Passeios por Joinville apresentam aos turistas a verdadeira vivência rural

Propriedade Ango Kersten oferece imersão na vida no campo, com direito a passeio de trator, travessia do rio Pirapeiraba e degustação de quitutes germânicos. Uma dica é visitar o museu rural

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postado em 12/08/2017 10:00 / atualizado em 10/08/2017 14:04

Rafaella Panceri/Esp.CB/D.A Press

 

A área rural de Joinville é um bom motivo para esticar a estadia na cidade. Um dos ícones desse roteiro é a Estrada Bonita, margeada por propriedades onde o visitante pode fazer uma imersão na vida no campo. A programação merece, pelo menos, uma tarde no roteiro.

 

Na propriedade Ango Kersten, o barato é passear de trator, visitar o museu rural e degustar quitutes que misturam referências gastronômicas germânicas com brasileiras. A sede tem uma loja onde ficam expostos produtos artesanais — queijos, linguiças, pães, geleias, mel, melado e caldo de cana. A família Kersten recebe os visitantes ali e conta sua história em um bate-papo descontraído.

O proprietário, Ango Kersten, é responsável pela parte mais radical do passeio — a travessia do Rio Pirabeiraba, feita de trator. Ao longo do percurso, é possível ver canaviais, pastos e animais exóticos como o periquito australiano, que aparece na propriedade vez ou outra. Na volta, é hora de conhecer o museu rural. Lá, o visitante tem contato com utensílios domésticos antigos, como uma torradeira improvisada, serrotes e panelas de ferro. A segunda parte da visitação é na cozinha onde a família produz o melaço vendido na propriedade. A visitação termina em uma parte “viva”, onde animais de todo tipo — galinhas, porcos, coelhos, cavalos e vacas podem ser vistos de perto.

 

Beleza náutica

Para os índios carijós, babitonga significa terra em forma de morcego. O nome se refere ao que hoje é a Baía da Babitonga, formada pelo Rio Cachoeira, em Joinville. Uma boa maneira de apreciar a região é de barco. Assim, dá para ver de perto pequenas ilhas, pássaros e manguezais. O Turismo viajou a bordo do Barco Príncipe, que sai do bairro de Espinheiros em direção a São Francisco do Sul, município catarinense cuja história mescla influências de vários povos — franceses, espanhóis, africanos e indígenas.

 

Rafaella Panceri/Esp.CB/D.A Press
 

 

A Rua Babitonga, mais próxima do mar, é onde os passageiros caminham primeiro. Nela, o charme da cidade — traduzido em casarões coloridos — cativa de primeira. A rua é repleta de bares e lojas, além de ser entrecortada por becos e ruelas. Ao seguir a caminhada por eles, o visitante tem acesso a atrações possíveis de visitar em um dia. (RP)

Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça

Rafaella Panceri/Esp.CB/D.A Press

Erguida com areia, cal, conchas e óleo de baleia no século 16, é um dos símbolos de São Francisco do Sul. Conta-se que a imagem de Nossa Senhora chegou à cidade em 1553, quando navegadores espanhóis construíram uma capela em sua homenagem, após sobreviverem a uma tempestade no Rio da Prata.

Museu Histórico
Panoramio/Reprodução

Funciona em um dos prédios mais antigos da cidade, utilizado como Câmara dos Vereadores e cadeia pública no século 19. Os aposentos reúnem objetos doados pela população francisquense, protagonista no museu. Lá, o visitante tem acesso à história e às tradições locais. Do lado de fora, destaque para os moinhos de cana e mandioca.

Museu Nacional do Mar
Tavares Junior/Flickr

Conta a história do ser humano no mar com diversos tipos de embarcação no acervo — das jangadas aos submarinos. Muitas delas fizeram parte da história do país. Uma das salas é dedicada a Amyr Klink, um dos fundadores. Nela, está exposta uma réplica do barco I.A.T, a bordo do qual o navegador fez a travessia do Atlântico Sul a remo em 1984.

» Clássicos

Comideria/Reprodução
 

Cuca e empada são ícones da mesa joinvilense. Para experimentar a primeira iguaria, espécie de massa de pão caseiro bem leve com cobertura a gosto, vá à Ah! Cucaria, na Rua Lages, 660. O estabelecimento tem as clássicas opções doces, mas inova com cucas salgadas — tudo por R$ 6. Outro prato famoso é a empada. Em Joinville, a mais famosa tem massa folhada. Ficou com vontade? Vá às Empadas Jerke. Aberta desde 1922, fica na Rua João Colin, 393. A mais famosa é a de palmito. Cada empadinha custa, em média, R$ 3.

Festa das Flores
Segundo maior evento de Joinville, movimenta a cidade entre 14 e 19 de novembro, no embalo do feriado do dia 15. A festa com quase 80 anos de história está longe de ser repetitiva. Neste ano, os visitantes viajam pelos Jardins do Futuro. A ideia é mostrar como a tecnologia e a sustentabilidade contribuem com o equilíbrio da natureza e com a qualidade de vida das próximas gerações. A exposição, organizada no Complexo Expoville, terá mercado de plantas, atrações culturais e praça gastronômica.

Barco Príncipe
A embarcação sai do píer de Espinheiros às 10h30 e passa por 14 ilhas até chegar ao porto de São Francisco do Sul, onde os passageiros têm 1h30 para passear. Com três andares, o barco comporta até 350 passageiros — em geral, famílias — que podem circular pela embarcação livremente. O andar superior recebe apresentações humorísticas e é o mais agitado — além de ter a vista mais privilegiada, por ser aberto. Nos dois andares inferiores, a paisagem pode ser vista por janelas, mas o ambiente é mais tranquilo. O valor de R$ 156 por pessoa inclui almoço (exceto bebidas e sobremesas). Reservas: (47) 3455-4444. 

Alta temporada
A 40 km de Joinville, São Francisco do Sul é a estrela do verão nas redondezas. Com praias para todos os públicos no currículo, o destino é muito procurado em datas como o  Carnaval, quando as temperaturas sobem e a cidade é tomada por blocos carnavalescos, bonecos gigantes e trios elétricos. Outro evento de renome é a Festilha — Festa de Tradições da Ilha, que mistura gastronomia, artesanato e folclore no mês de abril.

Serviço

  • Visitação: R$ 10 por pessoa, reversíveis em consumação na loja.
  • Passeio de trator: R$ 50 por grupo.
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