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Correio Braziliense

Lama deve chegar a Três Marias em fevereiro e com força reduzida

A previsão é de que a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo retenha os rejeitos


postado em 28/01/2019 18:47 / atualizado em 28/01/2019 19:15

(foto: Mauro Pimentel/AFP )
(foto: Mauro Pimentel/AFP )
 

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgaram hoje (28/1) o primeiro boletim de monitoramento da velocidade de deslocamento da mistura de rejeito e água no Rio Paraopeba após a tragédia na cidade de Brumadinho (MG).

Segundo a pasta, a água turva que saiu de Brumadinho, passou por Juatuba na noite de ontem (27) e a previsão é de que passe por São José da Varginha na terça-feira (29) e entre os dias 5 10 de fevereiro alcance a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo. Lá, o rejeito pode causar má geração de energia e turbidez na água, podendo impactar na captação. 

No entanto, existe a possibilidade da usina de Retiro Baixo reter a onda de água. “Até ontem, a previsão era que chegasse no Baixo nos dias 2 e 6. Hoje subiu para 5 a 10. A onda está reduzindo e a forma como a onda se desloca pode mudar. Mas quanto mais perto, maior a confiabilidade dos dados”, disse uma fonte ao Correio.
 
(foto: CPRM/Reprodução)
(foto: CPRM/Reprodução)
  

De acordo com o monitoramento das pastas, a corrente de lama da barragem perdeu velocidade e está cerca de 1 km por hora. Se chegar à Hidrelétrica de Três Marias, a previsão é de que isso ocorra apenas entre os dias 15 e 20 de fevereiro, tendo um impacto ainda mais reduzido.

A pasta afirmou que diariamente serão divulgados dois boletins de monitoramento com a previsão de chegada do início da água turva nos pontos de interesse, um a partir das 11h e o outro a partir das 17h. As previsões mostram o caminho que a água turva está percorrendo no rio Paraopeba. 

A CPRM opera 14 sistemas de alerta hidrológicos, onde realiza previsões de inundações, assim como elaborou previsões no evento do rompimento da barragem de Mariana (MG). Na calha do rio possuem estações da Rede Hidrometeorológica Nacional operadas pela CPRM em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). Também atuam em parceria neste trabalho de monitoramento: A ANA, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA).


Tragédia



Desde o último dia 25, ao menos 60 pessoas morreram por conta do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. O número ainda pode aumentar, uma vez que ainda existem quase 300 pessoas desaparecidas. 

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