Cidades

Bebê sequestrado chega ao Hran; ele foi resgatado no Guará

O recém-nascido foi sequestrado na tarde dessa terça-feira (6/6). Ele estava internado no segundo andar do hospital

Otávio Augusto
postado em 07/06/2017 11:23 / atualizado em 15/09/2020 14:17
O recém-nascido foi sequestrado na tarde dessa terça-feira (6/6). Ele estava internado no segundo andar do hospital
O recém-nascido sequestrado por uma mulher na terça-feira (6/6) chegou por volta das 11h desta quarta (7) ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e já está sob os cuidados da família. O menino, de apenas 13 dias, foi levado para o segundo andar do prédio, que permanece isolado. Os policiais encontraram a criança e prenderam a suspeita do crime também nesta quarta, no Guará.
 
 
Segundo o diretor geral do Hran, José Adorno, o estado de saúde do bebê é considerado bom. No entanto, ele perdeu 470 gramas desde que foi sequestrado. No momento, ele passa por exames, mas não corre perigo. Jhony dos Santos Junior já foi amamentado pela mãe e transferido para outra área do hospital. Ainda não há previsão para alta médica.
 
Após as investigações, o sistema de segurança será revisado pela Secretaria de Saúde. Adorno informou que as investigações seguiram de forma rápida, porque a sequestradora teria se registrado na portaria do hospital. A polícia também investiga se outra pessoa foi conivente com o crime.
 
A avó do bebê, de 40 anos, estava no hospital para receber o neto. "Era um pedaço de mim perdido, roubado. Estava desesperada", relatou ao Correio. Assista ao depoimento da avó, em frente ao Hran (no vídeo, ela segura uma outra neta):
 
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A suspeita de levar a criança de dentro do hospital foi encaminhada à Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS). Ela chegou em um carro descaracterizado, escoltado por outro veículo. Ao entrar na unidade policial, cobriu o rosto com um pano branco.

Entenda o caso

A criança foi sequestrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), na terça-feira, um dia antes de o bebê ter alta. A jovem havia dado à luz em um posto de saúde na Estrutural, em 25 de maio, e depois levada, com o filho, para o hospital na Asa Norte.
 
[SAIBAMAIS]As primeiras informações sobre o rapto surgiram na hora do almoço, quando a equipe de enfermagem percebeu que a criança não estava mais lá. As buscas começaram com vigilantes e policiais militares. Todos que entravam ou saíam da unidade passavam por revista. O clima foi de completa confusão. A suspeita logo recaiu sobre uma mulher loira, vista carregando duas bolsas, uma azul e uma cinza, que acabou presa nesta quarta-feira.
 
A história fez Brasília se recordar do cado de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, levado da maternidade de um hospital particular em 1986 e só encontrado quando era adolescente.

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