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Correio Braziliense

'Estamos trabalhando como se fossem nossos pais e mães', diz porta-voz

Tenente Aihara contou que as equipes que estão trabalhando nos resgates estão passando por atendimento psicológico


postado em 28/01/2019 10:32 / atualizado em 28/01/2019 10:33

'A maior dificuldade é ter de lidar com a angústia dos desaparecidos', explicou o tenente Pedro Aihara(foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press))
'A maior dificuldade é ter de lidar com a angústia dos desaparecidos', explicou o tenente Pedro Aihara (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press))

Responsável pela divulgação das informações sobre o rompimento da barragem em Brumadinho desde o primeiro dia, o tenente Pedro Aihara se emocionou, na manhã desta segunda-feira (28/1), ao falar sobre o trabalho de buscas pelos desaparecido. O militar contou que as equipes que estão trabalhando nos resgates estão passando por atendimento psicológico.
 
Aihara disse que a possibilidade de achar alguém com vida na lama é mínima e que os profissionais estão tendo praticamente de nadar na lama para buscar desaparecidos. 

"A maior dificuldade é ter de lidar com a angústia dos desaparecidos. Podem ter certeza que estamos trabalhando como se essas pessoas fossem nossas mães e nossos pais. São 58 histórias" disse com os olhos marejados, se referindo ao número de mortos  encontrados até o momento. 
 
De acordo com o tenente pela característica da lama, que veda o solo, é muito difícil que alguém que tenha sido arrastado pelos rejeitos da barragem da Vale tenha sobrevivido. Por isso, os bombeiros estão trabalhando nas buscas em áreas limítrofes, para resgatar alguém que possa ter conseguido fugir.
 
Ver galeria . 83 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )
 
 
 

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