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Correio Braziliense

Protesto em São Sebastião lembra assassinato de mulher

O ato será em homenagem a Clésia Andrade, 28 anos, vítima de um possível caso de feminicídio. A passeata está marcada para às 8h30 deste sábado (20/1)


postado em 19/01/2018 19:15 / atualizado em 19/01/2018 19:58

O crime chocou registrado no último dia 9 causou comoção na população de São Sebastião(foto: Luís Nova/ Esp.CB/ D.A Press)
O crime chocou registrado no último dia 9 causou comoção na população de São Sebastião (foto: Luís Nova/ Esp.CB/ D.A Press)
Moradores de São Sebastião organizam um protesto para este sábado (20/1), em homenagem à Clésia Andrade, de 28 anos, encontrada morta ao lado do namorado, Bruno Viana, 38, no último dia 9. A concentração começa às 8h30, em frente a casa da vítima, no conjunto O da quadra 11 do Morro Azul. Já às 9h, a segunda parada acontece, em frente ao Instituto Federal de Brasília (IFB), localizado na área especial 2 quadra 2, bairro São Bartolomeu. O destino final é o centro da cidade.

A irmã da vítima Elisângela Andrade, é uma das organizadoras do evento. "O nosso propósito é alertar a sociedade para que não aconteça mais violência desse tipo", disse. 

A ideia surgiu de amigos da Clésia, do IFB, local onde a jovem cursva licenciatura em dança. "A passeata foi uma ideia do IFB, que pediu a autorização da família. Nós topamos na hora, por ela e por todas as mulheres que são vítimas de violência", afirmou Elisângela.

Relembre o caso


Clésia Andrade, 28 anos, namorava havia 2 anos um cabo da PM, principal suspeito de matá-la e, depois, se suicidar(foto: Arquivo Pessoal)
Clésia Andrade, 28 anos, namorava havia 2 anos um cabo da PM, principal suspeito de matá-la e, depois, se suicidar (foto: Arquivo Pessoal)
Clésia Andrade foi vítima de um possível caso de feminicídio. O namorado, o cabo Bruno Viana, teria a matado com uma arma de fogo e tirado a própria vida em seguida. Eles foram encontrados na residência onde a jovem morava com a família.

No momento do crime, a irmã mais nova e quatro crianças estavam no estabelecimento comercial, na entrada da casa. O filho dela, de 8 anos, também estava na casa. Ninguém presenciou as mortes.

"Eu e minha mãe estávamos em São Paulo, na divisa com o Paraná, quando recebemos a notícia. Foi muito doloroso, não apenas para nós, mas para todos os vizinhos e amigos. O crime chocou a comunidade local", disse a irmã da vítima.

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