RIO GRANDE DO SUL

Um mergulho na história dos imigrantes e nos sabores do sul do país

A beleza e o colorido das flores se somam ao encanto das construções em estilo europeu. Os cenários do Vale dos Vinhedos dão a sensação de estar na Toscana, na Itália

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postado em 02/02/2017 09:00

Perval del Carlo/Flickr

Em Bento Gonçalves, o roteiro dos Caminhos de Pedra tornou-se uma passagem obrigatória para quem visita o Vale dos Vinhedos. Ao longo de 12 quilômetros, o turista mergulha na história da migração italiana, conhece suas raízes e aproveita as coisas boas de sua herança. São 42 pontos de observação e outros 54 locais de visitação, destacando construções antigas, restaurantes, casas de queijo, pontos de venda de artesanato e, claro, várias vinícolas. Pelo caminho, além das videiras, chamam a atenção plantações de pêssego e morango e outras culturas.

 

Impressiona a beleza da arquitetura em construções marcadas pela herança italiana, como as casas Luchesi e Ferrari. Um dos pontos mais visitados é a Casa Strapapazzon, a Casa de Pedra, cercada de videiras, construída por uma família italiana em 1880, a qual serviu de cenário para as gravações do filme O Quatrilho.

Como no passado

Érica Rego/Flickr

Um pouco mais adiante, o visitante se depara com a Casa da Erva-Mate. No local, no meio de uma bonita paisagem, se destaca uma roda-d’água feita de madeira, instalada no fim do século 19, a qual funciona até hoje.

Segundo Jaqueline Ferrari, descendente de italiano e responsável pela “casa”, a roda-d’água movimenta parte do maquinário que prepara a erva-mate, a matéria-prima do chimarrão. Pelo valor de R$ 5, o visitante pode conhecer o processo antigo de fabricação do produto e ainda degustar o chimarrão.

Uma atração imperdível é o “Wine Garden”, instalado em área verde, atrás do setor de varejo da Vinícola Miolo. O local tem um valor especial: fica situado ao lado do Lote 43, primeiro pedaço de terra que o patriarca da família Giuseppe Miolo recebeu do governo brasileiro para começar a vida no Brasil, no fim do século 19. “Criamos o projeto para que os visitantes possam beber vinhos e espumantes em um espaço descontraído junto à natureza”, destaca Morgana Miolo, uma das responsáveis pela iniciativa. O piquenique ao ar livre funciona aos sábados, domingos e feriados, recebendo casais, famílias e grupos de amigos.

Ali, além de beber espumantes e vinhos de diferentes tipos e safras, o turista pode degustar pratos e petiscos da comida italiana, que são servidos em um ambiente ao ar livre, decorado com tendas, páletes, almofadas, tapetes e pequenos caixotes e barricas usados como mesinhas. Tudo isso tendo ao redor cenário deslumbrante, diante de parreiras que somem de vista.

No cardápio estão sanduíches especiais, pães de queijo e brusquetas. A maior parte dos itens é elaborada com produtos orgânicos da própria horta do Wine Garden. Os pratos e drinques são preparados dentro de um ônibus decorado, no estilo food truck. O valor da consumação varia de R$ 70 a R$ 150.

 

No Wine Bar, diante de tanta beleza, aromas e sabores, a vontade que se tem é de fazer parar os ponteiros do relógio. Mas, como não se pode parar o tempo, você pode fazer o registro pela máquina fotográfica e pelo celular e deixar eternizado esse momento.

 

Um toque na capital

No Rio Grande do Sul, antes ou depois de “subir a serra” para o Vale dos Vinhedos, compensa para o visitante conhecer os atrativos de Porto Alegre, que se destaca pela cultura, história, natureza, diversão e gastronomia. As atrações da capital gaúcha são muitas e podem ser apreciadas (e fotografadas) por um baixo custo, por meio de um city tour. O passeio, feito em um ônibus panorâmico, custa R$ 30 por pessoa, sendo percorridos os pontos turísticos da cidade em 11 bairros, em um intervalo de 1h20min.

Os parques são atração à parte em Porto Alegre. Entre eles se destacam o Farroupilha, também conhecido como Redenção, o da Marinha e o Moinhos de Vento — o chamado Parcão. Também valem a pena as construções antigas e imponentes da cidade, como a Catedral Metropolitana, o Palácio Piratini (sede do governo estadual) e o Teatro São Pedro, na Praça da Matriz, no Centro Histórico. Entre outras atrações, compensa visitar a Casa de Cultura Mário Palmério, a Usina do Gasômetro e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.

 

» Para saber mais

Um show de fotografia

Divulgação

Primeiro filme brasileiro a concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, em 1996, O Quatrilho (1995) é um drama vivido por dois casais de imigrantes italianos moradores de uma comunidade rural do Rio Grande do Sul, no ano de 1910. Para enfrentar as dificuldades financeiras, decidem morar numa mesma casa. As personagens principais do filme são vividas pelos atores Patrícia Pillar, Glória Pires, Alexandre Paternost e Bruno Campos. A trama gira em torno da paixão que nasceu entre um casal formado pelo marido de uma delas e a mulher do outro. Além da bela fotografia, o filme resgata a história da imigração italiana e aborda questões de relacionamentos, amor, infidelidade e também a influência religiosa e costumes.

 

O repórter viajou a convite dos Hotéis Mercure, da Rede AccorHotels

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