Desafio de ensinar a nova geração

Desenvolver a autonomia do aluno sem deixar de lado a construção do conhecimento formal é a chave para motivar os jovens na escola.

Apresentado por
Sigma

postado em 11/01/2018 03:15 / atualizado em 11/01/2018 16:42

Samuel Oliveira/Divulgação
 
Nascidas no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, as crianças da geração Z têm características únicas e bem diferentes daquelas de outros grupos. Esses traços vêm gerando mudanças na maneira de pensar a educação e o mercado de trabalho. São jovens adeptos do pensamento lógico, solidários e autodidatas. Não valorizam rótulos, compreendem e aceitam as diferenças. Se mostram de forma honesta, com autenticidade e espontaneidade, expondo fragilidades e intimidades de forma transparente e sincera. Para desenvolver esses potenciais, necessitam de diálogo, com o objetivo de compreender verdadeiramente os mais diversos assuntos. São conectados e defendem as causas com as quais se identificam.
 
A coordenadora pedagógica da unidade Asa Sul do Centro Educacional Sigma, Glaucia Brito, percebe em seus alunos uma juventude aberta e crítica. “As pessoas estão mais preocupadas com o outro, enxergando coisas possíveis de serem alcançadas para melhorar a comunidade, o mundo. Os problemas individuais constantemente são deixados de lado em prol do coletivo”, explica.
 
“Antigamente, a minha geração se importava em ser o melhor, sempre, sem se preocupar com o resto. Hoje, os meninos estão mais preocupados com as qualidades das pessoas. Eles querem ser o que for melhor para todo mundo, sem prejudicar ninguém, e isso é muito interessante”, completa a coordenadora. Glaucia acredita que não basta oferecer conteúdo de qualidade nas escolas, é preciso pensar no desenvolvimento do estudante como um todo. “O aluno tem muito a contribuir. É importante saber ouvir as propostas e dar encaminhamento ao que pode ser feito”, diz.
 
Diante desse cenário de grandes mudanças, a escola sentiu a necessidade de aperfeiçoar sua metodologia de ensino, fazendo uma extensa pesquisa de campo — nacional e internacional. “O Sigma se coloca muito no lugar de escola que precisa buscar aprendizado inclusive para ela mesma”, afirma a diretora geral do Sigma, Juliana Diniz.
 
Foram analisados currículos escolares de várias partes do Brasil e do mundo e realizadas visitas a escolas renomadas, com o objetivo de compreender a melhor forma de lidar com essa nova geração. “O que encontramos de mais relevante foi uma concepção de sujeito potente, que se envolve no processo de aprendizagem por meio da experiência”, revela. Em seguida, a instituição estudou a melhor forma de conciliar os conteúdos com o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e da moral ética dos alunos.
 
Hoje, a escola conta com dois trunfos: excelência acadêmica, que significa a construção do conhecimento com qualidade, que garante bons resultados e permite ao aluno ter a base para realizar qualquer empreitada; e a valorização das relações de qualidade, com foco em trabalhar o sujeito em todas as outras dimensões.
 
O coordenador geral do Ensino Médio da escola, Eli Guimarães, explica como esses princípios são aplicados pelos docentes em sala de aula. “É preciso partir de um conhecimento prévio, chamado subsunçor, pois a aprendizagem deve estar ancorada de alguma forma para que seja eficaz”, detalha. Além disso, o aluno deve ser provocado a se questionar sobre o que aprende, desenvolver métodos de estudo, pesquisar e ir além do que é visto em classe. No entanto, o professor alerta: “Estimular os alunos a dar opinião é muito diferente de incentivá-los a fazer considerações sem fundamento”.

Protagonismo


Tornar o aluno protagonista de seu próprio aprendizado, experimentando situações e possibilitando a construção de conhecimento com propósito e sentido é o principal objetivo do Sigma e, para isso, o colégio adota a estratégia de ensinar conteúdos a partir da elaboração de projetos, inclusive os extracurriculares. As ações envolvem o incentivo ao trabalho em grupo para resolver problemas e atuar na execução das soluções propostas.
 
