Incentivo à autonomia

Entenda como o estímulo de pequenos hábitos pode fazer toda a diferença na segurança e na autoestima das crianças durante a primeira infância.

Apresentado por
Cecan

postado em 11/01/2018 02:45 / atualizado em 11/01/2018 16:39

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
A primeira infância é o momento em que a criança começa a descobrir o mundo ao seu redor e a construir a base da sua personalidade, por isso, é essencial que ela desenvolva autonomia e segurança em relação às próprias capacidades. Aprender a depender menos dos pais e professores permite um crescimento mais saudável e fortalece a autoestima. Nesse contexto, o papel da escola é ajudar os pais a transmitir noções de organização, respeito às regras e normas, relações cotidianas e realização de boas escolhas. 
 
Carla Soares, coordenadora do berçário e do maternal do Centro de Ensino Candanguinho (Cecan), lida com crianças a partir dos 4 meses até os 3 anos de idade e explica que essa autonomia é desenvolvida a partir de gestos bem simples, que quando incentivados, resultam no cultivo de bons hábitos nas próximas fases da vida. “À criança de um ano e meio, já começamos a pedir para ajudar a guardar os brinquedos na sala. Temos uma musiquinha que incentiva a organização. Depois, ensinamos a tirar o tênis e as meias e a colocar num cantinho”, detalha. 
 
Sofia, 3 anos, filha de Soraya Chaibub, gosta de manter o quarto sempre arrumado e, na hora de organizar as coisas, canta a música que aprendeu no maternal. “O raciocínio dela evoluiu demais depois que entrou na escola. A memória também tem sido algo bem marcante. Mas uma coisa muito legal que ocorreu foi a questão da socialização: ela aprendeu muito rápido a compartilhar, saber que há outro coleguinha que também quer brincar com o mesmo brinquedo, por exemplo”, conta a mãe.
 
Alunos com mais de 2 anos entregam a agenda para a professora no início da classe e têm a responsabilidade de guardá-la de volta na mochila ao fim da aula. Eles também devem tirar o lanche da lancheira, colocar na mesa para comer e jogar o lixo fora depois. Ao sair da sala, para o parquinho ou para o lanche, criam o hábito de arrumar a cadeira e os materiais e, na hora de ir embora, colocam tudo na mochila e deixam perto da porta. “Quando a gente observa que a criança está pronta para o desfralde, avisamos a família e, na sala, vamos convidando toda hora essa criança a ir ao banheiro”, destaca Carla. 

Mudanças


Cultivar pequenos hábitos acaba resultando em grandes mudanças. “Minha filha entrou na escola com 8 meses e minha mulher sempre foi muito criteriosa, então pesquisamos bastante”, conta Renato Paz de Almeida, 38. O casal optou pelo Cecan devido à estrutura de qualidade e à proporção de cuidadores para o número de crianças, mas as mudanças de comportamento em casa foram uma surpresa que não estavam esperando. 
 
“Eu achava que era só um lugar para deixar as crianças, mas tem toda uma preocupação pedagógica por trás. As professoras são muito experientes, cuidadosas, relatam tudo o que acontece.” A filha, Gabriela Garcia Paz, hoje com 2 anos, é decidida e organizada. Tudo o que aprende na escola acaba levando para dentro de casa, principalmente quando é sobre alimentação. Ela faz escolhas mais saudáveis e sempre lava as mãos antes de comer.
 
O cuidado com as relações construídas desde a entrada da escola também é considerado um ponto importante pelos pais. “Vejo o carinho e a atenção de todos desde a portaria, a recepção, as próprias assistentes e todas as professoras pelas quais passei, sempre muito prestativos”, observa Cristine Dourado, 36, mãe de Arthur, 5, e de Davi, 3. 
 
“Eles têm muito domínio dos conteúdos, assim como sensibilidade para entender o ritmo dos nossos filhos”, completa. A mãe sente que foi acolhida pela escola e pelos outros pais como em uma família. Em um grupo de WhatsApp, eles marcam atividades fora da escola. As crianças também são muito amigas. “Quando chegam em casa, eles contam tudo: quem levou o brinquedo mais legal, quem estava doente, quem fez aniversário, quem foi o ajudante do dia”, relata Cristine.

