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Correio Braziliense

Caso Daniel: Juíza nega liberdade de Edison Brittes, assassino confesso

No pedido apresentado no início da semana, a defesa pedia que Edison usasse tornozeleira eletrônica em troca da liberdade


postado em 06/12/2019 17:20

Cristiana Brittes, Edison Brittes, Daniel Correa e Allana Brittes(foto: Reprodução)
Cristiana Brittes, Edison Brittes, Daniel Correa e Allana Brittes (foto: Reprodução)
A juíza Luciani Regina Martins de Paula do Tribunal de Justiça do Paraná negou, nesta sexta-feira (6/12), o pedido da defesa de Edison Brittes para soltar o empresário assassino confesso do jogador de futebol Daniel Corrêa

Mais de um ano depois do assassinato brutal do meia,  todos os outros réus do caso estão em liberdade. No pedido apresentado no início da semana, a defesa pedia que Edison usasse tornozeleira eletrônica em troca da liberdade. 

Além de Juninho Riqueza, mais cinco pessoas são réus no caso Daniel. Entre eles, a esposa e filha do Edison, Cristiana e Allana, respectivamente. Tirando Evellyn Brisola Perusso, todos os acusados de envolvimento chegaram a ser presos, mas atualmente só o assassino confesso está nessa condição. 

Em nota, o advogado do acusado,  Cláudio Dalledone Júnior, diz que a defesa respeita a decisão da magistrada. Mas informou que "oportunamente irá recorrer ao Tribunal de Justiça, uma vez que Edison Brittes detém todas as condições de ter sua prisão preventiva convertida em medidas cautelares. 

Relembre o caso Daniel

O jogador Daniel Corrêa Freitas foi encontrado morto e degolado em 27 de outubro, em São José dos Pinhais (PR), após participar da festa de aniversário de Allana Brittes, em uma boate de Curitiba. A comemoração continuou na casa da família Brittes.

As investigações apontaram que ele foi agredido na casa após ser flagrado na cama com Cristiana Brittes. O assassino alega que Daniel tentou estuprar a mulher, versão que a polícia e o Ministério Público descartam.

Edison Brittes, Cristiana Brittes e Allana foram presos quatro dias após o crime. Logo depois, às investigações levaram à prisão de mais três pessoas que estavam na casa e teriam participado da execução do jogador.

Inicialmente, a Polícia Civil denunciou seis pessoas: a família Brittes e três dos presentes na casa. O Ministério Público do Paraná, porém, decidiu denunciar também Evellyn Brisola Perusso, a jovem que trocou beijos com o jogador horas antes da morte (veja abaixo os crimes pelos quais cada um é acusado).

As denúncias

Edison Brittes Júnior — homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes — homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brittes — coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;

Eduardo da Silva — homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King — homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva — homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola Perusso — denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho;

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