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Correio Braziliense

Mais um integrante da Máfia das Funerárias está preso

Marcelo de Oliveira estava desaparecido desde 26 de outubro, quando operação foi deflagrada. Ele se apresentou hoje. Dois integrantes da máfia continuam foragidos


postado em 01/11/2017 17:00 / atualizado em 01/11/2017 17:20

Envolvido na Máfia das Funerárias se apresentou à Polícia Civil nesta quarta-feira(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Envolvido na Máfia das Funerárias se apresentou à Polícia Civil nesta quarta-feira (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Mais um acusado de participar da Máfia das Funerárias está preso. Marcelo de Oliveira Silva se apresentou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (1/11). Ele estava desaparecido há sete dias, quando a Corregedoria da PCDF deflagrou a Operação Caronte. A Polícia Civil ainda procura por dois acusados. 


Marcelo trabalhou nas Funerárias Universal e Pioneira, em Taguatinga. O envolvido era funcionário de Reandreson Miranda dos Santos, dono das empresas e um dos foragidos. Além de Reandreson, a esposa, Míriam Sampaio dos Santos, também está foragida.

Segundo os policiais, Marcelo ficará detido por cinco dias — prazo da prisão temporária. Em depoimento, ele se comprometeu A auxiliar nas investigações. “Nós estávamos aguardando que ele se entregasse. Marcelo nos passou informações relevantes”, disse o diretor da Divisão de Assuntos Internos da Corregedoria Geral da Polícia Civil, delegado Marcelo Zago. 

Investigação

 
A Operação Caronte foi desarticulada após denúncias enviadas para a Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal. O grupo criminoso forjava atestados médicos no DF.  O médico Agamenon Martins Borges é apontado pela Polícia Civil como o "cabeça" da máfia. Os envolvidos faziam cobranças de até R$ 6 mil de familiares de vítimas de morte aparentemente natural. O valor é superfaturado para serviços funerários. 

Para conquistar as vítimas, os acusados diziam ser servidores do Instituto Médico Legal (IML). Eles alegavam que uma equipe iria prestar assistência funerária. Além disso, a quadrilha usava o sistema de rádio do IML e, dessa forma, conseguiam chegar a regiões onde pessoas faleceram de causas naturais. Os envolvidos vão responder por captação ilegal de comunicações policiais, usurpação de função pública, estelionato, falsidade de atestado médico, crime contra as relações de consumo, organização criminosa, além de corrupções ativa e passiva. 

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