RIO 2016

Seis cidades da Região Sul por onde a Tocha Olímpica vai passar

O frio de 15 municípios do Sul vai receber a Tocha Olímpica antes que ela chegue a terras cariocas para o maior evento esportivo do mundo. Vinícolas, arquitetura com influência europeia e belezas naturais marcam a região

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postado em 09/01/2016 08:00 / atualizado em 08/01/2016 13:23

REUTERS/Jorge Adorno
 

Quando chegar ao Sul do país, a Tocha Olímpica vai dispensar o casaco e o cachecol. A explicação é simples: a tarefa do símbolo das Olimpíadas será esquentar as cidades dessa região com o espírito esportivo. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul serão os anfitriões da festa e, em troca, oferecerão o que têm de melhor: atrações culturais para todos os gostos, belezas naturais e arquitetura que conta história.

 

Apesar de ser dona de um território bem menor que o das outras regiões, a porção Sul é uma das mais desenvolvidas do país. O maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil está lá, além do terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) e da menor taxa de analfabetismo. A colonização europeia também deixou sua herança. É possível encontrar resquícios desses povos desde a formação étnica até produção de vinhos, festas e comidas típicas.

 

Se você já passou pelas capitais, mas ainda não conhece as cidades do interior, os Jogos Olímpícos são uma ótima razão para colocar o pé na estrada. O Turismo selecionou seis das 15 cidades que receberão a ilustre visita e, de quebra, preparou dicas de programas em cada uma delas.

 

Foz do Iguaçu (PR)

Uma das mais belas atrações naturais do mundo está no Brasil e faz fronteira com o Paraguai e a Argentina. A reserva natural das Cataratas do Iguaçu é um verdadeiro cartão-postal e, não por acaso, uma das novas Sete Maravilhas da Natureza. Para apreciar a bela vista, há mirantes e passarelas para todo lado dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Na cidade carinhosamente chamada de Foz, visite o Parque das Aves, que mostra um pouco da biodiversidade da fauna e da flora brasileira. A Usina Hidrelétrica de Itaipu não pode faltar no roteiro, assim como o paraíso das compras que é o freeshop de Puerto Iguazú (Argentina) e a Ciudad del Este, no Paraguai.

 

Kleber Lima/CB/D.A Press

Pelotas (RS)

O centro e as fazendas históricas chamam a atenção pela beleza. Para começar, um pouco de história. A cidade se desenvolveu graças à prosperidade do charque. Os Barões da Carne Salgada viviam nas chamadas charqueadas, grandes propriedades rurais que, hoje, estão abertas à visitação. Entre elas, está São João (onde foi filmada a minissérie A Casa das Sete Mulheres), e Santa Rita, que preserva galpões nos quais a carne era armazenada, além do Museu do Charque, com exposição de painéis, roupas e objetos. Para continuar no clima do Brasil Colonial, visite o Parque da Baronesa e prepare-se para se impressionar com os jardins contornados por canteiros simétricos, chafarizes e pontes rústicas. No centro, o destaque é para a arquitetura do século 19: os prédios da prefeitura, da biblioteca pública, do Grande Hotel, do Teatro Guarany e do Mercado Público são as estrelas desse período histórico. Para um passeio mais cultural, o Teatro Sete de Abril, apesar de pequeno, dá conta do recado.

 

Prefeitura de Joinville/Reprodução

Joinville (SC)
Dos típicos botecos de esquina com mesas na calçada e cerveja gelada a bares inspirados nos tradicionais pubs londrinos, a cidade de Joinville promete satisfazer grande parte dos turistas que estão em busca de agito e vida noturna abundante. Durante a segunda quinzena de junho, o município é tomado por cerca de 6,5 mil bailarinos para o Festival de Dança de Joinville, um dos maiores e mais belos do mundo. Os roteiros de turismo rural contêm passeios que podem ser feitos tanto de carro quanto de bicicleta e contemplam as mais belas paisagens da cidade. Caminhadas ao longo da costa da Baía de Babitonga e o ar puro do Parque Expoville são programações ideais para quem quer dar aquela relaxada.

Luiz Chaves/Divulgação

Caxias do Sul (RS)
Do vinho à arquitetura colonial, a cidade tem programas para todos os gostos e idades. Os roteiros podem ser encontrados na praça central, na rodoviária, aeroporto e no pavilhão da Festa da Uva, que ocorre a cada dois anos. A primeira rota é a La Città, tipicamente urbana. Por ela, é possível conhecer os principais pontos turísticos do centro. O Vale Trentino, por sua vez, engloba dez atrações, incluindo visitas e degustações em vinícolas, o Museu da Uva e do Vinho e o Parque Samuara. Casas de madeira e de pedra da época da colonização poderão ser vistas na Estrada do Imigrante. Em Criúva, distrito de Caxias do Sul, a estrela é o ecoturismo — trilhas, piscinas naturais e cascatas compõem o cenário.

 

Flickr/Reprodução

Londrina (PR)
Por conta da presença de áreas verdes e da natureza privilegiada, o ecoturismo é um dos serviços mais buscados na segunda maior cidade do Paraná. Um dos cartões-postais do município sulista, a cachoeira Salto do Apucaraninha conta com 118 metros de altura e um mirante capaz de deixar até o mais indiferente dos turistas de queixo caído. O Parque Estadual da Mata do Godoy e o lago Igapó também são opções de lazer para quem quer ficar em contato constante com a natureza. Enquanto o parque exibe espécies de flora ameaçadas de extinção, como o pau-marfim e o cedro, a lagoa é ideal para a prática de esportes náuticos. Para quem quiser reviver a época de ouro da cultura da plantação e produção de café dos anos 1970, a Rota do Café — roteiro que percorre fazendas históricas, restaurantes e museus — é uma ótima opção. Os turistas que preferem vinho também podem visitar a área rural do município e aproveitar para conhecer algumas das vinícolas londrinenses.

 

Santur/Reprodução

Criciúma (SC)

Carvão e cerâmica, além da colonização italiana, em sua maioria, são as marcas do município sul-catarinense. Alemães, africanos e árabes também deixaram seu legado por lá. A diversidade cultural pode ser vista nas igrejas, grutas, parques e centros culturais da cidade. Para apreciar essas atrações, o ponto de partida é a praça Nereu Ramos. De lá, siga para a Casa de Cultura Neusa Nunes Vieira e conheça tudo sobre o município. A Mina de Visitação Octávio Fontana é parada obrigatória para entender o ciclo da mineração do qual Criciúma fez parte — o passeio é feito a bordo de uma réplica de locomotiva de 1922. A diversidade gastronômica e étnica da cidade é celebrada todos os anos, em meados de setembro, na Festa das Etnias. Shows musicais, espetáculos artísticos e apresentações de dança tornam a festividade imperdível. Outro evento que merece destaque e ocorre mais para o fim do ano (geralmente no mês de novembro) é o Festival Internacional de Corais, referência no Brasil e no exterior.
 

» Outros roteiros

Confira as outras nove cidades do Sul que receberão a tocha:

  • Blumenau
  • Cascavel
  • Curitiba
  • Florianópolis
  • Passo Fundo
  • Pato Branco
  • Ponta Grossa
  • Porto Alegre
  • Santa Maria

Com informações de Álef Calado e Rafaella Panceri

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