ROTA MARÍTIMA

Curta um roteiro pelos maiores mares do mundo e por cidades em suas margens

Viaje pelas gigantescas massas de água que compõem o planeta. Se o balanço da embarcação provocar mal-estar, não faltará refúgio em cidades próximas

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postado em 12/09/2016 09:00 / atualizado em 09/09/2016 15:32

Yuanxi Zhou/Flickr

Grande parte do globo terrestre é composta por água — salgada, principalmente. Os oceanos Pacífico, Atlântico e Índico ilustram com maestria essa característica do planeta Terra. Eles são os campeões no quesito volume de água. Em segundo lugar estão os mares, menores, mas em maior número. Eles têm características favoráveis para quem quer explorar regiões do globo por meios aquáticos. Roteiros que seguem os cursos marítimos passam por cidades fora do circuito do turismo de massa. Aconchegantes ou congelantes, elas têm suas peculiaridades que encantam quem chega — seja por terra, seja por mar. O Turismo selecionou lugares imperdíveis às margens dos dez maiores mares do planeta.

 

Mar do Sul da China   (Koh Phi Phi)

Também chamado de Mar da China Meridional, é composto por águas do Oceano Pacífico e banha o sudeste asiático. China, Hong Kong, Taiwan, Filipinas, Malásia, Indonésia e Tailândia são alguns dos territórios. Essa região da Ásia é conhecida por agradar a todo tipo de viajante — dos mais econômicos aos que buscam luxo, pois a moeda é favorável a quem tem real no bolso. Se a pedida for a Tailândia, deixe o ritmo frenético da capital Bancoc e busque as praias de Koh Phi Phi e Phuket, ao sul. Ao norte, é a vez da espiritualidade: não deixe de visitar cidades sagradas como Ayutthaya e os templos de Chiang Mai.

 

Mar de Coral

Micha%u0142 Rosa/Wikimedia Commons
 

É o mar mais extenso do mundo. Ocupa uma área de cerca de 4.184.000 km², na região nordeste do estado australiano de Queensland. A leste, ele acaba nas ilhas de Vanuatu, Nova Caledônia e Ilhas Salomão. Ao norte, encontra o Arquipélago das Lusíadas e a Nova Guiné. Quem viaja para a Austrália pode seguir para todas essas atrações, mas não sem antes dar um mergulho próximo à Grande Barreira de Coral. O clima tropical do lugar atrai locais e estrangeiros interessados em curtir praia — principalmente no verão.

 

Mar do Caribe

Yatez112/Flickr

Na América Central, as águas do Oceano Atlântico colecionam paraísos. Os limites do mar caribenho são as Grandes Antilhas, as Pequenas Antilhas e países como México, Belize e Guatemala. Quem vai a Cuba também pode curtir praia — o país tem trezentas no currículo. A região mais indicada para quem não se importa com luxo é Playas del Este, a 20km de Havana. Santa Maria del Mar é a praia com melhor estrutura.

 

Mar de Bering

Commonwealth Club/Flickr

No extremo norte do oceano Pacífico, o mar traz o nome de seu descobridor, Vitus Bering, navegador dinamarquês. Ao norte, banha o Alasca e o estreito de Bering, que leva às águas do oceano Ártico. A noroeste, o Mar de Bering chega à Sibéria; a sul, vai de encontro às ilhas Aleutas. O Alasca promete surpreender até mesmo os mais friorentos. Comece a explorar o país por Anchorage. A cidade fica em uma planície costeira e, no verão, registra 13ºC.

 

Mar da Groenlândia

Sergio Zapater/Flickr

Entre a Groenlândia e Islândia, estão as águas do  Ártico. A Islândia, terra da cantora Bjork, guarda características comuns: durante o dia, uma atmosfera bucólica; à noite, agitação. Quem gosta de atividades ao ar livre pode se fartar: piscinas geotérmicas, lagos, a famosa cascata de Gulfoss e o Parque Nacional Thingvellir. Tudo isso emoldurado por vulcões em atividade e pelas cores da aurora boreal, quando chega o solstício de inverno.

 

Mar da Noruega

Andrea Puggioni/Flickr

É daí que vem grande parte do bacalhau, do salmão e da anchova do mundo. Quando ao lado do mar da Groenlândia e do mar da Islândia, o trio forma os mares Nórdicos. A Noruega valoriza o relacionamento do homem com o mar há anos. Prova disso são os vikings, que simbolizam a região e têm museu exclusivo em Oslo, na península Bygdoy — o Museu dos Navios Vikings. O Museu Kon-Tiki conta as peripécias do explorador Thor Heyerdhal.

 

Mar do Japão

Tomosang/Flickr

A Rússia, a ilha de Sacalina, a península Coreana e as ilhas japonesas de Hokkaido, Honshu e Kyushu são alguns dos territórios da costa do Mar do Japão. Seoul, a capital da Coreia do Sul, é um excelente ponto de partida para conhecer a região. A cidade ostenta vários Patrimônios Mundiais: os túmulos reais da dinastia Joseon e a Fortaleza de Hwasong são alguns. Entre as montanhas, o monte Bukhan é o mais alto e fica dentro de um parque nacional.

 

Mar Mediterrâneo

Stephanie Hubers/Flickr

Variedade cultural e belezas naturais somadas à facilidade de acesso fazem da região uma das mais visitadas do mundo. O mar faz ligação entre Europa, Ásia e África por meio das águas do Oceano Atlântico. França, Itália, Espanha, Mônaco e Turquia são os destinos mais convencionais. Bósnia e Hezergovina, Albânia, Chipre e Líbano cumprem o papel de oferecer atrações mais inusitadas. Para não ter que optar por um ou outro local, visite todos a bordo de um navio de cruzeiro.

 

Mar de Okhotsk

Yurly Barbaruk/Flickr

Localizado no nordeste da Ásia, banha a Rússia e o Japão. A maior parte do mar congela durante o inverno. No verão, os blocos de gelo desaparecem e a área volta a ser navegável. Por conta da dificuldade de acesso, melhor ficar em terra firme e apreciar a paisagem — congelada no inverno e nevoenta no verão — em locais com o mínimo de estrutura. A província japonesa de Hokkaido coleciona cidadezinhas charmosas, como Furano. A atração principal são as alfazemas — flores extremamente perfumadas —,  além de queijos e vinhos produzidos localmente.

 

Golfo do México

Mateus Paula/Flickr

Golfo é uma parte do mar circundada por terra, ideal para ser habitada. No México, nos Estados Unidos e em Cuba, o petróleo é outra vantagem que faz do golfo uma das áreas mais privilegiadas das Américas Central e do Norte. Uma das cidades costeiras é a norte-americana Nova Orleans. Ideal para apreciar o som do jazz em bares e casas noturnas, a cidade permite aos visitantes esbarrar em influências francesas com toques caribenhos e africanos, da hospedagem aos passeios, passando pela gastronomia.

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