COMPORTAMENTO

Solteiro ou comprometido, aproveite sua próxima viagem para se apaixonar

O viajante brasileiro tem facilidade de se relacionar enquanto viaja. Confira dicas para socializar, solteiro, e conheça história de casais que se encontraram na estrada

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postado em 03/08/2017 10:00 / atualizado em 04/08/2017 14:20

Arquivo Pessoal

Seja para fazer amigos, seja para flertar, os brasileiros têm simpatia de sobra. Para a maioria da população, fazer amigos faz parte da viagem. Um estudo da rede Mercure divulgado em 2015 demonstra que 84% dos viajantes do Brasil fazem amizades enquanto viajam. O número está acima da média mundial de 56%. Em viagens a passeio, é comum estar mais aberto a conhecer pessoas. “E, a partir desse encontro, abrir uma possibilidade para se relacionar de forma mais simples e conhecer pessoas mais de perto”, explica a psicóloga Claudia Melo.


KB7 Comunicação/Divulgação

As mudanças no comportamento das pessoas enquanto viajam foram cruciais para o início do relacionamento entre o autônomo Taian Salles, 24 anos, e a namorada. Entre o mar azul-turquesa e a areia branca de Arraial do Cabo, no estado do Rio de Janeiro, os dois se apaixonaram no Carnaval deste ano. O casal já tinha ido à  Chapada dos Veadeiros com os amigos e decidiu repetir a experiência em grupo. Para ele, o fato de terem viajado juntos mais de uma vez contribuiu para que surgisse a afinidade entre os dois.

 

“É só em viagem que você conhece a pessoa, dormindo e acordando do lado dela”. Namorados há dois meses, já viajaram para a Chapada dos Veadeiros duas vezes. Também foram a Pirenópolis (GO), Caldas Novas (GO), Terra Ronca (GO), Angra dos Reis (RJ) e Vitória (ES), além de Arraial do Cabo (RJ), o destino predileto de Taian. “Porque foi lá que começamos a ficar de verdade”, destaca. A última aventura foi em Capitólio (MG), no mês passado. Em dezembro, os dois pretendem escalar parte do Monte Everest, localizado entre o Nepal e a China.

 

À distância

Há casais que, mesmo morando em cidades diferentes, mantêm o relacionamento. A estudante Carolina Zischegg, 22 anos, conheceu o namorado em Campinas (SP), em um show de tambores japoneses. “Ele foi assistir e eu fui tocar. Nos conhecemos em uma festa que aconteceu depois”, lembra. O relacionamento a distância dura dois anos. “É complicado. Tem que gostar muito, ter paciência para aguentar o tempo longe e fazer programas sem o outro”, pondera.

Sempre que podem, eles viajam juntos. “Nos vemos uma vez por mês e tentamos nos incluir nas viagens de família e amigos. A última que fizemos juntos foi para Goiânia, em agosto do ano passado. Vimos o Bon Odori de lá”, relata Carolina. O festival acontece no Japão, na mesma época, e atrai amantes da cultura oriental a várias cidades brasileiras por reunir música, gastronomia e artes.

Jeito latino
Os 5.500 participantes da pesquisa eram nativos de 13 países da América do Sul, da Europa e da Ásia. Os italianos ficaram com o segundo lugar — 73% deles fazem amizades —, seguidos pelos chineses, com 71%. Os japoneses foram considerados os menos amigáveis. Só 11% declararam fazer amigos em viagens.

 

O match ideal 

Estar solteiro em outra cidade é uma experiência que pode render boas histórias. O enredo é, na maioria dos casos, temperado com doses de atração. Um estudo realizado pelo metabuscador Momondo detalhou por quem os brasileiros se sentem mais atraídos — 49% preferem outros brasileiros. Em segundo lugar, com 29% da preferência nacional, estão os italianos, seguidos pelos americanos (22%).

 

Arquivo Pessoal

Se o encontro acontecer no exterior ou mesmo em uma cidade de outra região do Brasil, não pense só em diferenças de idade e classe social. Siga o exemplo do servidor público André Barros, 30 anos, que depois de visitar 23 países percebeu que a paquera, no exterior, é bem diferente do que acontece no Brasil. “A cultura com certeza influencia. Às vezes, as pessoas são mais frias e isso reflete na paquera também”, analisa.

Onde ficar

Para a estudante Gabriella Reis, 22 anos, os ambientes fazem toda a diferença na paquera — a começar pelo meio de hospedagem. “Prefiro ficar em hostel. Acredito que é o lugar ideal pra conhecer gente nova”, indica. Ela recomenda, a quem viaja sozinho, passar mais tempo nas áreas de convivência e participar das atividades do lugar, como passeios, exibição de filme e aulas de culinária, por exemplo. “Na maioria das vezes viajo sozinha e sempre faço vários amigos”.

O servidor público André Barros concorda que os melhores meios de hospedagem são os albergues. “Lá tem muita gente que viaja sozinha e é bem fácil de fazer amigos. De lá, fica mais fácil de sair para a balada”, recomenda.

» Para saber mais

Win Mcnamee/AFP
 

Etiqueta a dois

Para evitar constrangimento e garantir que a paquera seja bemsucedida, a psicóloga Claudia Melo recomenda estar disponível internamente. “A partir dessa disponibilidade, se colocar mais aberto em uma conversa, deixando claro que está interessado”, indica. Além disso, a psicóloga destaca que parar para ouvir os desejos do outro, se mostrar interessado no assunto e ser gentil são pontos favoráveis para a relação iniciar com um potencial sucesso. Os comportamentos indesejáveis são falta de educação, ser indelicado,  mau humor e se mostrar mesquinho, comenta a psicóloga. “Quando há diferenças culturais, é importante perceber que a demonstração de afeto é diferente”, aponta.

 

Conquista em Tóquio
André conta que, em uma viagem a Tóquio, conversava com uma japonesa, em um bar, e os dois chegaram a adicionar um ao outro no Facebook, mas ele precisou se retirar da mesa por alguns minutos. “Quando voltei, ela tocou no meu ombro e disse tchau”, conta. Um amigo italiano que morava em Tóquio estava com o grupo e assegurou que o gesto era sinal de interesse. “Só pelo fato de ela ter me tocado. Bem diferente do Brasil”.

 

Arquivo Pessoal

Points da paquera
A estudante Gabriella Reis já visitou 28 países — a maioria, na Europa. Entre as cidades mais adequadas para os solteiros, ela indica Berlim (Alemanha), Praga (República Tcheca) e Budapeste (Hungria). “A vida noturna desses lugares é bem agitada. Se a intenção é paquerar, vale apostar em pubs e baladas”, recomenda. Em Berlim, ela indica uma área do muro chamada East Side Gallery. “Uma região com várias baladas diferentonas e alternativas”, sugere.

 

As festas de verão de Barcelona são a recomendação do servidor público André Barros para quem quer flertar no exterior. “Tem agito todos os dias da semana e tudo é muito barato”, conta. Ele também indica Amsterdã. “Quando fui, percebi que tinha muita gente jovem e várias festas alternativas”. Tóquio é outra recomendação, por ser cosmopolita. “Lá tem muita gente de todo o mundo. É provável que você saia com pessoas de países bem diferentes”, indica.

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