ACESSIBILIDADE

Estabelecimentos começam a oferecer estrutura inclusiva para hóspedes

Conheça hotéis aptos a receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ainda tímido, o setor deve se adaptar para incluir os que enfrentam dificuldades

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ProximAventura Canoar/Divulgação

Segundo evento mais importante para o esporte amador mundial, as Paralimpíadas do Rio de Janeiro, que se encerram no próximo domingo, reforçam a necessidade e a importância da acessibilidade para os cidadãos. Quem tem algum tipo de deficiência ou convive com pessoas que tenham sabe — e sente — que a vida pode ser muito mais fácil quando a sociedade compreende as limitações e trabalha para a inclusão.

 

Ficar hospedado em um hotel onde uma cadeira de rodas mal passa pelas portas não é uma opção. É violação de direito. A lei nº 13.146, sancionada em 2015, prevê que 10% das vagas nos hotéis devem ser destinadas a quem tem algum tipo de deficiência. Também é obrigatório que a estrutura do lugar seja adaptada às necessidades desse público. Quem está acostumado a viajar pelo país sabe que a realidade não é tão ideal. Rampas muito elevadas, corredores espremidos e degraus — no quarto e nas áreas comuns — podem tornar a experiência de hospedagem mais complexa e embaraçosa do que poderia ser.

 

Para que seja considerado acessível, um hotel precisa facilitar a chegada e saída da recepção, por exemplo. Uma rampa ou passagem sem obstáculos é o mínimo a ser oferecido. O atendimento é prioritário: deve ser divulgado, em local visível, que pessoas com deficiência (além daquelas com mobilidade reduzida e idosos) têm direito a ser atendidas primeiro. O estacionamento também é local de inclusão. Devem haver vagas exclusivas, devidamente sinalizadas e próximas de calçadas, para veículos que transportem pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. Pelo menos um dos banheiros do hotel deve ser acessível, com equipamentos adequados ao uso de quem precisa deles.

 

O Ministério do Turismo lançou, na semana passada, o Guia Turismo Acessível, uma espécie de cartilha que orienta os estabelecimentos com dicas para melhor atender aos deficientes. Há, ainda, a opção de cadastrar e avaliar locais adaptados. A pessoa com deficiência pode consultar o guia no endereço www.turismoacessivel.gov.br/ta/ para escolher pontos turísticos, hospedagem e serviços em todo o país.

 

No Brasil, há bons exemplos de estabelecimentos inclusivos. O Hotel Fazenda Campo dos Sonhos, na cidade de Socorro, em São Paulo, é um deles. A estrutura conta com banheiros adaptados com mobiliário de segurança, espaços para cão guia, telefones especiais em todos os quartos, piso tátil e cadeiras de rodas para uso no hotel (inclusive na piscina) e em atividades de aventura voltadas a esse público.

 

» Direito assegurado

The Cabins at Disney’s Fort Wilderness Resort (Orlando)

Ed Stan Jr/Flickr

O Walt Disney World tem 30 hotéis e apenas um deles não é acessível para cadeirantes. No caso do The Cabins, o clima é rústico, com direito a passeio a cavalo. As famílias ficam hospedadas em casinhas no meio da floresta. Há rampas e banheiros adaptados.

 

Golden Tulip Recife Palace (Recife)

Easy to Book/Reprodução

Há vários hotéis com acesso e acomodações adaptadas no Brasil, mas o diferencial desse são serviços de bem-estar e beleza em ambientes próprios para portadores de deficiência física. Fica na Praia de Boa Viagem, em Recife, e os quartos têm vista para o mar.

 

Hilton Barra (Rio de Janeiro)

Hilton Barra/Divulgação

Rampas de acesso, portas automáticas e amplas, banheiros com barras de segurança, alarmes visuais (para surdos) e salas de conferência com aro de indução magnético — que diminui o ruído em aparelhos auditivos — são algumas das facilidades do hotel.

 

Gorki Apartments (Berlim)

Giacomo Morelli/Divulgação

A capital alemã se orgulha de avançar em acessibilidade. O plano é ser uma cidade para todos até 2020. O hotel em questão é de luxo. As portas são largas o bastante para a passagem de cadeiras de rodas e os banheiros são adaptados com barras de apoio.

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