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Descubra monarquias na Ásia e saiba mais sobre suas histórias políticas

Dos cinco continentes,o asiático é o que tem mais monarquias. Conheça os encantos de algumas dessas nações

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postado em 03/01/2017 09:00 / atualizado em 28/12/2016 16:57

Gordy Adsit/Flickr

Em relação aos seus vizinhos famosos — Vietnã e Tailândia —, o Camboja ainda é pouco explorado pelos turistas. Mas a monarquia constitucional tem muitas riquezas, entre belezas naturais, históricas e arquitetônicas, para mostrar aos visitantes.

 

A história recente do Camboja é marcada por violência, cenário que mudou recentemente. Em 1975, o Khmer Vermelho, partido comunista do Camboja, tomou o poder e instituiu uma forma de governo que levou mais de um milhão de cambojanos à morte. Parte da população foi obrigada a trabalhar em campos de concentração, morrendo de exaustão e de fome. Apenas os camponeses, considerados “puros” pelo partido no poder, escaparam do genocídio. O Khmer Vermelho durou até o início dos anos 1990 e devastou o país, que ainda luta contra a pobreza e a destruição da época.

 

A monarquia constitucional foi restaurada em 1993, tendo como chefe de Estado o Rei Norodom Sihamoni e chefe de Governo, o primeiro-ministro Hun Sen — há mais de 25 anos no poder. Para conhecer melhor a história dessa nação, não deixe de visitar o museu Tuol Sleng, na capital Phnom Pehn.

 

Encantos arquitetônicos

O Reino do Camboja é bastante conhecido por seus templos monumentais. O Angkor Wat, uma das maiores construções religiosas do mundo, é um famoso cartão-postal do Camboja. A atração é tão importante que faz parte até da bandeira da nação. Outros templos também valem a visita, como o Ta Prohm.

 

Aaron Geddes/Flickr

A monarquia também é o destino ideal para quem gosta de areias branquinhas e praias paradisíacas. A Serendipity Beach é o retrato dos balneários do Camboja: festas constantes em um cenário de dar inveja.

 

Tigre asiático

Chow Chin Hwee/Flickr

Monarquia sugere reis que sobem ao trono hereditariamente. Mas, na Malásia, a monarquia constitucional é eletiva, o chefe de Estado e monarca é eleito por voto e exerce o cargo por cinco anos, no caso da nação asiática.  Ele é chamado de Yang di-Pertuan Agong (líder supremo, em português).

A Malásia é um prato cheio para o turista. Kuala Lumpur é o destino mais tradicional, com suas Torres Petronas, Mesquita Nacional, Templo Thean Hou, entre outros pontos turísticos. Mas também vale a pena incluir no roteiro Putrajaya, a capital administrativa que está apenas a 25 km de Kuala Lumpur. É lá que estão cartões-postais incríveis, como a Mesquita de Putra, Perdana Putra — monumento onde trabalha o primeiro-ministro — e a Ponte Seri Wawasan.

Rei para dar e vender

Jorge Láscar/Flickr

Há diversas monarquias que valem um passeio. Brunei — oficialmente Brunei Darussalam — é uma delas. Além de ser uma monarquia democrática, também é um sultanato, ou seja, o chefe de Estado não é um rei, mas sim um sultão. Protetorado (área protegida) britânico desde 1888, a nação, uma das mais ricas do mundo por causa do petróleo, preferiu não se unir à Malásia e teve sua independência em 1984.

Em 2014, Brunei adotou a sharia, leis islâmicas baseadas no Alcorão e a Suna — obra que narra a vida do profeta Maomé. A lei regula questões como infrações penais, casamento, comércio e diversos outros atos da sociedade e dos governantes. Em Brunei, por exemplo, o sultão proibiu a realização de festas e decorações natalinas, por causa da sharia. Quem não cumprir a regra pode passar até cinco anos na prisão.

Brunei é pequena, por isso não são necessários mais do que um ou dois dias no sultanato. Alguns dos pontos turísticos que vale a pena visitar são a mesquita Jame’Asr Hassanil Bolkiah, o museu Royal Regalia e o parque Tasek Lama.

Os brasileiros precisam de visto para entrar no país, mas não há representação diplomática no Brasil. Por isso, o turista pode solicitar o documento no consulado de Brunei mais próximo. Um das opções é o de Kuala Lumpur, na Malásia.

» Butão

Pierre Le Bigot/Flickr

No pé do Himalaia, o reino só abriu as portas para turistas em 1974. No burocrático país, é preciso fechar um roteiro e emitir visto em um hotel para, então, ter permissão para entrar no reino. Em Paro, porta de entrada, não esqueça de visitar a rua principal, o museu Folk Heritage e o mosteiro Rinpung.

» Tailândia

Alex Cycle/Flickr

Desde o fim da monarquia absolutista, o reino teve 19 constituições. Atualmente, a monarquia constitucional tem no poder uma junta militar, desde o golpe de 2014. Crises políticas à parte, a Tailândia reserva muitas belezas para os seus visitantes. Além das praias paradisíacas do reino, ainda é possível visitar lugares como o Parque Nacional Khao Yai e mercados locais — o Chiang Mai Night Bazaar, por exemplo.

» Japão

Marcus/Flickr

Governada por um imperador, a Terra do Sol Nascente tem tantas atrações turísticas que fica difícil escolher que região visitar. Independentemente do local escolhido para o roteiro, algumas experiências são imperdíveis: ir a uma casa de banho termal, a um izakaya — tipo de bar japonês e experimentar comidas típicas do Japão, como o espeto Yakitori, o ensopado sukiyaki e a panqueca okonomiyaki.

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