de vinho como cortesia. Nos quartos, se estiver frio, é possível aquecer o piso e o colchão. No café da manhã colonial, a diversidade e o sabor fazem o hóspede se sentir tão especial a ponto de, antes mesmo de fazer as malas, planejar o retorno a um dos destinos em que a hospitalidade mineira é marca registrada.

 

» Onde se hospedar

Pousada Sagarana
pousadasagarana.com.br
Av. das Montanhas, 1610, no caminho para os picos de Monte Verde
(35) 3438-2302
As diárias para casal saem a partir de R$ 380 na baixa estação, e de R$ 570 na alta, incluindo café da manhã.

Estalagem Monte Verde
estalagemmonteverde.com.br
Av. Sol Nascente, 115, Centro
(35) 3438-1654
As diárias para casal saem a partir de R$ 440 para duas pessoas, com café da manhã incluso.

Kuriuwa Hotel
kuriuwahotel.com.br
R. do Bosque, 309, Jardim das Montanhas
(35) 3438-1959
As diárias para casal custam a partir de R$ 490 na baixa estação e de R$ 630 na alta, incluindo café da manhã.

Hostel Casarão das Montanhas (opção econômica de estadia)
www.facebook.com/pages/Casarão-Das-Montanhas
Av. das Montanhas, 1170
(35) 3438-1170
O pacote para o fim de semana, com check-in na sexta-feira a partir das 14h e check-out no domingo às 12h, custa R$ 350 na baixa temporada e R$ 450 na alta.


SERVIÇO
Central de Reservas: (35) 3438-2588 ou www.monteverde.com.br
Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde: (35) 3438-1839 ou www.ahpmv.com.br

 

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