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Escolha a melhor maneira de gastar o seu dinheiro ao viajar para o exterior

Na hora de pôr a mão no bolso fora do Brasil, pondere se a melhor opção é levar uma quantia em espécie ou utilizar os variados tipos de cartão

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postado em 06/02/2017 09:00 / atualizado em 03/02/2017 13:36

Arquivo pessoal

Gastar dinheiro é fácil —  basta uma carteira recheada, uma conta bancária abastecida ou cartão de crédito com limite convidativo ou, melhor ainda, sem limite. Porém, ao viajar para fora do país, é preciso definir como investir os vinténs. Cartão de débito, de crédito ou pré-pago? A resposta depende de vários fatores, como destino escolhido e sorte. Certas opções dependem do câmbio e da cotação do dia. O cartão de crédito pode parecer desvantajoso por causa dos impostos, mas pode ser o mais prático e seguro.

 

“Raramente um estabelecimento não aceita”, avalia a bancária Sabrina Negri Silva, 48 anos, que visitou o Uruguai no último ano e usou cartão de crédito para fazer compras. “É prático, seguro e me ajuda ter controle sobre a fatura. Posso me planejar para pagar depois”. A única ressalva é em relação aos impostos: “Depois do aumento do IOF, sempre faço uma avaliação. Depende do câmbio do dia”. Ela tem costume de ir prevenida com dois cartões de bandeiras diferentes quando viaja. “No Uruguai, a maioria das máquinas aceita uma bandeira. Como levei duas opções, deu certo”, conta.

 

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
A taxa de 6,38% é cobrada de quem utiliza cartão pré-pago, de crédito, de débito — ou outra opção que não seja dinheiro vivo — no exterior. Os saques também são taxados em 6,38%. Quem prefere comprar a moeda estrangeira em espécie paga imposto de 1,1%.

 

O diretor-executivo da rede Encontre Sua Viagem, Henrique Mol, avalia que o viajante brasileiro tem programado os gastos em viagem com minúcia para ter custos baixos. “Principalmente em tempos de instabilidade econômica”, avalia. Escolha a melhor maneira de gastar seu dinheiro no exterior com as dicas do Turismo.

Crédito ou débito?
O cartão é a opção mais cara — imposto de 6,38% —, mas se encaixa no perfil de quem busca segurança. Com o de crédito, é possível pagar depois, mas pode acontecer de o câmbio cobrado ser diferente no dia do vencimento da fatura. Com o de débito, é possível fazer um saque de última hora. Apesar dos impostos cobrados, os cartões têm sua beleza. Um turista que chega com dólares em um país cuja moeda é outra terá de pesquisar, entre vários estabelecimentos, onde a cotação está mais vantajosa. Sem o cuidado de procurar pelo menor valor, pode-se gastar mais do que os temidos 6,38%.

Pré-pago
O pré-pago é uma alternativa ao papel-moeda em termos de segurança. O imposto para utilizar é de 6,38%, mas o turista não precisa se preocupar com o câmbio — o valor da moeda é congelado de acordo com a cotação do dia da compra. Oferecido pelas casas de câmbio, pode ser recarregado pela internet, celular e caixas eletrônicos. Verifique as taxas de adesão, de saque e se há recarga mínima exigida antes de contratar o serviço.

Cash
Apesar de ter o imposto mais em conta (1,1%), é uma opção arriscada em destinos perigosos. Em viagens curtas, o dinheiro impõe um limite de gastos, mas impossibilita fazer compras pela internet, por exemplo. O diretor da correspondente cambial online BeeCambio, Fernando Pavani, aconselha que o viajante leve moedas como o dólar, mas que evite fazer permutas para outras moedas em aeroportos. “Paga-se de 15% a 30% mais caro”. É mais indicado comprar dólares aos poucos. “Diminui o risco de pegar uma cotação ruim”, alerta.

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