Participação


A escola também estimula o relacionamento mais próximo com as famílias. Todo início de ano, as professoras mandam os temas que serão abordados em cada semana, para que os pais possam conversar com os filhos e participar. “Os assuntos são bem variados e adequados a cada idade. Davi, que é o mais novo, conversa comigo sobre cores, formas, férias, Natal, vestuários e partes do corpo humano. Já o Arthur se interessa por sistema solar, meios de transporte, plantas, seres vivos, estações do ano”, elenca Cristine. “E tem também os combinados, que eles sempre comentam em casa, como esperar a vez de falar, guardar as coisas no lugar, usar o banheiro direitinho e dizer as palavras mágicas: por favor, obrigado, licença e desculpa”, conclui. 

Atividades no período integral


O ensino em período integral também pode contribuir para a construção de hábitos importantes na primeira infância. O Cecan adota o Educo — Educação complementar, projeto que oferece diversas atividades extracurriculares — ligadas a esporte e a cultura — no contraturno. Tanto crianças da escola quanto do resto da comunidade podem participar. As turmas vão desde o berçário até o ensino médio, com algumas niveladas por idade e outras por experiência.
 
São oferecidas aulas de artes marciais, danças, teatro, natação, esportes coletivos, ginástica, patinação, xadrez, aquarela, música e treinamento funcional (este último apenas para adolescentes). A prática de atividades físicas e modalidades artísticas são formas divertidas de desenvolver valores como disciplina, responsabilidade, cooperação e cumprimento de normas e condutas, por meio de uma rotina flexível e variada de atividades. 
 
Além dos benefícios para a saúde, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver novas habilidades. A escola fornece as refeições e oferece apoio na realização dos deveres de casa.


Pontos fundamentais

Confira as principais tendências em educação integral, necessárias para um ensino de qualidade


Ter projeto pedagógico bem definido
» É importante a elaboração cuidadosa de um projeto político-pedagógico que preveja experiências voltadas ao desenvolvimento dos diferentes tipos de habilidades humanas: cognitivas e intelectuais, mas também físicas, éticas, afetivas e sociais.

Estender a jornada escolar
» O período letivo diário de cerca de 4 horas é considerado insuficiente por especialistas, até mesmo para a transmissão do conteúdo curricular obrigatório. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases, a jornada ideal deveria ser de 7 horas.

Relacionar atividades do turno e do contraturno
» Para aumentar a eficácia da aprendizagem, é importante que as atividades realizadas no contraturno estejam ligadas com os conteúdos sendo estudados na sala de aula. Não basta preencher o tempo aleatoriamente.

Integrar espaços, saberes e agentes educadores
» Situar os alunos no mundo que o cerca: eis uma das melhores maneiras de tornar o processo de aprendizagem envolvente. Quando relaciona a alfabetização às placas de rua, por exemplo, a aquisição do conhecimento ocorre de maneira mais natural.

Promover a diversidade cultural
» Uma visão que ultrapasse os horizontes mais próximos é chave da formação de cidadãos conscientes e preparados para exercer seu papel na sociedade.

Valorizar a família e a comunidade
» É preciso garantir que haja uma interligação dos aprendizados ocorridos em casa e na sala de aula, em um relacionamento que se expanda também para a comunidade em que elas estão inseridas.

Fazer parcerias com a comunidade
» Estimular a participação de alunos das mais diferentes idades em projetos extracurriculares é uma excelente maneira de criar cidadãos integrados com suas comunidades, ampliando assim os limites de suas atuações.

Expandir a educação para outros setores
» Passear pelo centro da cidade a pé, em uma sociedade em que cada vez mais se anda de carro. Apresentar alunos de escolas rurais a um centro comercial de cidade grande. Os dois exemplos se tratam de oportunidades de aprendizagem além da sala de aula.

Fonte: Blog Novos Alunos, do SEB 
 
 
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