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Correio Braziliense

Confira a entrevista com Guilherme Dalla Déa, técnico do Brasil

Guilherme Dalla Déa foi do vexame no Sul-Americano ao sucesso na conquista do Mundial Sub-17


postado em 17/11/2019 22:57

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Ele passou o maior vexame no Sul-Americano Sub-17. Sob a batuta dele, o Brasil foi eliminado na fase de grupos. Nem sequer avançou ao hexagonal final que apontou quatro classificados para o Mundial. Como o Peru não cumpriu o caderno de encargos da Fifa, perdeu o direito de receber a competição e, consequentemente, a vaga para disputar o evento. O Brasil herdou a organização da competição e o técnico Guilherme Dalla Déa deu a volta por cima com sete vitórias em sete jogos na conquista do tetracampeonato. A seguir, os principais pontos da entrevista coletiva do treinador responsável pela quarta estrela, driblando inclusive as ausências das duas referências do país na categoria: Reinier e Talles Magno.

Sabemos que não é fácil assumir uma seleção dentro da sua casa. O Branco teve total liberdade para conversar com os atletas e isso foi fundamental.

FAMÍLIA
Esposa do Dalla Dea chorou com a conquista do tetra. "Primeiro de tudo tenho de agradecer a minha família. Minha esposa, estamos ha 25 anos juntos, ela me acompanhou nos momentos difíceis e nos bons. Ela sabe o quanto eu faço o meu trabalho com paixão. Dedico à minha família. Sei o quanto eles sofreram, principalmente nesses dois últimos jogos. Todo grande Minha mulher é essa pessoa.

TORCIDA
Em reação à torcida, quando o professor Tite assumiu a Seleção ele viveu esse momento mágico. Mas ele está começando a encaixar um modelo de jogo e isso demora. Eu tenho certeza que o torcedor vai acolher a Seleção principal é só questão de paciência. Eu torço muito por ele, porque o Tite me ajudou muito na minha carreira.

SUL-AMERICANO
Foi um período difícil, é um momento que se isola e que quer saber o porque. Estive em todas as rodadas do Campeonato Paulista e dos campeonatos. QUando eu voltei, eu sabia exatamente quem eram os atletas, onde estavam. Sabíamos que alguns jogadores que não foram ao Sul-Americano já estava no nosso radar. Mas não excluindo a campanha do Sul-Americano. A prova foi que nossos jogadores souberam dar a volta por cima. O Sul-Americano pela primeira vez colocou todas as principais equipes, não é desculpa, mas verdade. Tivemos um baque emocional, mas demos a volta por cima.

DESENVOLVIMENTO DA BASE
A CBF já atua nos campeonatos, fazendo campeonatos sub-17, Copa do Brasil Sub-17, fora os estaduais feitos pelas federações. Isso gera competitividade nos atletas e, com certeza, melhora a qualidade técnica e, principalmente mental. Tenho certeza que para o ano que vem vamos melhorar ainda mais os campeonatos em função desse título. Futuramente vamos ver jogadores talentosos como vimos nessa Copa do Mundo.

E AGORA, QUAL O FUTURO DESSES GAROTOS?
A mudança de patamar desses atletas eu levo para o lado de resgatar a confiança desses atletas. Lógico que quando tem um título tão importante na carreira de todos eles, muda de patamar. Mas é manter a cabeça ao retornar para os seus clubes, para poder voltar futuramente à Seleção. Espero que eles não mudem, que continuem da mesma forma, que encantou Brasília, encantou o mundo da forma como jogaram. Sabíamos que seria difícil no primeiro momento o controle emocional, são atletas inesperientes, que ganharam experiência, mas conversamos com eles desde o início que precisaríamos manter o foco. Já tínhamos feito um jogo muito difícil contra a França, que tinhamos conseguido a virada, então era manter o foco.

SOBRE VERON
O Veron é um jogador de força, velocidade e ousadia. Percebi que nos u;timos dois jogos ele cansou um pouco, em função do que ele se dedicou, até para voltar para marcar. Olhei para ele hoje no meio do jogo e falei com ele "paciência, e confia"

CARREIRA
O momento agora é de respirar, que foram 52 dias intensos. Nesse momento, quero descansar, mas penso sim na base, tenho ainda muito o que aprender, tenho de aprender muito para, quem sabe, um dia assumir um time profissional. Esse momento é curtir esse Mundial, esse momento, para depois olhar melhor para minha carreira.

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