AMÉRICA DO SUL

Experimente os sabores que nascem em vinícolas do Chile, Uruguai e Peru

Para degustar a bebida, não é preciso ir longe, nem atravessar o oceano. Os latinos dão bons exemplos de qualidade e sabor da bebida

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postado em 25/09/2016 09:00 / atualizado em 21/09/2016 12:17

Glauber Ribeiro/Flickr

Chile tem uma longa tradição na produção de vinhos. Rótulos de vinícolas, como Concha y Toro, Viña Mayu e Undurraga, são cada vez mais prestigiados em prêmios importantes como o World Wine Awards, da revista Decanter. Por isso, o país é uma ótima opção de destino para quem quer apreciar bons vinhos sem ir muito longe do Brasil. Mas, com tantas vinícolas charmosas, pode ser um pouco difícil escolher poucas delas para visitar.


Uma das mais tradicionais é a Undurraga, fundada em 1885. A vinha do Vale do Maipo tem nove rótulos, incluindo o premiado T.H, que podem ser degustados após o tour pelos vinhedos. Além dos passeios em grupo ou privados, a Undurraga oferece um piquenique para casais, recomendado nos meses de janeiro a maio e de setembro a dezembro.

 

Experiência completa
Outra vinícola que merece a visita é a Matetic, localizada no Valle del Rosario, a 120km da capital Santiago. Inaugurada em 1999, a vinícola produz rótulos a partir das uvas Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Syrah, Riesling, Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay e Gewurztraminer. A Matetic usa o sistema de agricultura orgânica e biodinâmica em seus vinhedos, evitando o uso de produtos químicos.

 

A vinícola oferece tours pelo local e degustação dos vinhos da casa, passeios que podem ser privados ou feitos em grupos. O visitante também pode fazer trilhas, andar de bicicleta ou a cavalo pelos vinhedos.

 

Quem quiser aprofundar ainda mais a experiência pode se hospedar no La Casona Hotel, que fica nas propriedades da Matetic. São apenas sete suítes, todas com vista para as vinhas. A diária, para duas pessoas, custa a partir de R$ 1.351 — que inclui café da manhã, jantar e degustação de quatro vinhos.

 

Matt Wilson/Divulgação

No Vale de Casablanca, a 76km de Santiago, a Lapostolle também oferece hospedagem. Dividido em quatro chalés, o hotel oferece uma bela vista dos vinhedos e do vale. O restaurante do Lapostolle Residence enaltece a culinária chilena, usando produtos da horta do próprio hotel e de produtores locais. A diária, para duas pessoas, custa a partir de R$ 2.472 — incluindo refeições, passeio pela vinícola, trilhas e passeio de bicicleta.

 

Além disso, a Lapostolle faz os tradicionais passeios pela vinícola, com uma degustação dos vinhos da casa. O vinhedo, inaugurado em 1997, produz rótulos a partir das uvas Chardonnay e Pinot Noir.

 

Nem só de vinhos chilenos e argentinos vive a América do Sul. O Uruguai também tem seus rótulos, apesar de serem um pouco mais desconhecidos do público. Assim como acontece nos países vizinhos, as vinícolas uruguaias oferecem passeios para os turistas. E, para conhecê-las, não é preciso ir muito longe da capital.

 

A apenas 15km de Montevidéu, a Bodega Bouza tem visitas guiadas pelos vinhedos, adega e cava. Além disso, o visitante confere a coleção de carros antigos da família Bouza e pode fazer degustação de quatro rótulos. A vinícola, inaugurada em 1942 e reformada em 2002, produz vinhos a partir das uvas Alvarinho, Chardonnay, Merlot, Tempranillo e Tannat.

 

Bodega Bouza, a 15km de Montevidéu, Uruguai

Em La Puebla, região histórica do Uruguai, está a H. Stagnari. A especialidade são os vinhos de autor, ou seja, rótulos de produção limitada, sem obrigação comercial e com acompanhamento de perto do enólogo. É possível conhecer os vinhedos, adega e cava, e fazer degustação dos vinhos da casa. A H. Stagnari está a 26km de Montevidéu.

 

Para quem quer se hospedar em um local diferente, uma opção é o Narbona Wine Lodge. Localizado em uma das vinícolas mais antigas do Uruguai, o hotel proporciona um ambiente intimista, já que a hospedaria tem apenas cinco quartos. Uma vez lá, reserve a degustação dos produtos da casa e faça uma refeição no restaurante Narbona. Também vale a pena dar uma volta pela charmosa Carmelo, cidade onde fica o hotel.

 

Gerson Sakurai/Flickr

Além do Pisco
O Peru é famoso por seu Pisco, aguardente de uva também comum no Chile. Mas que tal provar um vinho peruano em uma vinícola? A Viña Tacama, a mais antiga do país, oferece quatro tipos de passeios por sua propriedade: o tradicional, de duração de uma hora, degustação e explicação sobre o processo de produção; o Hacienda, de trinta minutos, com passeio pela vinícola e degustação; o Gran Tour Tacama, que dura cerca de 1h45 e inclui degustação, passeio pela vinícola e explicação sobre o processo de produção dos vinhos; e o tour Don Manuel, de 1h45, em que a degustação é feita na adega subterrânea da Viña Tacama.

 

Ficar hospedado no Hotel Viñas Queirolo nunca será entediante. Afinal, quem reserva um quarto pode fazer um passeio pela vinícola do hotel e uma degustação dos rótulos da casa. Mas a experiência vai muito além dos vinhos. As crianças participam de atividades como caça ao tesouro. E os adultos podem relaxar nos bares, restaurante, piscinas e quadras de tênis do local.

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