HISTÓRIA

Sítios arqueológicos levam os turistas às origens da humanidade

Espalhados em parques, cavernas e vales, locais oferecem visitas que remetem à rotina de civilizações antigas

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postado em 29/07/2017 10:00 / atualizado em 26/07/2017 15:52

Andrea Zanazzo/Flickr


No início eram os organismos unicelulares. Depois, a vida cresceu. Surgiram os dinossauros, feras gigantescas, que viveram na Era Mesozoica, e cujos vestígios apontam que foram dizimados. Eles dominavam a terra antes da aparição do Homo sapiens. Não se sabe ao certo se os nossos antepassados tinham consciência, mas muitos deles deixaram registradas as suas experiências em traços que resistiram ao tempo.


Os representantes menos desenvolvidos do ser humano já sentiam necessidade de narrar os acontecimentos do dia a dia. As documentações eram feitas diretamente nas paredes das cavernas, com carvão, óleos vegetais, saliva e até mesmo sangue, já que  as primeiras utilizações  do papel datam do ano 105 depois de Cristo, na China.

Apesar de ainda não ser muito explorado, o turismo por sítios arqueológicos — locais onde é possível encontrar evidências de ações humanas pela história — é uma maneira interessante e ainda mais imersiva de entrar em contato com os primórdios culturais dos países. A bibliotecária Isabella Barbosa, 40 anos, foi a Roma para conhecer alguns dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo. “Fui ao Monte Palatino para ver as ruínas dos palácios dos imperadores e mansões onde a nobreza romana viveu há mais de 2 mil anos. Os restos do Fórum Romano, onde o imperador Júlio César foi assassinado, e o Circo Máximo, onde ocorriam as corridas de bigas, também ficam lá”, relembra.

Arquivo Pessoal


Perto da colina, é possível encontrar o Coliseu, um dos destinos mais emocionantes da cidade, para a bibliotecária. “Dá até para imaginar as lutas de gladiadores. Não é à toa que Roma é considerada eterna, são tantas histórias que chego a tremer”, conta. Para quem quer se aprofundar na história do lugar, é possível contratar um guia. “Como eu sou completamente apaixonada pelo local, servi de guia para os meus amigos, mas o visitante pode pedir um ou comprar um audiobook e ir ouvindo com fones de ouvido. Os três destinos saíram por 12 euros”, completa. O Turismo destacou alguns sítios para conhecer elementos da história rupestre.

 

Parque Nacional Serra da Capivara (São Raimundo Nonato, Piauí)

Pulsar/Flickr

Inscrito na Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no sudeste do Piauí, possui 1.354 sítios arqueológicos —183 abertos ao público — e a maior quantidade de pinturas rupestres da América Latina, com mais de 650 exemplares. Um dos destaques do parque é a Toca do Boqueirão da Pedra Furada, que possui alguns dos artefatos mais antigos da região.
» Horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 18h.
» Ingressos: R$ 28,00. Menores de 12 e maiores de 60 anos não pagam.
» Mais informações: www.fumdham.org.br.

Parque Nacional do Catimbau (Buíque, Pernambuco)

Guilherme Jofili/Flickr

Criado em 2002 para conservar os ecossistemas da região, o Parque Nacional do Catimbau, em Pernambuco, é o segundo maior  parque arqueológico do Brasil, com registros estimados em até 6 mil anos de idade. Ao todo, 27 sítios arqueológicos estão espalhados pelos mais de 62 mil hectares do parque. Um dos mais importantes é o de Alcobaça, que possui pinturas rupestres de grupos étnicos de diferentes épocas.
» Horário de funcionamento: todos os dias, das 7h às 18h.
» Ingressos: entrada gratuita.
» Mais informações: (87) 9.9663-7207

Palatino (Roma, Itália)

Jesus etc/Flickr

Uma das sete colinas romanas, Palatino já abrigou o palácio de três dos mais importantes imperadores romanos: Augusto, fundador do Império; Tibério, filho adotivo de Augusto e segundo comandante do reino; e Domiciano, cujo reinado foi um dos mais longos da história de Roma. Hoje, os visitantes podem conhecer as ruínas da morada, que é um museu a céu aberto e separa os destroços do Fórum Romano e do Circo Máximo.
» Horário de funcionamento: todos os dias, das 8h30 às 19h.
» Ingressos: 12 euros. Menores de 17 e maiores de 65 anos não pagam.
» Mais informações: www.rome.net.

