MEIO AMBIENTE

Ilhas paradisíacas estão desaparecendo por causa das mudanças climáticas

Destinos como Maldivas, Kiribati e Tuvalu correm o risco de sumir do mapa. Os locais podem submergir à medida que o nível do mar aumenta

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postado em 08/05/2016 09:00 / atualizado em 17/05/2016 11:23

Conrad Hotels e Resorts/Divulgação

Os efeitos do aquecimento global são reais e cada vez mais avassaladores. Apesar da quantidade de estudos e de informações sobre o assunto ser grande, as práticas não sustentáveis — emissão de poluentes e desmatamento, por exemplo — continuam a todo vapor. Em algumas regiões do mundo, a população sente ainda mais esses efeitos, já que seus países podem ser varridos do mapa. Por causa do aumento do nível do mar — outra consequência das mudanças climáticas — essas regiões correm o risco de ficarem submersas em um futuro não tão distante.

 

Segundo estudo publicado em 2015 por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o nível do mar subiu 1,2 milímetro ao ano entre 1901 e 1990, alcançando 3mm ao ano entre 1993 e 2010. As Organizações das Nações Unidades (ONU) calculam que, até 2100, o nível do mar pode crescer entre 26 a 82 centímetros em todo o mundo.

 

Para algumas dessas nações em perigo, um metro é o suficiente para o desaparecimento. E muitos dos locais ameaçados pelas mudanças climáticas são destinos turísticos. Um deles é a República das Maldivas, país insular no Oceano Índico. Cerca de 80% do território das Maldivas sumiriam com uma elevação brusca do nível das águas, já que eles estão um metro acima do mar.

 

Conrad Hotels e Resorts/Divulgação

O local é o paraíso para quem gosta de areia branquinha, recifes de corais e águas cristalinas. São 26 atóis e 1.190 ilhas, mas apenas 100 delas têm hotéis. A palavra-chave nas Maldivas é relaxar. As ilhas contam com resorts — a maioria deles de luxo — em que o hóspede não precisa se preocupar com nada, além de descansar e aproveitar a natureza. Mas o turista também pode se aventurar em esportes como windsurfe e mergulho e passeios de barco até ilhas desertas.


Surfistas

Michael Field/AFP

Talvez um dos países menos visitados do mundo, o Kiribati — no centro do Oceano Pacífico — tem apenas 811km² de terra. Os outros mais de 3 mil de quilômetros são de mar cristalino. Um dos principais pontos turísticos do país é a Christimas Island — ou Ilha do Natal —, que não deve ser confundida com a xará australiana.

 

A Ilha de Kiribati tem apenas um hotel, mas os moradores são receptivos e não é difícil encontrar um lugar para ficar durante as férias. As praias e as grandes ondas atraem muitos surfistas de diversas partes do globo. A ilha possui um surf camp — uma espécie de acampamento para surfistas — para quem quiser se aventurar nas águas da ilha. Lá o grande contato com a natureza é um dos maiores atrativos, tornando o lugar perfeito para quem busca por um pouco de isolamento.

 

Os dias de turismo em Kiribati, no entanto, estão contados. O país sofre as consequências do aquecimento global e corre o risco de submergir ainda neste século. Por causa das ameaças, as autoridades chegaram a negociar terras na vizinha Fiji, em 2012, para que a população pudesse se mudar e viver com mais segurança. No dia a dia, os possíveis refugiados ambientais se engajam, com medidas para manter a ilha — e, consequentemente, sua cultura — viva.

 

Sustento

Tomoaki Inaba/Flickr

É do mar que sobrevive o povo de Tuvalu, estado da Polinésia formado por nove ilhas e atóis. A maior parte da população tira o seu sustento da pesca. E é lá que as crianças e jovens se divertem. Mas é o mesmo mar que ameaça a existência das pequenas ilhas. As constantes inundações dos últimos anos, causadas pelas mudanças climáticas, já atrapalham o cultivo local e a obtenção de água potável. Mesmo com as dificuldades, o país continua a receber bem os turistas.

 

Funafuti, a capital de Tuvalu, é do formato de uma estrada: a largura da ilha varia entre 20 e 400 metros, ao longo de 10km. Seguindo os moldes de Kiribati, a capital tem apenas um hotel, com 16 quartos e vista para a praia. Se você não conseguir fazer a reserva, não desista. Nada melhor para conhecer a cultura da região do que se hospedar na casa de um local.

 

Das tradicionais atividades, como mergulho e passeios de barco, às visitas a locais atingidos durante a Segunda Guerra Mundial, o turista tem várias opções de passeios. Para conhecer melhor a ilha, nada melhor que uma volta de bicicleta —  um dos principais meios de transporte da população. A cultura de Tuvalu também é um forte atrativo, com suas danças e esportes típicos.

 

» Como chegar

República das Maldivas

Para quem sai do Brasil, umas das opções mais fáceis é ir até Dubai e pegar outro voo até Malé, capital do país. De lá, o turista consegue ir a ilha de sua escolha.

 

Kiribati

Um voo semanal sai do Havaí ou de Nadi, nas Ilhas Fiji, em direção a Christimas Island. Para ir até o Havaí, o turista brasileiro precisa fazer uma conexão em Los Angeles, nos Estados Unidos. A cidade californiana também é ponto de parada de quem decidir ir até Kiribati por Fiji.

 

Tuvalu

Para chegar a Tuvalu, o turista também precisa pegar um voo até Fiji e, de lá, ir até o destino final.

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