ALAGOAS

Mergulhar no azul-piscina, de Paripueira a Maragogi, é destaque no estado

A Costa dos Corais encanta pelas águas cristalinas, que permitem a observação de corais, ouriços e cardumes. Paripueira e Maragogi são os destinos mais procurados no estado

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postado em 18/11/2015 19:04 / atualizado em 18/11/2015 19:03

Flavia Ayer

Ataide de Almeida Jr./CB/D.A Press - 21/1/11

Navegar em alto-mar e desvendar o universo debaixo d’água pode parecer aventura para profissionais. Não é. Em Alagoas, conhecer a biodiversidade aquática fica ao alcance até de quem não sabe nadar. O litoral norte do estado concentra 130 quilômetros de piscinas naturais de águas calmas, mornas e de azul-esverdeado-cristalino. Paripueira e Maragogi, respectivamente, a 36 quilômetros e a 130 quilômetros da capital, Maceió, são os destinos mais procurados, parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, maior unidade de conservação marinha do Brasil.

Maragogi é o segundo lugar mais visitado de Alagoas, atrás apenas da capital. As piscinas naturais em alto-mar são o principal chamariz. Elas se formam em decorrência das barreiras de corais, que dificultam a entrada da água na maré baixa. Resultado: lá longe, no oceano, a mais de seis quilômetros da orla, é possível andar com água na cintura.

Ao mergulhar, corais, ouriços, moluscos, cardumes, com destaque para o sargentinho, peixe amarelo de listras pretas. São três as piscinas famosas de Maragogi, cujos passeios podem ser facilmente contratados nos hotéis e duram cerca de três horas: Galés, Barra Grande e Taocas.

O preço gira em torno dos R$ 75 por pessoa, geralmente com o snorkel incluído. Esse, aliás, é um item indispensável, pois facilita muito a observação subaquática. A melhor época para visitação é no verão, quando as águas ficam mais transparentes. Independentemente do período, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) impôs limite de visitação. A relação de catamarãs autorizados pelo ICMBio está no site da instituição (www.icmbio.gov.br).

Mesmo assim, não pense em nada muito exclusivo ou privativo. O passeio é lindo, mas atrai aglomerações que podem atrapalhar a foto. E, como se trata de cartão-postal cobiçado, os operadores de turismo oferecem de tudo: álbum de foto debaixo d’água e até mergulho com cilindro.

Para quem nunca mergulhou, é um bom começo. Com a ajuda de um profissional, depois de um teste rápido de respiração, o turista explora as belezas das piscinas em profundidades que vão de um a três metros. Dá para chegar bem perto dos corais e fugir um pouco da área de concentração dos turistas. Mas, em se tratando de férias, tudo tem seu preço: R$ 100.

 

Tranquilas

Flavia Ayer/EM/D.A Press

Apesar de menos badaladas, as piscinas em Paripueira — que significa “águas baixas” em tupi —  não ficam por menos (eu achei até mais bonitas do que as piscinas de Barra Grande, em Maragogi). Mas isso depende também da altura da maré e da quantidade de visitantes, que interferem na transparência da água. A dois quilômetros da orla, as águas cristalinas de Paripueira surpreendem e encantam os turistas.

Quem vai a Paripueira (foto), normalmente se hospeda em Maceió. Se está sem carro, agências de turismo em Maceió oferecem traslado até a barraca Mar & Cia. que opera o passeio até as piscinas naturais. A barraca cobra R$ 5 por pessoa de entrada e, quem deseja ir até as piscinas naturais, paga mais R$ 40. Pelo snorkel, são cobrados mais R$ 8. E sempre é possível gastar mais. Assim como em Maragogi, os operadores oferecem serviços como álbum de fotos e mergulho com cilindro.

