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Correio Braziliense

Lama em Brumadinho já percorreu 205 Km e ocupa área de 3,5 Km²

Fundação Joaquim Nabuco está monitorando, via satélite, o avanço dos rejeitos, após o rompimento de uma barragem na cidade mineira


postado em 28/01/2019 21:39 / atualizado em 28/01/2019 21:46

(foto: Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Mauro Pimentel/AFP)
 
A Fundação Joaquim Nabuco anunciou que está monitorando o avanço da lama em Brumadinho, após uma barragem de rejeitos romper na cidade mineira, na última sexta-feira (25/1). De acordo com a Fundaj, até domingo (27/1), os rejeitos haviam percorrido 205 Km e ocupado uma área de 3,5 Km².

O monitoramento é feito por meio do satélite francês Sentinel 2, que vinha sendo usado para pesquisas na Caatinga, em uma parceria da fundação com o Centro d'Etudes Spaciales de la Biosphère, da Universidade de Toulouse, na França. Por conta do convênio, as imagens, de alta qualidade técnica, são gratuitas.

Os registros são feitos a cada cinco dias. O principal objetivo do monitoramento é acompanhar o deslocamento da lama rumo à bacia hidrográfica do Rio São Francisco, que abastece 550 municípios do país, correspondendo, segundo o IBGE, a 7,5% do território nacional, onde habitam 9,6% da população brasileira.
 
(foto: Divulgação/Fundação Joaquim Nabuco)
(foto: Divulgação/Fundação Joaquim Nabuco)

Velocidade

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) também divulgaram nesta segunda o primeiro boletim de monitoramento da velocidade de deslocamento da mistura de rejeito e água no Rio Paraopeba após a tragédia em Brumadinho.
 
Ver galeria . 37 Fotos Douglas Magno/AFP
(foto: Douglas Magno/AFP )
 

Segundo a agência, a água turva que saiu de Brumadinho, passou por Juatuba na noite de domingo e a previsão é de que passe por São José da Varginha na terça-feira (29/1) e entre os dias 5 10 de fevereiro alcance a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo. Lá, o rejeito pode causar má geração de energia e turbidez na água, podendo impactar na captação. 

Contudo, de acordo com o monitoramento das autarquias, a corrente de lama da barragem perdeu velocidade e está cerca de 1 km por hora. Se chegar à Hidrelétrica de Três Marias, a previsão é de que isso ocorra apenas entre os dias 15 e 20 de fevereiro, tendo um impacto ainda mais reduzido.

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