TRADIÇÕES

Arte fora do comum: conheça monumentos que vão do exótico ao assustador

Esculturas diferentes encantam visitantes ao redor do mundo, representam as mais variadas ideias e homenageiam a cultura e a história dos locais

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 15/05/2017 10:00 / atualizado em 19/05/2017 15:58

Tina Coêlho/Terra Imagem

Belas, imponentes e mundialmente conhecidas, as Sete Maravilhas do Mundo Moderno foram selecionadas em julho de 2007, a partir de votação popular via telefone e internet. Mais de 100 milhões de pessoas de todos os cantos do mundo decidiram que a Grande Muralha da China, a cidade histórica de Petra, na Jordânia, o Coliseu, na Itália, a Pirâmide de Kukulcán, no México, Machu Picchu, no Peru, o Taj Mahal, na Índia, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, emprestariam as suas belezas à nova lista.

 

Mesmo sem fazer parte do ranking, monumentos espalhados pela cidade maravilhosa também merecem reconhecimento. As estátuas do cantor Michael Jackson, no Morro Santa Marta, e a do poeta Carlos Drummond de Andrade, eternamente sentado em frente à Praia de Copacabana, são alguns exemplos. Apesar de peculiares, as esculturas não são nada exóticas quando comparadas ao Monumento dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, Paraná.

 

Surpreendentes, divertidas, misteriosos ou inatingíveis, algumas construções ganham histórias, despertam superstições que se avolumam ao longo dos tempos. Atraem curiosos, crentes e estudiosos. Uma delas, por exemplo, foi criada por um artista plástico a pedido da prefeitura para homenagear as formações rochosas da cidade. O desenho alongado da figura fez com que ela ganhasse um apelido nada carinhoso. O “cocozão” de Ponta Grossa, como ficou conhecido por parte dos moradores, foi demolido em fevereiro de 2009, depois de parte da estrutura pegar fogo. Atraiu muitos olhares e, apesar de não mais existir, permanece na história da cidade.

 

A fonoaudióloga Claudia Liechavicius viajou para a Ilha de Páscoa, a aproximadamente 3.700km de Santiago, capital do Chile, para ver os misteriosos e mundialmente famosos Moais. “Sempre tive muita curiosidade para conhecer por que o lugar teve essa questão enigmática das estátuas. Adorei, fiquei muito impressionada. Elas são gigantescas, imensas, algumas têm cinco, sete metros de altura e pesam mais de 80 toneladas. É uma loucura ver como eles conseguiam fazer isso há tanto tempo”, conta.

 

Arquivo Pessoal

Além das estátuas, Claudia também visitou o vulcão Rano Raraku, mais conhecido como fábrica de Moais. “A montanha consegue ser ainda mais gigantesca que os monumentos. Quando você os vê lá embaixo, parecem pequenas pedrinhas, mas quando a gente vai chegando perto é que se impacta com o tamanho das estátuas. Até hoje, pesquisadores tentam entender como aqueles povos carregaram os bonecos para os locais onde foram enterrados. No vulcão, a teoria é de que os Moais eram transportados em cima de gigantescas toras de madeira, e os que caíam ficavam pelo caminho.”

 

Apesar do tamanho — pouco mais de 163km² — a Ilha recebe milhões de visitantes por ano e possui infraestrutura hoteleira de ponta. “Eles recebem os turistas com muita propriedade. As pousadas são incríveis, com várias opções de passeio, além dos Moais.” Em vez de contratar um guia, Claudia preferiu visitar os monumentos por conta própria. “Tenho o hábito de estudar os lugares que vou, então, quando chego, já sei o que vou encontrar, tenho tudo mais ou menos na minha cabeça acerca do que eu quero ver. Nesse caso, aluguei um carro, comprei um mapa e saí em busca dos Moais”, relata.

 

Conheça!

Myopixia/Flickr

There's Many A Slip "twixt the cup and the lip" (Perth, Austrália)

Desenhada pelo australiano Ken Unsworth, a peça, segundo o autor, é uma interpretação pessoal de como algumas ações, mesmo aparentando resultados certeiros, podem dar errado. A madeira e a bicicleta são reais, enquanto o esqueleto é de plástico e o pedregulho foi feito de espuma. A peça faz parte da exposição “Sculpture by the Sea”, que ocorre todos os anos, na praia de Bondi, na Austrália.

 

mmk/Flickr

Diminish and Ascend (Perth, Austrália)

Na música Stairway to Heaven, da banda britânica Led Zeppelin, uma senhora que acredita que tudo o que brilha é ouro pretende comprar uma escadaria com direção ao paraíso. O australiano David McCracken transformou a música em realidade com a ajuda da boa e velha ilusão de ótica. Com uma escada modificada, que diminui de tamanho à medida que se aproxima do seu ponto mais alto, o artista conseguiu passar a impressão de que os degraus realmente ascendem às nuvens.

 

Ian Griffiths/Flickr

Black Ghost (Klaipeda, Lituânia)

Um fantasma de bronze assombra os marinheiros, pescadores e turistas que visitam o cais de Klaipeda, na Lituânia. Localizada próxima ao Castelo de Memel, a estátua representa uma das lendas mais antigas da cidade. Segundo manuscritos antigos, em uma noite fria de 1595, um dos guardas do castelo caminhava pelas docas quando se deparou com uma figura fantasmagórica que lhe perguntou se o abastecimento de alimentos e suprimentos da cidade era suficiente para o inverno. O guarda disse que sim, mas a criatura alertou que a comida acabaria em pouco tempo; e foi o que aconteceu. No inverno, os moradores costumam colocar velas acesas dentro do fantasma, deixando a escultura ainda mais aterrorizante.

 

James Wilbanks/Flickr
 

Les Voyageurs (vários locais)

Espalhada por países como Bélgica, China, Estados Unidos, França (foto, em Marselha) e Inglaterra, a série de esculturas Les Voyageurs, desenhada pelo artista francês Bruno Catalano, representa, de forma realista, trabalhadores e suas respectivas maletas. Graças aos recortes feitos pelo autor, as imagens de bronze integram-se ao local onde foram instaladas e dão a impressão de que a parte superior dos bonecos flutua no ar. Bruno também deixa os visitantes tirarem as suas próprias conclusões do que pode, simbolicamente, estar faltando.

 

Gothic Life/Pinterest

Sculpture of Anonymous Passerby (Breslávia, Polônia)

Considerada um dos monumentos mais importantes da Polônia, Sculpture of Anonymous Passerby representa a história turbulenta do período marcado pela imposição da lei marcial no país. Em 1981, em uma tentativa de acabar com a oposição política, o primeiro-ministro da época, o general Wojciech Jaruzelski, determinou autonomia do poder do exército na vida dos cidadãos comuns da Polônia. Enquanto as pessoas afundando no pavimento representam os civis levados pelos militares e que nunca mais foram vistos, o grupo que se levanta da calçada retrata o fim da imposição depois de dois anos de opressão militar.

 

» Programe-se:

Air New Zealand
www.airnewzealand-br.com

Latam Linhas Aéreas
www.latam.com

Azul Linhas Aéreas

interline.voeazul.com.br

American Airlines
www.aa.com.br

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.