ÁSIA

Templos e mercados de rua prometem experiências inesquecíveis, em Taiwan

Um pulinho em Kaohsiung, ao sul da ilha, rende uma viagem de trem-bala e a visita a um imenso templo. A aventura tem, sim, a intenção de fazer você programar as próximas férias

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postado em 05/02/2017 09:00 / atualizado em 01/02/2017 13:04

Anderson Costolli/CB/D.A. Press

Conhecer várias cidades em uma só viagem é uma aventura interessante para ser feita em Taiwan. Lá, os habitantes e visitantes contam com o Taiwan High Speed Rail (HSR), o que chamamos de trem-bala. Para quem nunca teve a oportunidade de passear desse jeito, essa pode ser a hora. De Taipei, capital, a Kaohsiung, um município para lá de charmoso do sul do país, são 350km. De trem, em pouco mais de uma hora você estará lá. De ônibus, o trajeto dura cinco horas. Na classe econômica (que é bastante confortável, vale ressaltar), o tíquete custa R$ 158. Crianças e idosos pagam a metade. Para viajar na classe executiva, os adultos têm de desembolsar R$ 208.

 

Em Kaohsiung, o ponto alto, definitivamente, é o Fo Guan Monastery, um imenso templo budista. Logo de cara, após passar pelo portal de boas-vindas, dois monumentos grandes atraem as lentes dos turistas. Mal se sabe que o maior está por vir. Lá, o pé direito do hall de entrada arranca suspiros de apaixonados por arquitetura e urbanismo. Aliás, o templo inteiro é de enlouquecer. Tudo muito grandioso. Os monges budistas são superatenciosos, mas poucos falam outro idioma, que não mandarim. Em contrapartida, os vendedores das lojinhas, abarrotadas de chás, essências, livros e lembrancinhas, falam inglês e alguns até arriscam o espanhol.

Local de paz
Para entrar no templo, não é preciso pagar. Aliás, bem que podiam cobrar, pois valeria cada centavo. A visão da estátua de Buda, gigante, ao fundo de um jardim milimetricamente bem cuidado, traz paz aos visitantes. Dizem que muitos turistas piram tanto que pedem para morar definitivamente no local, onde apenas os monges vivem. Há oito torres, bem no estilo oriental mesmo. Lindas, quatro de cada lado do passeio central. Todas são destinadas às aulas ministradas ali, bem como a hóspedes dos monges, que visitam frequentemente o templo.

Debaixo do Buda gigante, há um museu, com várias peças de cerâmica, que não podem ser fotografadas. Como costume, os guias orientam os visitantes a fazerem um pedido, meditarem coisas boas e tirarem um papelzinho da sorte de um cesto. Em agradecimento, uma oração. E só.

 

Entre chás e costumes

Anderson Costolli/CB/D.A. Press

Agora, cabe um aviso: se você não tem estômago para comidas exóticas, evite essa área. Até o cheiro é forte. Um dos pratos prediletos dos taiwaneses é o tofu. Sim, aquele queijo de soja. Mas eles gostam de comer de um jeito muito diferente do nosso. Lá eles chamam de stinky tofu. É um prato que faz muitos turistas terem náuseas. Ele é feito a partir do queijo fermentado. Esse processo pode durar até dois meses, de acordo com os taiwaneses. Depois de pré-pronto, o tofu é misturado a uma série de temperos e frito. As filas para se conseguir uma iguaria dessa, no Rahoe Street Market, são imensas. As porções são vendidas com uma média de seis cubinhos de stinky tofu e custam, em média, R$ 1,50.

Outro prato muito comum por lá é sopa. Todo tipo de sopa, com vários legumes, os taiwaneses gostam de servir aos turistas. Além dos chás, é claro. Uma das sopas chama bastante atenção, por duas coisas: o aspecto e o modo de preparo. Acredito que você nunca tenha tido vontade de devorar um generoso pedaço de frango cru, certo? Pois, lá, é costume deles servir uma sopa mais ou menos desse jeito. Em uma espécie de cumbuca, um peito de frango é servido, com pele, em água fervendo. O frango foi apenas pré-cozido, ali, naquele caldo mesmo, minutos antes de ser servido. Os taiwaneses amam. Os turistas preferem outro verbo: experimentam. Se gostam ou não, aí é uma questão muito particular.

Há também o soup dumpling (xiao long bao, em chinês). É tipo uma trouxinha com carne dentro, feita com uma massa leve, mergulhada no molho shoyu e cozido no vapor. É gostoso. Usualmente o recheio é de carne de porco, mas as opções de frango e siri não são descartadas. Há de se tomar cuidado na hora de comer, porque realmente chineses gostam de comidas molhadas e há muito caldo dentro dessas trouxinhas, o que podem fazer você se queimar se for com muita sede ao pote. Pegue um a um e morda antes de enfiar tudo na boca. Recomenda-se que, ao comer, a pessoa o acomode numa colher, faça um pequeno furo nele, com o auxílio do hashi, e sugue o líquido de dentro. Depois, sim, é só alegria. No geral, não é um prato muito temperado. Aliás, a culinária chinesa em si não tem nada a ver com o que costumamos comer aqui no Brasil.

O xiao long bao é uma entrada. Logo, dá para abrir o apetite, sim, com eles. Há muito gosto de gengibre nesse prato. Aliás, há muito gosto de gengibre na maioria deles. Até nos chás. Falando nisso, se você gosta de chás, Taiwan é o paraíso. São diversas ervas, algumas típicas da região, para se apreciar. Eles gostam muito. Em todas as refeições, antes de qualquer prato, uma bela xícara de chá é servida. “É para limpar as papilas gustativas e preparar o convidado para o que está por vir”, explicou um taiwanês que acompanhou a reportagem nesses dias no Oriente. Dizem que emagrece. E quem não quer emagrecer uns 5kg hoje em dia?

O repórter viajou a convite do governo de Taiwan

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