RIO 2016

Aproveite os Jogos Olímpicos para se aprofundar na cultura de um país

Mais do que celebrar a união entre os povos, as competições são uma oportunidade para conhecer os costumes de outras nações. Das 205 participantes, pelo menos 10 chamam a atenção pelos nomes desconhecidos, um bom estímulo para entrar na rota turística a partir dos Jogos

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postado em 19/08/2016 10:00 / atualizado em 18/08/2016 14:18

 FABRICE COFFRINI
 

 

O desfile das delegações participantes dos primeiros Jogos Olímpicos no país revelou, durante a cerimônia de abertura do evento no Maracanã, no Rio de Janeiro, povos e países que passam ao largo do conhecimento dos brasileiros. Ainda que não sejam localizados em continentes mais próximos, eles reúnem qualidades para disputar em pé de igualdade com qualquer outro atleta vindo de locais mais conhecidos e desenvolvidos. Despertam a atenção por suas culturas, beleza e peculiaridades, se tornando destinos de sonho para passeios turísticos.

Além de celebrar a convivência entre os povos, os Jogos Olímpicos são uma forma divertida de aprender. Desde relações pessoais, passando por arte, história e também geografia. Como Mianmar (leia reportagem nas páginas 2, 3 e 4), que muitos desconheciam, alguns países cujos nomes nos fazem crer que ficam em terras longínquas passaram a fazer parte de referências e também estimularam a curiosidade principalmente dos brasileiros.

Dos 205 países participantes das Olimpíadas Rio-2016 — nem todos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) —, pelo menos 10 têm nomes quase desconhecidos para a maioria da população. Você sabe onde fica, por exemplo, Nauru? Não? Saiba que é o menor país insular do Hemisfério Sul. Fica na Oceania e ocupa um território de apenas 21 quilômetros quadrados. Para participar dos jogos, Nauru trouxe dois atletas.

Algumas nações participantes são cercadas de detalhes curiosos, como Kiribati, um conjunto de 33 ilhas de corais e vários atóis nas águas do Oceano Pacífico, também na Oceania, que correm o risco de desaparecer se o nível do mar aumentar. São 726 quilômetros quadrados que, naturalmente, não têm fronteira. Para o Rio de Janeiro, vieram dois participantes.

Um pouco mais ao sul, próximo ao leste da Austrália, fica Vanuatu. É um país da Melanésia, formado por 83 ilhas, a maioria de origem vulcânica. Vanuatu faz fronteiras marítimas com países mais conhecidos, como Ilhas Salomão e Fiji. A equipe olímpica do país é formada por quatro atletas. O território é um dos que exigem vigilância constante, pois corre o risco de ser invadido pelas águas, em decorrência do aquecimento global.

 

	PEDRO UGARTE

 

Na África
O continente africano está muito bem representado na 31ª edição dos Jogos da era moderna. Na região ocidental da África, está Benin, que faz limite com Níger e Nigéria — também participantes da Olimpíada. O país, de pouco mais de 112 quilômetros quadrados, tem uma parte das suas terras banhadas pelo Oceano Atlântico, na Baía de Benim, ao sul. No total, seis atletas competem pelo Benim.

Fincado na África Oriental, cercado por países como Somália, Etiópia e Eritreia, Djibuti tem uma das posições mais estratégicas do globo, por ficar a leste do Golfo de Áden. Os governantes pretendem transformar o país em uma “Dubai africana”, além de polo turístico e econômico. Djibuti está entre os 155 países com o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita (por pessoa) do mundo. São sete os representantes de Djibuti nas Olimpíadas do Rio.

Da Ásia central, às margens do Mar Cáspio, vieram nove atletas habitantes de Turcomenistão. Ex-república soviética, o país se destaca pelos recursos naturais e pela modernidade das construções. Com a economia baseada na extração de gás e de petróleo, além da produção de algodão (metade da população vive em área rural), tem o território coberto por desertos. O Turcomenistão fica entre o Irã e o Afeganistão.

 

 

Pacífico
No Pacífico Norte, está Palau, outro pequeno país insular da Micronésia. É parte das Ilhas Carolinas, tem oito arquipélagos principais e mais de 250 pequenas áreas cercadas de água. Ao todo, são cerca de 20 mil habitantes, que escolheram morar em Koror, a cidade mais populosa de Palau, que é cercada de praias paradisíacas. A delegação do país trouxe cinco atletas.

Também na Ásia central, o Uzbequistão integrava a antiga União Soviética. Ao norte, faz limite com o Cazaquistão e, ao sul, com o Afeganistão. São quase 450 mil metros quadrados de área, onde as planícies ocupam grande parte do território. A equipe, que já conseguiu três medalhas de bronze nas competições, até agora, tem 70 atletas, em diversas modalidades esportivas.

Membro da Comunidade dos Países Independentes, o Quirguistão faz limite com a China e o Cazaquistão, numa área de quase 200 mil quilômetros quadrados com geografia montanhosa. O país é considerado um dos mais pobres do mundo e a economia tem como base a agricultura. A delegação trouxe 19 atletas para disputar os jogos.

Voltando ao Oceano Pacífico, mais precisamente ao sul, Tonga reúne 177 arquipélagos conhecidos como Ilhas Amigáveis e tem uma população de pouco mais de 100 mil habitantes. O país da Oceania, integrante da Polinésia, está na rota das baleias jubarte. Ganhou destaque no desfile de abertura dos jogos, com o atleta Pita Taufatofua, que surgiu carregando a bandeira de Tonga vestido em roupas típicas, com o corpo coberto de óleo de coco. O país trouxe sete atletas para o Brasil.

Para saber mais


União entre os povos

Símbolos mais conhecido dos Jogos Olímpicos, os cinco anéis coloridos entrelaçados nas cores azul, amarela, vermelha, preta e verde, representam, respectivamente, os cinco continentes: Europa, Ásia, América, África e Oceania. A marca foi criada em 1913 pelo Barão Pierre de Coubertin. Na bandeira olímpica, sobre o fundo branco, o símbolo representa a união e a paz entre os povos.

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