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Correio Braziliense

Caso Daniel: MP denuncia família Brittes e jovem que beijou o jogador

Promotor acusa a jovem que trocou beijos com o jogador Daniel de falso testemunho, fraude processual, denunciação caluniosa e corrupção de menor


postado em 27/11/2018 21:26 / atualizado em 28/11/2018 10:16

Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto em 27 de outubro, em São José dos Pinhais(foto: São Paulo/Divulgação)
Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto em 27 de outubro, em São José dos Pinhais (foto: São Paulo/Divulgação)
O Ministério Público do Paraná denunciou, na tarde desta terça-feira (27/11), setes pessoas supostamente envolvidas na morte do jogador Daniel Corrêa, 24 anos. A novidade no caso é que, além da família Brittes e outras três pessoas que estão presas, a 1ª Promotoria de Justiça de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, denunciou Evellyn Brisola Perusso, a jovem que trocou beijos com o jogador horas antes da morte.

O promotor do caso, João Milton Salles, acusa a jovem de falso testemunho, fraude processual, denunciação caluniosa e corrupção de menor. "Houve uma tentativa de ocultar crimes. Ela tentou incluir o Eduardo (Purkote) na cena do crime, que ele teria participado, o que a investigação não mostrou. A versão se mostrou fantasiosa", explica. 

Segundo Salles, o jovem que chegou a ser preso e foi solto nessa segunda-feira (26/11), não teve participação alguma no crime. 

Após a análise dos testemunhos no inquérito, o promotor decidiu denunciar Cristiana Brittes por homicídio qualificado, diferentemente do que indiciou a Polícia Civil do Paraná. "No início das agressões, ela teria determinado que as agressões continuassem do lado de fora da casa. Ela aderiu ao comportamento das agressões. Eu não trabalho com a hipótese que ela tentou interferir", conta. 

O promotor diz que outra novidade que surgiu durante as investigações é a corrupção de menores. "Havia dentre essas pessoas um adolescente que foi corrompido para alteração no local do crime. Quem participou da limpeza será denunciado por corrupção de menores", relata. 

Salles chegou à conclusão de que o assassino confesso, Edison Brittes, teve ajuda para executar Daniel. "Ele não conseguiria fazer o que fez sozinho. Além disso, a perícia aponta que o carro só tem três portas e todas estavam com marcas de sangue. Os tipos de agressões não são possíveis só por uma pessoa. É outra coisa é que a vítima foi carregada".

Salles acha absurda a acusação de estupro contra o jogador. "O que motivou o crime foi o senso de justiça. Aquelas pessoas que vislumbraram a cena do Daniel na cama de Cristiana. Aquelas pessoas antes de analisarem criaram uma situação", defende.

Segundo o promotor, as mensagens que Daniel mandou demostram que o jogador estava se sentindo em um ambiente de descontração. Momento antes de ser agredido e morto, o meia mandou mensagens a um amigo falando que teve relação com Cristiana Brittes, e inclusive mandou fotos dos dois na cama.
 

Morte completa um mês

 

Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto em 27 de outubro, em São José dos Pinhais, após o jogador participar da festa de aniversário Allana Brittes, em uma boate de Curitiba. A comemoração continuou na casa da família Brittes, onde a confusão começou. 

No local, as investigações apontam que ele foi agredido após ser flagrado na cama com Cristiana Brittes. O assassino alega que Daniel tentou estuprar a mulher. Versão que a polícia e, agora o MP, descarta.

O crime completa um mês nesta terça-feira. Nessa segunda, o promotor pediu que a prisão dos seis acusados fosse transformada em preventiva. Segundo ele, há o risco dos acusados tentarem atrapalhar o andamento do processo, além de intimidar as testemunhas do crime. 
 

Crimes

Família Brittes na boate em Curitiba(foto: Reprodução/Facebook)
Família Brittes na boate em Curitiba (foto: Reprodução/Facebook)

 

* Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
 
* Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;
 
* Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
 
* Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
 
* David Willian da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
 
* Evellyn Brisola Perusso - denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.
 
 
 * Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli

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