Deserto do Atacama: uma aventura para nunca mais esquecer

Brasilienses que viajaram 8.500km de moto ao Chile enfrentaram frio e calor extremos, curtiram paisagens exuberantes e já planejam novas expedições

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postado em 11/02/2016 15:53 / atualizado em 11/02/2016 16:10

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Como no filme Motoqueiros selvagens, em que o personagem Woody Stevens, interpretado por John Travolta, e amigos saem pelo mundo, de moto, sem destino, em busca de aventura, os brasilienses que se embrenharam pela estrada rumo ao Deserto do Atacama, no Chile, enfrentaram adversidades. Porém, tudo dentro do esperado. Para vencer o percurso de 8.500km até o deserto, encararam frio e calor extremos, estradas esburacadas, desvios, chuva, mas, por outro lado, encontraram muita paisagem de tirar o fôlego. Se valeu a pena? Com a palavra, alguns desses aventureiros.


Eles não se conheciam e combinaram a expedição pela internet, como o Turismo mostrou na edição de 13 de janeiro. Saíram da Esplanada dos Ministérios em 16 de janeiro e voltaram 15 dias depois. Foram 10 dias de moto pela estrada para chegar ao deserto mais seco e alto do mundo. Para muitos, a experiência foi inédita. Outros já se aventuraram mais vezes pelo país e pelo mundo afora sobre duas rodas. Mas ninguém volta o mesmo depois de uma viagem como essa.


Entre os “novatos” da turma está o gerente de Sistemas de Informação Marcelo Silva, 38 anos. Ele conta que nunca tinha feito uma viagem tão longa de moto. “Foi incrível. Uma experiência bem nova, bem diferente de tudo o que vivi. O caminho até o deserto é cheio de belezas. Em alguns momentos, cheguei a me arrepiar”, descreve. Marcelo diz que uma das paisagens mais exuberantes, além do deserto, e que mais o emocionaram, foi o Parque do Iguazú, na Argentina, uma área tombada pelo Patrimônio Mundial pela Unesco.


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Visão impressionante
A imensidão do deserto também deixou deslumbrados os 22 aventureiros candangos — destes, sete mulheres. O advogado e servidor público Sebastião Santos, 55 anos, ficou impressionado com o Atacama. “Tudo impressiona. A lagoa calma e pequenos córregos num lugar que não chove, os vulcões e a lua cheia na vastidão do deserto. Quem tiver a oportunidade, deve ir ao Atacama”, afirma.



Das três mulheres que pilotaram durante o percurso, a administradora de empresas Edilene Gravia, 48, foi a única que conseguiu voltar de moto. As duas companheiras tiveram de vir de avião porque suas motos quebraram. Para Edilene, também estreante neste tipo de aventura, a experiência valeu a pena, mas ela diz que foi muito cansativa. “Seriam necessários 20 e não15 dias, pois rodamos entre 800km e 900km diriamente e foi bem extenuante. A pilotagem à noite também é um desafio grande”, assegura. A aventura está eternizada na memória e nas fotos, como a que mostra a turma de Brasília no monumento Mão do Deserto, do escultor chileno Mario Irarrázabal.


Mesmo com o cansaço, as adversidades, as discussões normais em uma viagem em grupo, ficaram as histórias, a amizade, as lembranças de lugares ímpares, a troca de experiências, o conhecimento de novas culturas e a vontade de se embrenhar em uma outra empreitada e, de moto, para fazer parte da paisagem. Alguns já fazem planos para desbravar novos caminhos. Então, vamos aguardar a próxima aventura!

 

 

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