Flavia Ayer/EM/D.A Press

Paisagens incluídas
Resorts com bebidas e comidas à vontade nas 24 horas do dia, já incluídas no preço do pacote, atraem visitantes de todos os cantos para Maragogi, no litoral norte de Alagoas. Além das piscinas naturais de tom azul-esverdeado, Maragogi é destino procurado por quem quer sair de casa, comer e beber à vontade já sabendo quanto a conta vai ficar. A cidade no litoral norte de Alagoas concentra uma série de resorts all inclusive. Os hotéis oferecem 24 horas de comida e bebida à vontade e se inspiram no funcionamento de cruzeiros marítimos, mas instalados em terra firme. Ao fim da hospedagem, a conclusão é de que um dia é pouco para experimentar tudo o que é oferecido e que, para encarar esse esquema, não vale reclamar dos quilos a mais na volta das férias.

O Salinas do Maragogi (foto) é o mais famoso da região e também o pioneiro, implantado na referência até mesmo entre moradores. Instalado em área de 66 mil metros quadrados, cortada pelo Rio Maragogi, o complexo conta com 236 apartamentos em sete blocos. A gastronomia é uma atração à parte. Além das refeições, há lanches e petiscos durante todo o dia em diversos bares e restaurantes, inclusive à beira-mar.

É camarão, peixe, siri, carne de sol, sururu, picolé, sorvete, tapioca, pizza, tudo na mão. Para acompanhar, espumante, oito rótulos de uísque, seis tipos de cerveja, três marcas de chope, vinho, sem falar na água de coco, refrigerantes e sucos. Para quem tem fome de madrugada, há sanduíches. Para os com restrição alimentar, comida sem glúten e sem lactose. Em resumo, come-se e bebe-se o dia todo.

Situado em frente à praia, o hotel não é exatamente o lugar para quem quer tranquilidade e silêncio. Afinal, tem estrutura de lazer semelhante à de um clube, com piscina, quadras de tênis, futebol, vôlei, salão de jogos, academia, spa. De lá também saem passeios, cobrados à parte, para piscinas naturais e praias nas proximidades. À noite, shows e apresentações culturais. Durante todo o dia, das 8h às 22h, há programação de lazer para crianças, o que torna o resort opção bastante procurada por famílias.

Aliás, o preço também fica interessante para casais com filhos. O preço da diária gira em torno de R$ 850 para o casal, sendo que duas crianças de até 12 anos, acompanhadas de adultos na mesma acomodação, não pagam. O Salinas do Maragogi faz parte do Grupo Salinas, maior grupo hoteleiro de Alagoas.

Marina Amazonas/CB/D.A Press

Ponto de partida
Maragogi é ponto estratégico para visitar outros destinos no Nordeste. A cidade está a 145 quilômetros do aeroporto de Maceió e a 125 quilômetros do aeroporto de Recife, sendo a estrada pernambucana mais segura, com menos curvas. Maragogi também está a cerca de 50 quilômetros da famosa Praia de Carneiros e a 90 quilômetros de Porto de Galinhas, ambas no estado vizinho. Outro destino procurado por quem se hospeda em Maragogi é São Miguel dos Milagres (foto), em Alagoas. Os preços dos passeios variam de R$ 50 a R$ 85 por pessoa. Agências negociam um “combo promocional” com os três destinos por R$ 140.

Alfredo Duraes/EM/D.A Press - 9/8/12

A pé ou em alto-mar
Há duas formas de se conhecerem as praias de Maragogi, com orla de 27 quilômetros. Uma delas é contratar o passeio de buggy (foto), que cobra R$ 240 por quatro pessoas pela visita a oito praias — São Bento Maragogi, Bugalhal, Barra Grande, Antunes, Ponta de Mangue, Xaréu — rebatizada de Praia da Bruna, por causa de uma visita da atriz Bruna Lombardi —, Dourado e Peroba. Outra é o passeio de lancha, que tem uma parada especial para nadar num banco de areia em alto-mar. Essa opção custa R$ 65 por pessoa.

Alfredo Duraes/EM/D.A Press - 9/8/12

Delícias da tia Marlene
Peca quem vai a Maragogi e não experimenta o biscoito da tia Marlene (foto). A iguaria, chamada de bolo de goma ou sequilho, segue receita holandesa que leva leite de coco, margarina, ovo, açúcar, sal e goma de mandioca. Há 33 anos, Marlene produz os biscoitos e recebe turistas em sua casa, que podem provar a delícia saindo do forno.
 

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