FESTAS JUNINAS

Da fogueira às bandeirolas, os símbolos juninos fazem história

Eles são marcados pela alegria, pelos costumes e pela simplicidade do brasileiro. Ao longo dos anos, a tradição se perpetua, resgatando a história e as raízes do nosso povo

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postado em 28/05/2016 10:00 / atualizado em 25/05/2016 15:45

Cristiano Sergio/Fotoforum
 

É inverno no Hemisfério Sul. Com a temperatura mais baixa — mesmo no nordeste brasileiro — o período das festas juninas é marcado por símbolos que aquecem o coração. Além da música, um dos principais, claro, é a fogueira. Dos costumes à gastronomia, as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro são quentes. Entre as cinco regiões do país, as diferenças são poucas. Os meses de junho e julho marcam a colheita do milho, daí a abundância de pratos preparados com o ingrediente. O período é tão importante que em alguns estados os dias dos santos são considerados feriados.

As festas juninas, tradição adquirida dos portugueses, também ganharam um toque nativo, já que os indígenas comemoravam com danças e música as colheitas do mês de junho. Nos estados do Sudeste brasileiro, os festejos acrescentaram as quermesses. Ao som do forró e músicas sertanejas, os “matutos e matutas”, vestidos com roupas coloridas, chapéus de palha e sandálias, numa alusão ao caipira do interior do país, dançam quadrilha, participam de brincadeiras e se rendem às adivinhas, simpatias e promessas.

Fogueira 
» Antigamente acreditava-se que o fogo espantava os maus espíritos. O fogo, no entanto, representa a chama da vida. Geralmente é acessa na véspera do dia de São João, 24/06. Na fogueira, assa-se o milho e também se estabelece laços: ao pular a fogueira com outra pessoa, esta se torna compadre (ou comadre) para o resto da vida. Sonho de papel, uma das músicas mais conhecidas, do compositor Alberto Ribeiro, lembra o grande símbolo no trecho “São João, São João, acende a fogueira do meu coração”.

Balão 

Zuleika de Souza/CB/D.A Press

» Atualmente eles estão proibidos pelo risco de queimadas na eventual queda em residências ou plantações. Coloridos e iluminados, eles enfeitam o local da festa, ao lado das bandeirinhas. Bem menores, e presos a um cordão, já não voam pelos céus, mas dão um toque especial ao mundo caipira.

Bandeirolas 

Zuleika de Souza/CB/D.A Press

» O arraial é decorado com palha de bananeira, luzinhas pisca-pisca, pequenos balões e as coloridíssimas bandeirolas. Todos participam da confecção das bandeirinhas, que são feitas com papel fino, páginas de revistas e até folhas de jornal. Elas entremeiam as flâmulas com as figuras dos santos homenageados.

Milho verde

Mac Donald Almeida/CB/D.A Press
 
» Recém-colhido, produto da temporada, pode ser preparado de várias formas. Na fogueira, ele é assado. Pode ser cozido, ralado e preparado como pamonha, curau, pode ser usado em forma de farinha para fazer cuscuz e cozido no leite, como uma sopa, o famoso mungunzá, que tem um leve gostinho de cravo da Índia. O milho é o paladar do período junino.

Quadrilha 

Juliano Alvarenga/CB/D.A Press

» A zabumba, o triângulo e a sanfona dão o ritmo da dança mais tradicional do período junino. Na quadrilha, casais de matutos simulam um passeio à roça, vestidos a caráter, e participam de diversas fases, desde a apresentação ao grande baile, com muitas atividades durante o passeio. Em alguns locais, faz parte da tradição a simulação de um casamento, seguido da festa.

Pau de sebo 

Mayara Barros/CB/D.A Press

» Além das diversas brincadeiras como as simpatias para ganhar proteção, conseguir marido, dinheiro e felicidade, os participantes das festas são atraídos pelo prêmio — geralmente em dinheiro — que fica no alto de um mastro. Feito em madeira, e com altura suficiente para desestimular os mais afoitos, o pau de sebo é encerado de forma a ficar totalmente escorregadio. A proeza é conseguir subir sem ajuda de equipamentos e conseguir pegar o troféu, no alto do mastro. É divertido tentar ou observar.

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