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (Januária, Minas Gerais)

Tom Alves/Flickr

Com mais de 56 mil hectares de área, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, na região norte de Minas Gerais, possui cavernas colossais cujas paredes guardam os registros de povos que passaram por lá há mais de 10 mil anos. Além de conhecer de perto as pinturas rupestres, o visitante pode aproveitar o passeio para desbravar as trilhas e se apaixonar pela vista dos mirantes. Ambientalistas e órgãos do estado estão se mobilizando para que a Unesco inclua o parque como Patrimônio da Humanidade.
» Horário de funcionamento: de segunda a domingo, de 8h às 18h.
» Ingressos: aberto ao público, mas é necessário contratar um condutor credenciado.
» Mais informações: (38) 3623-1038/3623-1039

Parque pré-histórico e grutas de Réclère (Réclère, Suíça)

Réclère/Divulgação

Que tal deixar o chocolate um pouco de lado e conhecer a parte pré-histórica da Suíça? Descoberta em 1886, a gruta de Réclère, no noroeste do país, é a formação rochosa mais antiga do país. Com estalactites e estalagmites em formação constante há cerca de 200 mil anos, a caverna é um prato cheio para quem curte turismo de aventura. Dentro do parque, réplicas em tamanho real de 45 espécies de dinossauros dão um toque especial ao passeio.
» Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 12h e das 13h às 17h30 e domingos, das 10h às 17h30.
» Ingressos: não informado.
» Mais informações: http://prehisto.ch.

Caverna de Chauvet (Vallon Pont d’Arc, França)

Chauvet/Divulgação

As inscrições pré-históricas mais antigas do mundo estão propriamente registradas nas paredes da caverna de Chauvet, no sul da França. Patrimônio Mundial pela Unesco, a gruta, situada a 25 quilômetros abaixo da terra, foi descoberta em 1994 e possui mais de mil desenhos, datados de pelo menos 36 mil anos. Leões, ursos, bisões, panteras e até as palmas das mãos dos artistas pré-históricos estão representadas nas paredes. Infelizmente, a visitação é restrita a equipes de historiadores que trabalham na caverna; mas, quem quiser admirar as belezas registradas em Chauvet pode visitar a réplica da gruta, a apenas alguns quilômetros da original.
» Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 22h30 e finais de semana, das 8h30 às 22h30.
» Ingressos: 15 euros. Crianças de 10 a 17 anos pagam 7,50 euros. Crianças de até 10 anos não pagam.
» Mais informações: www.cavernedupontdarc.fr.

 

Na época da escravidão
Recém- tombado pelo Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, o Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, é um representante direto da época da escravidão brasileira. Estima-se que entre 500 mil e um milhão de escravos desembarcaram no Brasil em Valongo, que funcionou por cerca de 20 anos e passou por sucessivas transformações. Com o título, o Cais se tornou o 21° sítio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial.

Há séculos atrás

Era Arqueozoica

» Período: 3,8 bilhões a 2,5 bilhões de anos atrás.
» Formas de vida: primeiros organismos unicelulares.

Era Proterozoica

» Período: de 2,5 bilhões a 540 milhões de anos atrás.
» Formas de vida: primeiros organismos multicelulares.

Era Paleozoica

» Período: de 540 milhões de anos a 250 milhões de anos atrás.
» Formas de vida: trilobitas.

Era Mesozoica

» Período: 250 milhões de anos a 65,5 milhões de anos atrás.
» Formas de vida: plantas primitivas e os primeiros dinossauros.

Era Cenozoica

» Período: 65,5 milhões de anos atrás até o presente.
» Formas de vida: mamíferos e o Homo sapiens.


* Estagiário sob supervisão de Taís Braga

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