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Correio Braziliense

Após três anos, o caso barragem de Mariana segue sem solução

Nesta sexta-feira (25/1), a Barragem do Feijão, em Brumadinho, também se rompeu. Em Mariana, 21 pessoas são acusadas de homicídio e uma por crime ambiental


postado em 25/01/2019 15:37 / atualizado em 25/01/2019 16:24

Foto da barragem de Mariana, em Minas Gerais, após rompimento (foto: Jose Cruz/ABr - 04/11 )
Foto da barragem de Mariana, em Minas Gerais, após rompimento (foto: Jose Cruz/ABr - 04/11 )
 

Pouco mais de três anos depois do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, a tragédia continua sem respostas. Nesta sexta-feira (25/1), o Brasil passa por outra situação parecida: uma barragem de rejeitos da Vale, na cidade de Brumadinho, cidade mineira que fica a 120 km de Mariana,rompeu-se no início da tarde, causando destruição na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o Corpo de Bombeiros, há a possibilidade de haver vítimas já que a lama atingiu, além da parte técnica da mineradora, uma comunidade próxima. Mas, o número ainda não foi divulgado pelas autoridades.  

 

Em 2015, o número de atingidos chegou a 500 mil entre Minas Gerais e Espírito Santo — caracterizando-se como o maior desastre ambiental da história do país. Ao todo, 19 pessoas morreram após serem atingidas por 40 milhões metros cúbicos de lama e rejeitos de minério de ferro. Esses rejeitos atingiram afluentes e o Rio Doce, além de alcançar comunidades e moradores, que perderam tudo, inclusive casas. 


Ver galeria . 12 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )

 

Mesmo após três anos, a cidade de Mariana e o distrito de Bento Rodrigues, destruído pela tragédia, ainda sofrem com as consequências do desastre. Na Justiça, 21 pessoas são acusadas  de homicídio e uma por crime ambiental. A Samarco, a BHP e a Vale também figuram na ação. Nenhum dos réus foi julgado até o momento. 

 

A Fundação Renova, criada a partir de um acordo entre a Samarco, a União e os estados prejudicados, afirma que foram pagos cerca de R$ 1,1 bilhão em indenizações e auxílios financeiros. Mas, muitas famílias atingidas pelo desastre também não receberam indenização. A expectativa é de que eles sejam pagos em 2020. 

 

A Renova paga auxílio no valor de um salário mínimo, mais 20% por dependente, e o custo de uma cesta básica. Em uma família de quatro pessoas, por exemplo, o auxílio seria em média de R$ 1.717,20, mais o valor da cesta básica.

 

Em Bento Rodrigues, apesar das obras para a recuperação da região, a previsão é de que o novo distrito esteja pronto apenas no fim do ano que vem — cinco anos após a tragédia.

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