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Correio Braziliense

Número de pessoas com sintomas da síndrome nefroneural salta para 17 em MG

Houve um aumento de sete casos suspeitos em comparação boletim anterior da Secretaria de Estado de Saúde, que foi divulgado na última sexta-feira (10)


postado em 14/01/2020 09:22

Polícia encontrou duas substâncias tóxicas nos maquinários da Backer: o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol, que podem ter ocasionado a intoxicação exógena (foto: Leandro Couri/EM)
Polícia encontrou duas substâncias tóxicas nos maquinários da Backer: o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol, que podem ter ocasionado a intoxicação exógena (foto: Leandro Couri/EM)
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que o número de casos suspeitos de intoxicação exógena, que causa a síndrome nefroneural, saltou de 10 para 17. São 16 homens e uma mulher entre os listados.

Os casos são notificados pelos hospitais mineiros ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Entre os sete novos casos suspeitos deve estar um homem que deu entrada no Hospital Madre Teresa, na Região Oeste de BH, na noite de domingo (12).

A intoxicação exógena deve ter sido causada pelo consumo da substância química dietilenoglicol, encontrado no sangue de quatro dos 17 pacientes. O composto orgânico foi encontrado em três lotes da cerveja Belorizontina, fabricada pela Backer em BH.

Pacientes começaram a apresentar os sintomas da doença misteriosa na segunda quinzena de novembro. No início, problemas gastrointestinais (náusea e/ou vomito e/ou dor abdominal).

Depois, os pacientes sofrem insuficiência renal aguda de evolução rápida (em até 72 horas) somada a alterações neurológicas, como paralisia facial e descendente, borramento visual, amaurose (perda da visão parcial ou totalmente) e alteração de sensório.  
 
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou nesta segunda-feira (13) que um terceiro lote da cervejaBelorizontina, produzida pela Backer, também está contaminado por substâncias tóxicas. Além da presença do dietilenoglicol - já detectado nos lotes L1 1348 e L2 1348 -, este terceiro lote, L2 1354, também teria sido contaminado por monoetilenoglicol.

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