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ROTEIROS

Passeio a pé pode ser o melhor caminho para conhecer Nova York

Para descobrir detalhes e características que poderiam passar despercebidos em algum meio de transporte, bastam um calçado confortável, disposição e curiosidade

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postado em 07/11/2016 09:00 / atualizado em 07/11/2016 18:26

Iana Caramori - Especial para o Correio

Bergeje/Reprodução

Nova York é uma das maiores metrópoles do mundo. Por isso, é comum imaginar que seus pontos interessantes estão distantes um do outro e que pegar um transporte público ou táxi é a melhor solução para se locomover na Big Apple. Os meios de transporte podem até ser uma boa opção para chegar no bairro que o turista deseja conhecer. No entanto, uma vez lá, dar uma caminhada pelas largas avenidas se torna muito mais interessante.

 

Que tal reservar um dia da viagem para ir da Estátua da Liberdade até o bairro do Brooklyn? Para quem não tem o mapa de Nova York gravado na cabeça, a distância pode parecer grande. Mas, na verdade, os dois pontos são muito mais próximos do que se imagina. Além disso, o caminho é cheio de atrações turísticas imperdíveis.

 

Para visitar a Estátua da Liberdade é preciso pegar um ferryboat, que sai do Battery Park, ponto de partida dessa caminhada. Depois de visitar a ilha do monumento, vale a pena caminhar até Wall Street, centro financeiro de Nova York. Ali, além dos prédios da Bolsa de Valores, é possível encontrar o Charging Bull — escultura de um touro que é amuleto da sorte dos corretores da cidade — e a Trinity Church. Siga para o Ground Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas, que está ao lado do Memorial do 11/9.

 

Julienne Schaer/Reprodução

Antes de finalmente chegar à Ponte do Brooklyn, o turista pode visitar a St. Paul Chapel e o parque do City Hall. Quem ainda tiver disposição pode atravessar a ponte para conferir a vista de Manhattan, no Brooklyn Bridge Park.

 

Várias outras caminhadas como essa podem ser planejadas em Nova York. Assim como em várias cidades ao redor do mundo. Conheça algumas delas.

 

Bordeaux, França

Paul Turner/Flickr

Os pontos turísticos da cidade francesa estão próximos uns dos outros. Por isso, não é difícil montar um roteiro para se fazer a pé. Partindo do Museu de Arte Contemporânea, é possível visitar vários pontos turísticos sem percorrer muitos quilômetros — o Monumento aos Girondinos, a Ópera Nacional, o Place de la Bourse e o Place du Parlament são alguns deles. Não deixe de conhecer a Catedral de Saint-André e o Museu d’Aquitaine, que estão a apenas a 500m de distância um do oujtro. Para terminar o dia, visite a Basílica de St. Mitchael e atravesse a Ponte de Pierre para conferir o Jardim Botânico de Bordeaux.

 

Praga, República Tcheca

Maktour/Divulgacao

Com mais de mil anos de história, a capital da República Tcheca atrai turistas do mundo inteiro com seu charme e atrativos para os mais variados gostos. Assim como em Bordeaux, os pontos turísticos são próximos em Praga, a cidade das cem cúpulas. Só no Centro Antigo, o turista consegue visitar inúmeros monumentos como a Galeria Nacional, a Igreja de São Nícolas, a Praça do Centro Antigo e o Orloj, o relógio astronômico. Siga para a Clementium, uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. Ali próximo está a Ponte Carlos, a mais velha da cidade, que leva ao outro lado do rio Moldava. Se precisar de um descanso para continuar a caminhada até a Catedral de São Vito, o parque Vojanovy sady é o lugar certo.

 

Helsinque, Finlândia

Gaspar Alves/Wikipedia

É tentador passar horas e horas caminhando pela bem organizada Helsinque. E, com tantos monumentos e pontos turísticos interessantes, é realmente difícil ficar parado. A Catedral de Helsinque, a Catedral de Uspensky e o mercado Kauppatori estão a poucos metros um do outro. Também não perca a chance de visitar o museu de arte Ateneum e o museu de arte contemporânea Kiasma.

 

Salzburg, Áustria

Richard Taylor/Flickr

Nem só os fãs do filme “A Noviça Rebelde” deveriam reservar um dia para conhecer a cidade austríaca, onde o longa foi gravado há 51 anos. Suas belezas encantam a todos. De um lado do rio Salzach estão a Abadia de Nonnberg, o Museu de Salzburg, a casa onde nasceu Mozart (rua Getreidegasse n.º 9), o Centro Antigo da cidade e Fortaleza de Hohensalzburg. Não deixe de atravessar a ponte para conhecer o Palácio de Mirabell.

Amsterdã, Holanda

Jaume CP/Flickr

Andar ao lado dos canais — considerados Patrimônio Mundial da UNESCO — da capital do Reino dos Países Baixos é um passeio por si só. Mas essa caminhada leva os turistas a muitos outros lugares, como o museu nacional Rijksmuseum e o Museu Van Gogh. Andando pela orla, o turista encontra a Casa de Anne Frank. Alguns metros adiante, a Igreja Westerkerk, o Palácio Real de Amsterdã e o Monumento Nacional fazem a alegria de quem gosta de arquitetura e de conhecer mais sobre a história de um local. Mas tenha cuidado ao andar a pé em Amsterdã. Existem as calçadas para pedestres e as dos ciclistas. Fique atento para não sofrer algum acidente com uma bicicleta.

 

Organize a caminhada
Quem escolhe conhecer um local caminhando a maior parte do tempo precisa estar atento a alguns detalhes que vão ajudar a viagem a ser ainda mais prazerosa

» Pensar na ordem de visita aos pontos turísticos antes de começar o passeio, consultando o mapa da cidade (ou centro histórico), é uma boa maneira para evitar andar em círculos

» Escolha um sapato confortável para dar uma volta pelo destino. Nada mais desagradável que interromper o passeio por causa de bolhas e machucados no pé. Vestir roupas leves no verão e casacos para aguentar o frio do inverno também é essencial

» Beber água é algo que não podemos esquecer. Passar o dia fazendo esforço físico requer uma boa hidratação

» Alguns locais de visitação não permitem o acesso portando mochilas. Em alguns monumentos religiosos, são proibidos shorts ou bermudas. Pesquise antes de comprar o ingresso

» Faça pausas entre um ponto turístico e outro para recuperar as energias e descansar as pernas. Além de não conhecer bem o local, fazer o roteiro com pressa pode gerar ainda mais cansaço e acabar com o resto da programação

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