PARAÍBA

Passeio pelo centro histórico de João Pessoa é um mergulho na história

Em João Pessoa, visite algumas construções que compõem o rico conjunto arquitetônico da capital. Entre as preciosidades, a Igreja de São Francisco, que levou 200 anos para ficar pronta

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postado em 09/06/2016 09:00 / atualizado em 08/06/2016 11:10

Márcia Delgado/CB/D.A Press

Começando a visita pelo Farol de Cabo Branco, o turista pode descer e seguir para o Centro Histórico de João Pessoa. Tire pelo menos umas três horas para conhecer o conjunto arquitetônico dessa região. Na Praça João Pessoa, na Cidade Alta, fica o Palácio da Redenção, sede do governo estadual, e o prédio onde funciona o Tribunal de Justiça.

 

Na Praça de Antenor Navarro, um banho de história e muita cultura. Não se impressione com a fachada das construções, muitas delas pichadas. Procure saber, de preferência com a ajuda de um guia turístico, o que há por dentro daquele lugar.

 

O Centro Histórico é reconhecido como Patrimônio Nacional. Tem mais de 500 edificações em uma área de aproximadamente 370 mil metros quadrados. Entre as centenas de construções, o Hotel Globo, que foi o primeiro hotel de luxo da cidade. Erguido em 1928, foi palco de muitos eventos da alta sociedade, inclusive bailes e banquetes oferecidos pelo governo. Personalidades como Tônia Carreiro, Bibi Ferreira e o ex-presidente Ernesto Geisel já se hospedaram lá.

Ruínas

Michele Mariani/Flickr

Desativado, o espaço passa por restauração. No lugar, funciona a Embaixada da Espanha e um pequeno museu com antigas peças do mobiliário do edifício. Outra parada obrigatória é a Igreja São Frei Pedro Gonçalves, que fica próxima ao Rio Sanhauá. Erguida em meados de 1840, tem uma arquitetura considerada modesta em relação a outras igrejas de João Pessoa. Mas o que chama a atenção são as ruínas de uma capela, feita em pedra e cal, encontradas no local. Elas estão expostas na igreja que homenageia o santo protetor dos homens do mar.

 

Há outras igrejas que também se destacam e agradam aos turistas, como a de Nossa Senhora do Carmo. Mas a de São Francisco é de impressionar qualquer visitante, pela beleza e pela riqueza de detalhes. Em estilo barroco rococó, é considerado o monumento artístico-religioso mais importante do conjunto arquitetônico da cidade.

 

Na entrada, o maior cruzeiro de pedra calcária da América Latina. Dentro, o templo exibe resquícios da arte dos holandeses, espanhóis e portugueses. A Igreja começou a ser construída em 1770 e demorou 200 anos para ficar pronta. A suntuosidade da construção merece uma observação mais apurada. Há toques tropicais na obra barroca, onde funcionou um antigo convento da ordem franciscana. No teto, em meio à rica pintura com detalhes em ouro, estão desenhos de frutas como o abacaxi. Simplesmente imperdível.

 

Vá até lá

» Visita: das 9h às 17h

» Onde fica: Praça São Francisco, s/n, centro

» Entrada: R$ 5

 

Praia!! Pode ser?

André Babilônia/Divulgação

Depois de conhecer a capital, que tal dar um mergulho em praias paradisíacas e, muitas vezes, quase desertas? A próxima parada pode ser o litoral sul do estado, com sete balneários e paisagens de tirar o fôlego.

 

A que fica mais pertinho do centro de João Pessoa é Jacumã, distante 20km, e no extremo, a Praia de Pitimbu, a 64km. A rodovia PB-008 é o caminho para os balneários, que são diferentes dos de outros estados, por conta das falésias e da terra mais avermelhada das encostas.

 

Entre todas as praias do litoral sul, a de Coqueirinho reserva um charme especial. Distante 35km de João Pessoa, tem acesso a pé, partindo da Praia de Tabatinga, ou de bugue, que é o ideal para curtir paisagens como o Dedo de Deus. Do mirante, se pode ter uma ideia da beleza do balneário, cercado por muitos coqueiros, falésias e canyons coloridos. Você pode escolher entre ficar tranquilo à beira do mar ou fazer outros programas, como surfar na área de ondas mais fortes ou mergulhar para ver os corais.

 

Infraestrutura
Apesar de ser um pouco mais distante, a praia tem boa infraestrutura, com diversos restaurantes. Entre eles, o Canyon, o primeiro da região, instalado por Ana Luiza Mendonça, que há 11 anos iniciou o negócio de maneira inusitada. Moradora da região, percebeu que não havia estrutura para os turistas, quando um deles se aproximou em busca de indicação de restaurante. Ela estava almoçando, convidou o turista e identificou uma oportunidade de ganhar dinheiro.

 

Divertida, falante, Ana faz questão de receber os turistas. Os pratos são deliciosos e especiais, como o siri-mole frito, um dos favoritos do personagem Vadinho, de Dona Flor e seus Dois Maridos (do escritor baiano Jorge Amado), Por que? “Porque é afrodisíaco”, explica divertida. É considerado um dos mil pratos que se tem de comer antes de morrer. Se preferir, pode escolher a moqueca coqueirinho, com peixe, camarão e lagosta e, de entrada, um pastelzinho de camarão com catupiri. “A massa é crocante e feita aqui no restaurante”, ressalta Ana Luiza.

 

Os pratos podem vir acompanhados de caipirinhas de frutas como cajá, limão, uva e tangerina. Não precisa ter muita sorte para ganhar uma cortesia, como um docinho de leite de sobremesa feito com base na receita da avó de Ana. Ela também aluga a casa, em cima do restaurante, para temporada. O espaço é grande e o preço, convidativo: R$ 250 por dia.

 

A Praia do Amor, como o nome indica, é onde o romance está permanentemente no ar. Para não perder a chance de ser feliz, não deixe de passar sob uma formação rochosa que reproduz um arco. Dizem os nativos que o casal que passa debaixo dessa pedra vive feliz para sempre. Não custa tentar.

 

» Restaurante Canyon

Onde fica: Praia do Coqueirinho

Contato: Ana Luiza — (83) 9301-1990 ou (83) 9134-1414

Preços

Caipirinhas — R$ 17,90

Moqueca de peixe — R$ 109

Filé de agulha — R$ 59,80

Siri mole frito — R$ 89

Trio coqueirinho grelhado — R$ 159,80

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