AMÉRICA LATINA

Cidade do Panamá oferece circuito histórico digno de cenário de filme

Não deixe de fazer o passeio, que inclui Casco Viejo, uma península protegida por arrecifes. A cidade foi murada após um ataque pirata e já serviu como pano de fundo para um filme de James Bond

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postado em 28/04/2016 09:00 / atualizado em 28/04/2016 12:41

IPT/Divulgação

De um ataque pirata, sobraram as ruínas de Panamá Viejo, um dos principais pontos históricos da capital. Localizado no subúrbio da moderna metrópole, foi tombado patrimônio mundial pela Unesco em 1997. Das construções de pedra, pouco restou. Mas a torre da antiga catedral, uma das primeiras das Américas, é um dos símbolos da cidade. A área também é um importante sítio arqueológico. Aproveite para visitar a simpática feira de artesanato ao lado das ruínas.

 

Seguindo o circuito histórico, um dos locais mais interessantes é Casco Viejo (também chamado Casco Antiguo ou San Felipe). Construída em 1673, depois da destruição da Cidade do Panamá original, fica em uma península protegida por arrecifes. Depois do ataque do pirata Henry Morgan, a grande preocupação era com a segurança. Por isso, a nova cidade, que já foi cenário de um filme de James Bond, é toda murada.

 

Guilherme Paranaiba/EM/D.A Press

Casco Viejo é repleta de bons restaurantes, bares, cafés, boates, lojas de artesanato e construções históricas, todas com estilo colonial espanhol. A simpática Praça da Independência (Plaza de la Independencia) abriga a Catedral Metropolitana e é visita obrigatória. Outras igrejas, como a de São Francisco e a de São José, e vários outros prédios centenários, como El Palacio de las Garzas (sede do governo e residência do presidente do Panamá), o Teatro Nacional, os conventos de Santo Domingo e da Sociedade de Jesus, garantem belo passeio de um dia. Aproveite e vá conferir a Cinta Costera, grande cinturão rodoviário, com pista para exercícios e belas praças, que liga o moderno Bairro de Punta Paitilla a Casco Viejo.

 

Quem gosta de frutos do mar não pode deixar de conhecer o Mercado de Mariscos. No segundo andar ficam os restaurantes. É possível comprar um peixe fresco e levá-lo a algum chef e eles o preparam com um sorriso no rosto — normalmente, frito. Aproveite e relaxe, tome uma Bolboa, cerveja local, e experimente uns patacones, que são bananas verdes fritas.

 

Moderna metrópole

Guilherme Paranaiba/EM/D.A Press

Poucos lugares são tão identificados por uma obra da engenharia humana como a Cidade do Panamá. Considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno, segundo a Sociedade Americana de Engenheiros Civis, o Canal do Panamá é, sem dúvida, uma das principais atrações turísticas da capital do país. Mas a ‘Dubai latino-americana’, como os panamenhos gostam de dizer, vai muito além disso.

 

Ocean Sun Casino/Divulgação

Uma das mais antigas cidades das Américas, fundada em 1519, guarda muita história. Já foi destroçada por um pirata, reconstruída, governada por uma ditadura militar, ocupada pelos Estados Unidos... Agregando valor a seu movimentado passado, a capital do Panamá é considerada a mais cosmopolita cidade da América Central, importante centro de negócios, com construções imponentes, hotéis cinco estrelas, shoppings gigantescos, vida noturna agitada, cassinos e bares e restaurantes de altíssima qualidade. E, mesmo em tempos de alta do dólar, é um ótimo local para compras, principalmente de vestuário, perfumes e eletrônicos.

 

Altura

Lauren Stuart/Reprodução

Um bom ponto de partida para conhecer a Cidade do Panamá é visitar o Cerro Ancón, ponto mais alto da cidade (199 metros), com belo mirante, de onde se avistam de modernos arranha-céus ao Centro Histórico. Também é possível ver a Ponte das Américas, que vai do Oceano Pacífico, que banha a capital, ao canal. Do alto do morro, uma bandeira do país permanece hasteada (é trocada a cada três meses), para celebrar a restituição do canal ao governo panamenho. A vista é tão privilegiada que o corsário galês Henry Morgan, antes de atacar a cidade e destruir boa parte dela, em 1671, subiu o Cerro Ancón para observar as defesas locais. Não deixe de conhecer Guna Yala, de águas cristalinas típicas do Mar do Caribe.

 

Natureza divertida

Ayaita/Wikipedia

Pode rir. Mas qualquer panamenho não terá nenhuma dúvida em dizer: “Boquete é linda!”. Bem distante da nossa compreensão da palavra, trata-se de uma pequena cidade às margens do Rio Caldera, numa área de montanhas no coração da floresta tropical, no Oeste do Panamá.

 

Boquete, em espanhol, quer dizer buraco, e descreve bem sua localização. Entre o Parque Nacional do Vulcão Baru e uma cadeia de montanhas, a mais de 1 mil metros acima do nível do mar, a cidade é caracterizada por temperatura mais amena que a do restante do país. Incrustada na floresta tropical, a natureza é sua principal atração turística. O município também é famoso por produzir café de ótima qualidade.

 

A cidade oferece uma gama de atividades relacionadas ao ecoturismo: rafting nos rios Caldera e Chiquiri, escalada, tirolesa, ciclismo, trilhas ecológicas (vá sempre acompanhado de um guia), passeios a cavalo, jipe, motocross e várias outras opções de lazer ao ar livre. Também é possível conhecer as plantações de café e o Parque Nacional do Vulcão Baru.

 

Boquete tem boa estrutura e vários hotéis, pousadas e albergues de ótimo nível, além de contar com restaurantes e cafés de qualidade. Em janeiro, o Festival das Flores e do Café atrai milhares de turistas panamenhos e estrangeiros ao município.

 

Dicas

» O ideal é conversar no hotel ou albergue em que se hospedar na Cidade do Panamá para que sua estada em Guna Yala ocorra da melhor maneira possível.

 

» Leve mantimentos, água e papel higiênico, pois a maioria das ilhas não têm chuveiro, água potável ou produtos básicos de higiene. Se quiser consumir álcool, também é bom levar. Pela manhã, poucos barcos passam pelas ilhas oferecendo refrigerante, água e cerveja. Os índios oferecem café da manhã, almoço e jantar, mas as refeições são basicamente peixe, arroz, frutas e legumes.

 

» Não se assuste se ver alguma bandeira com um desenho da suástica. Era a antiga bandeira oficial da comarca, que, em 2010, foi substituída.

 

» Economize a bateria da máquina fotográfica ou leve pilhas extras. O amanhecer e o entardecer nas ilhas são inspiradores e podem render ótimas fotos.

 

» Prepare o espírito e desapegue de celular e computador. Os alojamentos oferecidos pelos gunas não têm conforto. Neles não há energia elétrica, como nas ilhas. Geralmente, oferecem redes e colchões infláveis para acomodar os visitantes.

 

» Algumas ilhas têm banheiros adaptados e abertos. É recomendável se informar sobre a estrutura de cada uma e reservar sua estada com antecedência.

 

» Os gunas são hospitaleiros, mas poucos falam espanhol. Um dos membros da família é responsável pela comunicação com os turistas.

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