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Correio Braziliense

Brasileiros mortos no Chile viajaram para celebrar aniversário de 15 anos

O aniversário de uma das vítimas foi o motivo da viagem que acabou em tragédia na última quarta-feira, em Santiago


postado em 23/05/2019 16:13 / atualizado em 23/05/2019 16:20

Caroline (direita) ao lado dos pais e do irmão: viagem para comemorar aniversário de 15 anos(foto: Arquivo pessoal)
Caroline (direita) ao lado dos pais e do irmão: viagem para comemorar aniversário de 15 anos (foto: Arquivo pessoal)
Cada novo detalhe revelado torna ainda mais triste a história dos seis turistas brasileiros — quatro adultos e dois adolescentes — que morreram na quarta-feira (22/5) em um apartamento em Santiago, no Chile.

Além do fato de os irmãos Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos, e Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, terem sido informados de que haviam perdido a mãe, vítima de câncer, enquanto estavam no exterior, a viagem que acabou em tragédia tinha como motivo a celebração do aniversário de 15 anos da filha de Débora, Caroline. Essa segunda informação foi repassada nesta quinta-feira (23/5) pela Polícia Civil de Santa Catarina.

Além dos dois irmãos e da adolescente, morreram Fabiano de Souza, 41 anos, marido de Débora e pai de Caroline; o outro filho do casal, Felipe, 13 anos; e Adriane Krueger, mulher de Jonathas. Fabiano, Débora e os filhos moravam em Biguaçu (SC), enquanto o outro casal morava em Hortolândia (SP). As primeiras informações apontam que a causa da morte foi inalação de gás.

A Prefeitura de Biguaçu decretou luto oficial por três dias devido à comoção pública vivida em toda cidade após o ocorrido. "A Prefeitura de Biguaçu está em contato com autoridades estaduais e federais para tratar de questões como o traslado dos corpos e local para realização do velório coletivo", afirmou a administração municipal em nota.
 

Entenda o caso

Os familiares haviam alugado um apartamento, por meio de uma plataforma na internet, no centro de Santiago. Eles estavam havia uma semana na cidade. O grupo passou mal e, nessa quarta-feira, um deles chegou a falar por telefone com um parente, dizendo frases desconexas.
 
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esse familiar acionou o consulado brasileiro. O cônsul foi até o local, mas ninguém abriu a porta. Enquanto isso, os celulares das vítimas tocavam no interior do apartamento sem resposta. Após arrombar o imóvel, a polícia chilena encontrou os seis brasileiros mortos.
 
"Havia seis pessoas mortas, quatro adultos e dois menores. Possivelmente, a morte foi causada por emanação de gás", disse o comandante Rodrigo Soto. Quando a polícia chegou ao apartamento, notou que todas as janelas estavam fechadas, o que pode ter provocado a grande concentração de gás.
 
O caso aconteceu em um edifício localizado na Rua Santo Domingo, a doze quadras do Palácio de la Moneda, sede do governo chileno e ponto turístico na cidade. Agentes do Corpo de Bombeiros fizeram a evacuação imediata do prédio - ruas adjacentes também foram interditadas. Depois, realizaram medições do ar no apartamento e descobriram altas concentrações de monóxido de carbono, gás que não emite odor, mas cuja inalação provoca a morte.
 
O segundo comandante do Corpo de Bombeiros de Santiago, Diego Velásquez, disse que a equipe trabalha para esclarecer o que causou a morte dos turistas. Segundo ele, não está descartada a hipótese de que as mortes estejam relacionadas com o tipo de calefação usada nos apartamentos. Na noite desta quarta, bombeiros buscavam possíveis escapamentos de gás no local.
 
Com informações da Agência Estado



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