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Correio Braziliense

Nova política de vistos criará mais empregos, diz presidente da Embratur

Entrevistado do programa CB.Poder desta terça-feira (12/11), o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto aposta na abertura à visita de estrangeiros para aquecer o setor turístico


postado em 12/11/2019 17:42 / atualizado em 12/11/2019 17:42

O presidente destacou que existia ausência na política de turismo no país, mas que isso estaria sendo resolvido com a entrada do novo governo(foto: Reprodução/Youtube)
O presidente destacou que existia ausência na política de turismo no país, mas que isso estaria sendo resolvido com a entrada do novo governo (foto: Reprodução/Youtube)
Em entrevista concedida ao programa CB. Poder, parceria do Correio com a TV Brasília, na tarde desta terça-feira (12/11), o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, afirmou que o país tem muito a crescer no setor de turismo com as novas políticas de vistos para atrair estrangeiros ao Brasil. “Nós temos 7,5% dos empregos do país, só no turismo, em torno de 6,9 milhões. Nos países abertos à atividade, o emprego no turismo é 10 a 11%.” O presidente afirmou que a falta de turistas estrangeiros no país, em comparação com os outros países, provoca o desemprego entre muitos trabalhadores do ramo. 

De acordo com Machado Neto, o Brasil recebe todo ano seis milhões de turistas estrangeiros. Ele mencionou Portugal, que recebe 25 milhões tendo apenas uma população de cerca de dez milhões de pessoas. “Portugal é do tamanho de Pernambuco, nós recebemos menos turistas do que o elevador da torre Eiffel.” Sobre os motivos desse desfalque no número de turistas se interessando para vir para o Brasil, o presidente destacou que existe a falta de uma política de turismo no país, mas que isso estaria sendo resolvido com a entrada no novo governo. 

“Estamos vivendo um novo momento em que o Brasil teve uma quebra de barreira ideológicas.  Temos um presidente que tem a verdadeira noção do protagonismo que o turismo tem na recuperação econômica do país”, declarou. Para ele, o país tem um grande potencial no setor pelos recursos naturais que possui. “Durante todo esse tempo o Brasil foi divulgado erroneamente, era a caipirinha, a tanga e a experiência em favela. Nós estamos mirando nosso foco na divulgação do turismo brasileiro na natureza, gastronomia, cultura e com ênfase no que nós temos de melhor.” 

"Eu estive agora com o presidente Bolsonaro na China, jantei com o presidente do país e num gesto ousado e patriótico, nós liberamos o visto para os cidadãos chineses. Só dez por cento deles têm passaporte, então o primeiro filtro já é o esse documento. O chinês, hoje, é o turista que consegue gastar mais que o americano, eles vêm atrás do turismo ecológico na maioria das vezes", disse Gilson Machado. Segundo ele, o turismo é o "petróleo do futuro" e se trata de um dos poucos setores no qual a geração de emprego e renda não irá diminuir com a tecnologia. "Pelo contrário, vai aumentar."


Em relação ao derramamento de óleo na costa brasileira, Machado Neto disse que, recentemente, visitou as praias que foram atingidas, mergulhou e comeu frutos do mar que vieram dos locais afetados. Segundo ele, porém, o derramamento de óleo “não foi algo do tamanho que foi alardeado pela imprensa.” Ele afirmou que mesmo em partes do litoral que não foram atingidas pelo óleo derramado, muitas pessoas ficaram com medo de ir até as praias e comer os frutos do mar, gerando uma queda de cerca de 30% na atividade do setor. Para o presidente da Embratur, “a notícia ruim corre muito mais rápido do que a boa.”

Machado também comentou sobre as queimadas na Amazônia. Em relação ao questionamento se os incêndios interferem de alguma forma na visão dos turistas estrangeiros sobre o Brasil, o presidente da Embratur declarou que houve “posts infelizes, repostadas por celebridades e líderes dos países” nas redes sociais. “Eu vim do Tocantins e eu estou acostumado, desde os cinco anos, a ver o cerrado pegar fogo instantaneamente. Quem é o maior fiscal da natureza hoje é o turista. Se ele chegar na cidade e não encontrar a natureza preservada, não mergulhar e o peixe não estiver vivo, ele vai reclamar. Nós temos sim que reivindicar, mas nós somos o país mais preservado do mundo. Vamos mostrar isso para o mundo”, disse Machado Neto.
 
*Estagiário com supervisão de Carlos Alexandre de Souza. 

Confira a entrevista na íntegra



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