Alguns exemplos são o Sigma Múndi, uma simulação das Nações Unidas em que eles pesquisam sobre política internacional, debatem sobre temas globais, fazem propostas, escrevem textos e defendem países em comitês; e o SigMaker, um laboratório para desenvolvimento de protótipos a partir de situações-problema.
 

Espaço de diálogo


A disciplina de convivência ética faz parte do programa Ética na escola e é ministrada semanalmente em turmas dos anos finais do ensino fundamental —  do 6º ao 9º ano — para estimular os alunos a debaterem  a respeito de assuntos do próprio interesse e relevantes no contexto escolar. A turma se divide em rodas de diálogo, para discutir abertamente as questões e elaborar soluções para os problemas levantados. Entre os temas estão políticas de uniforme, problemas de relacionamento com os colegas, formas de melhorar a qualidade de alguma aula, bullying, formas de avaliação, otimização de processos, sustentabilidade, economia, entre outros. “O objetivo é oferecer um espaço de fala e de escuta para as crianças, com o intuito de formar jovens atuantes, críticos, transformadores do espaço onde vivem e, sobretudo, autônomos. Por meio da resolução de conflitos, os nossos jovens desenvolvem competências socioemocionais e morais, como a capacidade de escuta, de se colocar no lugar do outro, entender outros pontos de vista e respeitar. Dessa forma, se constrói um consciente coletivo muito mais saudável”, explica Juliana Diniz. “Aprende-se a conviver, por meio do autoconhecimento, do conhecimento do grupo, de práticas de levam à reflexão”, completa.
 
Sigma/Divulgação
 
 
Segundo a diretora, as rodas de diálogo estimulam a reflexão. Os alunos descobrem como argumentar e ouvir o outro, facilitando a comunicação entre eles e tornando-a mais efetiva, empática e assertiva. “O planejamento das aulas é organizado de forma a intercalar atividades em sala e rodas de diálogo. O trabalho com o conhecimento é concebido como algo a ser investigado, reinventado ou descoberto pelo aluno, e não transmitido como verdade absoluta”, explica Juliana.
 
A ação da escola ocorre por três vias: pessoal e curricular; formação de gestores e de professores tutores. Os professores da própria escola, a cada duas semanas, participam de encontros de formação com o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), composto por pesquisadores de universidades federais e estaduais, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde aprimoram as habilidades de orientação diante dos temas propostos pelos alunos, para incentivar a atuação em sociedade com senso crítico, criatividade, protagonismo, tolerância, paciência e responsabilidade. 

Mural de ex-alunos

“Eu gosto muito da escola, sinto que eles têm algo que realmente funciona e que ensina de verdade. Claro que não é mágica, depende da dedicação do aluno também. Acredito que é uma das melhores metodologias de Brasília, pois envolve o aluno e, por mais que muitos possam ver como rigorosa e difícil, eu acho importante e eficaz. As aulas são bem explicadas e aprofundam muito o assunto” 
Maria Rebecca Vasconcelos Ferrarini Venturelli, 18 anos
 
“Desde que entrei no ensino médio do Sigma, sentia que ele nos preparava para algo além das provas. Era interessante, principalmente por causa de alguns professores. Eles se preocupavam em debater questões sociais e políticas do dia a dia, ou, às vezes, no caso de professores de exatas, debatiam sobre como aplicar o conteúdo aprendido nas nossas vidas”
 Luigi Minardi Ferreira Maia, 18 anos
 
“Com a vivência, percebi a real essência e humanidade que o Sigma pôde proporcionar. Os incentivos em atividades de socialização e solidariedade sempre estiveram presentes no ambiente estudantil, constantemente enaltecidos por dias especiais, comemorações do dia dos avós, semanas culturais, festas juninas, recreios diferenciados e unificados”
Ana Clara Araujo, 18 anos
 
Estúdio de produção de conteúdo para estratégias de comunicação de marcas 

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