Aprendizado em equipe

O método sociointeracionista se baseia na convivência em grupo para a fixação de conteúdos e o cultivo de valores importantes para a vida adulta.

Apresentado por
Salesiano

postado em 11/01/2018 04:15 / atualizado em 11/01/2018 16:40

Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press
A escola é responsável pelo desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também contribui para o crescimento individual, reforçando os valores importantes e preparando as crianças para a convivência em sociedade e para a vida adulta. Uma das melhores formas de trabalhar esse segundo eixo é por meio de atividades em grupo, que incentivam os alunos a superar desafios, refletir sobre os próprios comportamentos e debater opiniões diferentes.
 
O compartilhamento de conhecimento com os colegas é uma das bases do ensino no Colégio Salesiano Dom Bosco de Brasília e no Colégio Salesiano Domingos Sávio, no Núcleo Bandeirante, conforme explica a coordenadora Ana Cláudia Goldner. O método de ensino utilizado na instituição é o sociointeracionista, em que a aprendizagem ocorre a partir de vivências significativas, em contextos históricos, sociais e culturais. “Nesse cenário, o professor não é mais visto como detentor do conhecimento, ele passa a ser um mediador dessa construção, que incentiva, estimula e aguça a curiosidade”, explica Ana Cláudia.
 
Além disso, tudo é trazido para um contexto mais lúdico. “Ao trabalhar o sistema monetário, vamos até a casa da moeda. Eles aprendem sobre as plantas mexendo na horta e fazem revisão para as provas com brincadeiras dinâmicas”, lista a coordenadora. A partir dessas interações, o objetivo é incentivar o desenvolvimento de habilidade de avaliação de situações complexas, a empatia, a cooperação, o respeito e a tolerância. Compartilhar vivências com os colegas também é uma forma de fixar melhor o conteúdo aprendido e desenvolver novas formas de raciocínio.
 
Juliana Fernandes, 35 anos, e Fernando de Oliveira, 50, estavam em busca de um espaço que mantivesse as filhas interessadas em aprender e que oferecesse uma estrutura de suporte e assistência diferenciada. “Queríamos uma escola que cuidasse do sono e da alimentação saudável e que fosse lúdica, com atividades compatíveis para a idade delas, tanto na parte pedagógica, quanto nos esportes”, relata Juliana.
 
A Clara, 4, faz natação, balé, jiu-jítsu e se destaca bastante nas aulas. “Ela vai para o infantil 2, mas já sabe reconhecer todas as letras, fala inglês, lê e escreve o nome dela completo e virou até auxliar da tia”, conta a mãe. “Ela ajuda as outras crianças, empurra a turminha dela para a frente e não fica desmotivada. A escola usa essa inteligência de forma que ela não fique muito distante da turma.”
 
Valdete Framholz de Melo e Leo Rodrigues, ambos de 42, escolheram a Dom Bosco pelo espaço amplo que a escola oferece, com campo de futebol, pista de atletismo, quadras de vôlei, piscinas, um pátio bem grande e bastante lugares para o filho correr, se divertir e aprender fora da sala de aula. “Quando viemos visitar a escola, gostamos muito da proposta e fomos muito bem atendidos. Já o meu filho, ama esse lugar. Os dias em que eu venho buscar ele mais cedo, ele fica bravo e não quer ir embora”, afirma a mãe. Gabriel, 8, lê um livro por dia, é craque em matemática e reza todos os dias, mas a praia dele é o futebol. O grupo de amigos que pratica o esporte ganhou até o nome de quarteto fantástico. Ele gosta também das aulas com filmes. “A gente sempre aprende alguma coisa sobre ajudar os outros e trabalhar em equipe”, conta o garoto.
 
Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press

Independência


O estudante Matheus Coelho Soares, 8, é filho de atletas e cresceu fazendo atividades físicas. “Meu filho é muito ativo, não é ligado a tablet e videogame, e eu queria uma escola que proporcionasse mais atividades físicas”, conta a mãe, Adriane Coelho, 30. “Minha experiência com a escola foi a melhor possível, ele aprendeu a ler em duas semanas e tinha um problema de língua presa que melhorou muito. Além disso, ele é muito independente, faz o dever sozinho, é calmo, alegre, e ama o colégio”, completa. A relação com a coordenação e os professores também é elogiada, com feedbacks sobre o comportamento do filho em sala de aula.

Estímulos

 
Idealizado pelo psicólogo russo Lev Semenevich Vygotsky no início do século 20, o sociointeracionismo defende que o conhecimento é construído a partir da relação do sujeito com a sua cultura e no convívio social. Vygotsky acreditava ser importante respeitar as bagagens históricas das crianças e estimular a manifestação, a participação e a atividade no contexto social, compartilhando os próprios valores.
 
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