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Correio Braziliense

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Para o tempo passar depressa: como deixar a viagem cômoda para os pequenos

A saída é buscar atividades, proporcionar pequenos confortos que ajudem a distrair as crianças e a desfrutar de um pouco de tranquilidade

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postado em 16/10/2016 10:00 / atualizado em 12/10/2016 18:16

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 14/10/10
 

"Mãe, quero fazer xixi", "pai, já chegou?", "vai demorar?". Quem já viajou com os filhos ouviu diversas frases como essas, repetidas vezes. Passar horas no carro, ônibus ou avião é uma experiência desgastante para adultos e muito mais para as crianças. A saída é buscar atividades, proporcionar pequenos confortos que ajudem a distrair os pequenos e a desfrutar de um pouco de tranquilidade.

Nas estradas, a segurança é a grande preocupação. A cadeirinha é a melhor forma de transportar os pequenos no carro. E é exigida por lei. Em ônibus e aviões não existe essa obrigatoriedade. A pediatra Giovana César aconselha aos pais que insistam com as empresas para a colocação do equipamento. Nas aeronaves, a necessidade é menor, mas —principalmente até os 2 anos —, quanto mais longo o percurso, mais confortável e seguro será para os pequenos. Taxistas e motoristas de empresas de traslado também podem ser convencidos da importância do uso da cadeirinha.O responsável pela criança não deve tirar o cinto de segurança nem retirá-la da cadeirinha.

Outro alerta da pediatra é sobre o consumo de alimentos enquanto o veículo estiver em movimento. “O bebê pode, em um solavanco do carro, engasgar enquanto toma algo na mamadeira. O ideal é fazer a parada e descer do carro para amamentar. Com crianças maiores é a mesma coisa. Não dê alimentos com os quais ela possa engasgar”, diz a doutora Giovana.  Com o carro em movimento, o recomendado para crianças acima de 2 anos é água, suco, iogurte ou biscoito de consistência mais mole. Já em aviões, a mamadeira ajuda na hora do ajuste de pressão, que provoca dor de ouvido durante as decolagens e os pousos.

Avião
Jonh Petit/Reprodução
Apesar de ser um dos meios de transporte mais seguros criados pelo homem, eventos, como as turbulências, podem ser perigosos para os passageiros, principalmente crianças no colo. É seguro levar o bebê conforto nessas viagens. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), menores de 2 anos de idade poderão ter seu transporte cobrado, mas o valor não pode ultrapassar 10% da tarifa paga pelo adulto. O problema é que esse benefício só é concedido se a criança for no colo de um dos pais.

Crianças maiores de 2 anos deverão ocupar assento e, consequentemente, pagam a tarifa (ou uma parte dela), que é definida pela companhia aérea. Taxas de embarque são isentas apenas para menores de 2 anos, por norma da Infraero. Os mais velhos podem ou não ganhar descontos, que seguem critérios conforme a companhia. Se a viagem for longa, mesmo que saia caro, o ideal é adquirir um assento para cada membro da família. É preciso observar se a cadeirinha é para cinto de duas ou três pontas, pois os aviões só têm a primeira opção. Algumas companhias oferecem um berço para os mais novos, mas é preciso agendar o serviço com antecedência.

Distração

Para aliviar um pouco a jornada com as crianças, os dispositivos eletrônicos, como DVDs, tablets e smartphones, são grandes aliados. Livros infantis, cadernos de colorir e brinquedos também ajudam. Pais e responsáveis podem aproveitar o tempo para estreitar o relacionamento com os pequenos, contando histórias, conversando ou fazendo brincadeiras que não exijam muito espaço. “A Organização Mundial da Saúde recomenda somente duas horas de tela por dia. Existem alternativas, mas não dá para negar que os dispositivos eletrônicos ajudam muito”, afirma a médica. Geralmente as aeronaves têm um sistema de entretenimento a bordo. Nos percursos mais longos, dê preferências aos voos noturnos, para a criança dormir durante quase todo o trajeto.

 

Viaje com documentos em dia

Pugás/Reprodução

No Brasil, em viagens com apenas o pai ou a mãe, não é obrigatório emitir uma autorização, mesmo que o casal seja separado. É necessário apresentar apenas a carteira de identidade (RG) ou a certidão de nascimento (original ou cópia autenticada), que comprove a filiação. Se o destino for o exterior, as autoridades federais exigem, no embarque, uma autorização por escrito, em duas vias  e firma reconhecida, com a descrição do destino a ser visitado. Caso uma das partes esteja impossibilitada de assinar o documento, é preciso requerer autorização judicial nas varas da Infância e da Juventude. A permissão é válida por dois anos.

Para evitar aborrecimentos ou até o adiamento da viagem, os documentos devem estar em dia e sempre à mão. As crianças que não têm carteira de identidade devem viajar com a certidão de nascimento original ou cópia autenticada. Em viagens nacionais, a autorização é obrigatória para crianças menores de 12 anos que forem viajar desacompanhadas ou na companhia de pessoas que não sejam seus parentes até o terceiro grau (irmãos, tios e avós).

 

Flicker/Reprodução
 

Já em viagens internacionais, a autorização é necessária para crianças e adolescentes (até 17 anos). Os genitores podem autorizar a viagem de criança ou adolescente para fora do país desacompanhado ou em companhia de terceiros maiores e capazes. O documento de autorização deve ser de ambos os pais, com firma reconhecida. Desde 2014, os passaportes emitidos já trazem a opção de incluir, na página de identificação, autorização prévia dos responsáveis, que substitui a autorização impressa e reconhecida em cartório. Algumas nações exigem visto também para as crianças. É preciso requerer  junto aos consulados ou embaixadas antes de marcar a data da partida.

Quem vai para áreas endêmicas da febre amarela deve tomar a vacina contra a doença pelo menos 10 dias antes de embarcar. Ela tem validade de 10 anos. Alguns países exigem a comprovação da vacina para liberar a entrada de turistas, como os Estados Unidos. Outra vacina importante ao viajar para locais com saneamento básico precário é contra a febre tifoide.

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