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Descubra os hotéis franceses que foram morada de reis e rainhas

Que tal hospedar-se em um palácio na França? Antigos castelos e mansões foram transformados em hotéis que carregam o encantamento de outras épocas

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postado em 15/07/2017 09:00 / atualizado em 12/07/2017 18:56

Valerie Semensatiss/Reprodução

Mais do que usufruir de todo o conforto e luxo que um hotel cinco estrelas na França pode oferecer para quem tem condições de pagar diárias acima de 500 Euros, hospedar-se neles é como entrar na história de um determinado período e se sentir protagonista. Antigos castelos, palácios e mansões de luxo foram transformados em hotéis, que ainda carregam todo o encantamento de uma época.


Em Paris, uma mansão particular, construída a poucos passos da charmosa Champs Élysées, em 1889, deu lugar a um luxuoso hotel de oito andares. O Hotel Lancaster, que faz parte da Leading Hotels of  The World (LHW) — associação de hotéis de luxo —, exibe a riqueza dos móveis de Louis 15 e 16 em cada detalhe da decoração. É emocionante pensar que você pode estar hospedado na mesma suíte e dormindo em cama ocupada por Marlene Dietrich, Emile Wolf, Boris Pastoukhoff, Clarke Gable, Greta Garbo e Grace Kelly.

Hotel Lancaster/Valerie Semensatiss/Reprodução

Na década de 1930, Marlene Dietrich fez do Lancaster sua casa em Paris por mais de três anos. E a suíte batizada com o nome da atriz e cantora alemã é a mesma em que ela costumava ficar. O piano e o porta-retrato (assinado por Josef von Sternerg, diretor de O anjo azul) fazem parte do aposento.


Com apenas 56 quartos e uma vista para um jardim, que, no fim de ano, ganha um ar todo especial com a decoração de Natal, o Lancaster se esmera na arte de encantar o cliente. A delicadeza pode ser conferida também na entrada dos quartos. As portas são decoradas com uma flor colhida no jardim do próprio hotel e, ao entrar, uma música clássica lembra o hóspede que ali é lugar para relaxar e sentir-se em casa. O restaurante La Table du Lancaster, que manteve no ano passado a segunda estrela Michelin, se sobressai. A gastronomia do chef Julien Roucheteau é inspirada em cada estação do ano.

 

Templo da arte francesa

LHW/Divulgação

Outro hotel que enche os olhos dos hóspedes é o Le Bristol Paris, na Faubourg-Saint-Honoré, que era uma elegante mansão do século 18 e teve cada espaço decorado com uma combinação entre o conforto moderno e a arte francesa de viver. Móveis antigos e obras de arte originais ocupam os espaços do hotel, que serviu de cenário para o filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen.

Inaugurado em 1925, o Le Bristol Paris se tornou o refúgio favorito de pessoas importantes e líderes de todo o mundo. Com o passar das décadas, o hotel ganhou uma expansão de oito andares. O Le Bristol abrigou a embaixada americana durante a Segunda Guerra Mundial.

Quase um século depois da sua concepção, o Le Bristol Paris, que também faz parte da LHW, continua a receber gerações de admiradores da arte francesa. São 188 quartos e suítes, que variam de 40 m² a 320m². Como não há dois hóspedes iguais, a decoração de cada quarto é diferente, sugerindo uma história única. A família Oetker, dona do Le Bristol, decorou cada espaço combinando o refinamento do Louis 15 e a graça do Louis 16. Todos os elementos decorativos foram cuidadosamente selecionados para criar uma atmosfera acolhedora. "Um quarto com alma, onde os hóspedes imediatamente se sentem em casa". Esse é o conceito.
LHW/Le Bristol Paris/Reprodução.

A cozinha requintada tem como chef Eric Frechon, eleito um dos melhores do mundo pelo Le Chef. O Restaurante Epicure, o 114 Faubourg Brasserie, o Café Antonia, os menus no Le Bar, serviço de quarto e cardápios especiais para banquetes e eventos, todos passam pelas mãos de Frechon.

Clássico
Teresa Caram/EM/D.A Press

Destaque para outro palácio moderno com espírito francês. Assim pode ser definido o Le Royal Monceau Raffles Paris, que fica próximo da Champs Élysées. O hotel, também membro do LHW,  recebeu hóspedes ilustres, como Winston Churchill, Hemingway, Coco Chanel, Madonna e Michael Jackson e faz jus ao estilo parisiense dos anos 1930. O espaço foi todo decorado por um dos mais respeitados designers do mundo: Philippe Starck. Um detalhe curioso: no elevador, o tapete é torto e no teto, o revestimento também é irregular. De propósito. A ideia de Starck era conferir um clima de imperfeição e improviso para que o hóspede se sentisse em casa.

Os quartos e as suítes do hotel unem artes clássica e contemporânea. Além de uma galeria de arte privada, o Le Royal tem uma livraria e um serviço exclusivo de Art Concierge. A gastronomia é impecável, desde pratos franceses à comida regional italiana. Sob o comando do famoso chef Nobu Matsuhisa, o restaurante Matsuhisa Paris traz a visão contemporânea da culinária japonesa.

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