REFÚGIO ALAGOANO

Estabelecimentos da orla de Patacho unem simplicidade com requinte

Quase selvagem, a praia guarda boas surpresas no quesito infraestrutura de atendimento ao turista. Diversas pousadas e bons restaurantes oferecem serviço diferenciado e de ótima qualidade

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postado em 16/03/2017 10:00 / atualizado em 16/03/2017 19:58

Taís Braga/CB/D.A Press

Vistas da orla, elas mais parecem grandes sítios, ou pequenas vilas com casinhas decoradas de forma simples e cheias de bom gosto. As pousadas garantem o ar interiorano da praia do Patacho. Aliás, talvez a ausência de um grande resort deixe fluir a atmosfera primitiva do local. A maioria tem uma arquitetura curiosa e, pode-se dizer, gratificante — os bangalôs são distribuídos no terreno de forma que todos possam ter vista para o mar. As semelhanças não param por aí: os objetos de decoração são produzidos na comunidade e têm o mesmo estilo.

Uma característica é comum à maioria delas: poucas acomodações. Esse detalhe reflete a preocupação dos proprietários em manter o clima de local inexplorado, além de oferecer mais exclusividade. O cuidado tem seu preço. As tarifas não são baixas, mas acessíveis — uma média de R$ 600. Nos feriados prolongados, é necessário consultar os valores dos pacotes.

Taís Braga/CB/D.A Press

Uma delas, a Samba Pa Ti, oferece seis bangalôs, sendo dois deles com piscinas privativas. Além disso, há suítes localizadas acima do restaurante. O ambiente é incrivelmente acolhedor, os funcionários se desdobram para realizar o menor desejo do hóspede e a comida é deliciosa. As acomodações são muito confortáveis, com um bom chuveiro, cama acolhedora e — como não poderia faltar — uma rede na varanda. O melhor detalhe é que, apesar de instalada em um ambiente quase selvagem, a pousada está ligada à internet por meio de fibra óptica, o que significa que os mais atarefados não estarão totalmente distantes da vida urbana. As ligações telefônicas, no entanto, são difíceis de completar. Depende da operadora.

Taís Braga/CB/D.A Press
A dentista alagoana Rosa Peixoto Campos, 64 anos, aproveitou o carnaval para conhecer a praia do Patacho e se encantou. “Achei espetacular! O lugar é de uma beleza indescritível, o mar de água cristalina com tons de azul que se perdem no infinito e a temperatura da água é tão morninha que dá para tomar banho à noite”, elogiou. Ela viajou com o marido e alguns amigos. A filha, o genro e o neto só conseguiram vaga na pousada vizinha, o que facilitou a convivência da família. “Conheci várias pousadas no Patacho, cada uma mais charmosa que a outra, de um bom gosto impecável. Restaurantes bons e a comida deliciosa.” Viajar para conhecer novos destinos é um dos prazeres da dentista, que é apaixonada pela sua terra e aproveita os feriados para conhecer as praias do estado. “Alagoas tem um litoral maravilhoso!”

 

As delícias com toques dos chefs

A pousada vizinha, Vila do Patacho, é um pouco maior, com um conceito diferente. Há pequenas casas com capacidade de abrigar de 2 a 7 pessoas. Elas são distribuídas sob as árvores e coqueiros do terreno, em frente ao mar. A decoração é charmosa e foram criados vários ambientes acolhedores, como o lounge de redes — um caramanchão com vista para o mar ou o cinema ao ar livre, cujas sessões começam quando o dia escurece.

Taís Braga/CB/D.A Press
Também vizinha, a Pousada Xuê tem cinco casinhas de 40m², de estilo rústico. Coloridas e fincadas lado a lado, formam uma espécie de vila do interior. Parece uma pintura. O nome, que na língua tupi-guarani significa devagar, retrata a filosofia do local. Lá, a vida passa sem pressa. O restaurante, comandado pelo chef italiano Guido Migliorini, é uma das atrações. Não mais que o pudim de doce de leite. Quem provou, garante que os deuses inventaram a receita para consumo interno.
O restaurante atende ao público externo sob reserva.

A região da Costa dos Corais guarda boas surpresas até para os visitantes mais exigentes em termos de gastronomia e conforto. Além das pousadas, chefs experientes decidiram criar raízes na região, atraídos pelo encanto da natureza e a possibilidade de mercado. Valem a pena as visitas aos restaurantes O Raizeiro e No Quintal. Ambos em cidades próximas (a cerca de 20 minutos do Patacho), recebem os clientes em áreas abertas, cheias de árvores, com mesas cuidadosamente decoradas e cardápios pra lá de imaginativos e atraentes — tanto pela apresentação quanto pelo sabor. No primeiro, não feche a conta sem experimentar a cocada de forno com sorbet de abacaxi como sobremesa. No Quintal, você é recebido com um delicioso suco de maracujá com manjericão. Delicioso e refrescante.
 

»Anote aí
Hospedagem

Pousada Samba Pa Ti

www.pousadasambapati.com.br
Telefone: (82) 99364 0436

Pousada Vila do Patacho
www.viladopatacho.com.br
Telefones: (81) 99925.7744 / (81) 99929-7729 / (82) 99342-5457

Pousada Xuê
www.pousadaxue.com.br
Telefones: (82) 3298-1197 / (82) 99103-9909

Restaurantes

Beijupirá

Lajes, Porto de Pedras
Telefone: (82) 3298-6520

No Quintal
Rua do Toque, s/n - Praia do Toque, São Miguel dos Milagres
Telefone: (82) 99910-7078

O Raizeiro
Povoado Do Riacho 105, 57940-000,
São Miguel dos Milagres - AL
Telefone: (82) 99132-3377

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Eduardo
Eduardo - 16de Março às 19:10
A Vila Patacho tem casinhas SOBRE árvores e coqueiros é? E comportam até 7 pessoas? Deve ser muito excitante. Vou lá na primeira oportunidade pra conhecer essas obras da engenharia.