ÁSIA

Hotel no Taiwan oferece uma hospedagem com muitas histórias e segredos

Conheça o Grand Hotel, que além de ter 500 quartos, quatro restaurantes e um estilo arquitetônico de tirar o fôlego, quer ser lembrado pelas celebridades que hospedou

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postado em 03/12/2017 10:00 / atualizado em 04/12/2017 16:42

Leonardo Meireles/CB/D.A Press


Cidade de Taipei — Existe, sim, algo melhor do que ficar em um hotel cinco estrelas, com todas as comodidades possíveis: hospedar-se em um local que carrega história junto. Existem muitos do tipo espalhados pelo mundo, como o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, ou o Hotel Nacional de Cuba. Neles, dormiram reis e rainhas, presidentes e estrelas da música e do cinema. E também foram assinados documentos importantes. Assim, a estadia não se mede somente em conforto, mas também na possibilidade de “compartilhar” esse espírito do tempo. É o caso do The Grand Hotel, em Taiwan.



A grandiosidade da arquitetura — em estilo chinês clássico, com todas aquelas colunas imponentes, a simetria bilateral e os famosos tetos de duas águas — tem sua razão de ser. Quando foi construído, em 1952, o Grand Hotel servia para mostrar ao mundo o novo governo de Taiwan, forte e aberto ao mundo. A então primeira-dama, Chiang Soong Mei-Ling, encabeçou o projeto de erguer um lugar para que convidados internacionais — principalmente os poderosos — se sentissem confortáveis e seguros. E eles vieram.

Leonardo Meireles/CB/D.A Press


Em 1952, Reza Pahlavi, xá do Irã àquela época, foi o primeiro. O mais esperado, no entanto, só desembarcou na cidade de Taipei em 1960: o presidente norte-americano Dwight Eisenhower, presença importante para as pretensões taiwanesas de crescimento internacional. E mesmo decisões fundamentais para a história da ilha foram tomadas em salas de reuniões e restaurantes. Para que esses hóspedes especiais não sejam incomodados, há entradas privativas, quartos exclusivos e até restaurantes destinados a eles.

Mais: há um túnel para escape rápido por baixo do hotel. A aura de segredo e histórias dignas de filme de espionagem não é, digamos assim, deixada de lado pelos funcionários do Grand Hotel. Eles deixam que o mistério tome conta da imaginação dos hóspedes comuns, principalmente porque não é permitida a entrada nos porões do local, onde há esse escorregador dedicado a retirar as estrelas hospedadas ali. “Na verdade, é muito útil em caso de incêndio, enchente ou problemas desse tipo”, acaba contando um dos responsáveis por mostrar o hotel à reportagem. “Só que não dá para deixar aberto, porque seria difícil controlar se todos quisessem vir aqui”, diz.

 

Leonardo Meireles/CB/D.A Press

Museu em cada detalhe


“Este foi o primeiro hotel cinco estrelas do país, então, criamos lugares secretos para as pessoas VIPs que visitavam e visitam a cidade”, continua o funcionário. Hoje, o Grand Hotel quer recuperar a fama que tinha, principalmente, na década de 1960, quando chegou a ser citado pela revista norte-americana Fortune como um dos 10 melhores hotéis do mundo. E há motivos para que essa história continue. Tanto que tem um espaço dedicado à memória do local e, por que não, do próprio país. É um museu com fotos, documentos e peças usadas durante os mais de 65 anos de existência. Desde louças e talheres utilizados em jantares especiais até cadeiras onde se sentaram os mais de 100 chefes de estado e as mais de 2 mil figuras políticas e celebridades que frequentaram o hotel.

Na verdade, a construção toda pode ser vista como uma grande relíquia. Em cada canto, há um detalhe. Como a escultura de cerca de 100 anos de um dragão de bronze, que sobe de uma vila japonesa xintoísta e tem três garras (normalmente, esses animais míticos são mostrados com quatro ou cinco garras). Ou as grandes pedras com inscrições do lado de fora do hotel, em que há frases do pensador e político Yu You-ren.

Leonardo Meireles/CB/D.A Press


Conforto


Há outro ponto exclusivo para quem se hospedar no Grand Hotel de Taiwan: a localização. O prédio não é central, e isso tem um propósito. Ele fica em cima de um monte, de frente para o rio Keelung River e a montanha Yangming, com uma visão espetacular da Cidade de Taipei. O Taipei 101, construção mais alta do país, predomina na paisagem, rodeado pela colorida metrópole.

A arquitetura, sem dúvida, é o primeiro ponto a chamar a atenção, principalmente por causa do grande portal que separa a cidade do hotel. O hóspede entra de frente para o grandioso prédio com colunas vermelhas e telhado dourado. O hall principal, já dentro do hotel, segue com os pilares gigantescos e o teto cheio de detalhes, sempre torneados com desenhos de flores de cerejeira, orquídea, bambu ou crisântemo, dependendo do local.

Leonardo Meireles/CB/D.A Press


Além dos 500 quartos, os hóspedes contam com quatro restaurantes de primeira linha: Grand Garden, Golden Dragon, Yuan Yuan e Grand Steak. Há os pratos típicos de países como a China, o Japão, a Índia e a Malásia, além de alimentação especial para mulçumanos. E se quiser descansar ou liberar um pouco da tensão, há espaços para recreação, tênis e uma piscina de tirar o fôlego.

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Preços

A diária de um quarto no Grand Hotel Taiwan começa a partir de R$169, dependendo da época do ano e do tipo de acomodação.

Site oficial

www.grand-hotel.org


* O repórter viajou a convite do governo de Taiwan

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