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Correio Braziliense

Céu nublado impede brasilienses de apreciar a 'Superlua Azul de Sangue'

Nebulosidade na capital do país dificultou a visibilidade do fenômeno da Superlua. Eclipse lunar total, também conhecido como 'Lua de Sangue', ocorreu por volta de meio-dia e não pôde ser visto no Brasil


postado em 31/01/2018 22:31 / atualizado em 01/02/2018 21:28

Em agosto de 2014, a visualização da Superlua foi favorecida pelas condições climáticas. Já na noite de hoje, o céu encoberto impossibilitou a observação do satélite(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 10/8/2014)
Em agosto de 2014, a visualização da Superlua foi favorecida pelas condições climáticas. Já na noite de hoje, o céu encoberto impossibilitou a observação do satélite (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 10/8/2014)


Para a decepção dos brasilienses, a "Superlua Azul de Sangue", esperada para a noite desta quarta-feira (31/1), não pôde ser vista na capital federal devido às condições climáticas no DF. O evento foi aguardado por se tratar de uma combinação da Superlua - quando o satélite está mais próximo da Terra e aparenta estar maior e mais brilhante (em um ponto chamado de "perigeu"), com a Lua Azul - quando duas luas cheias coincidem em um mesmo mês - e com o eclipse lunar total - também chamado de "Lua de Sangue" ou "Lua Vermelha".


O Distrito Federal foi uma das unidades federativas onde não foi possível presenciar a combinação. O clima chuvoso e a nebulosidade comprometeram a visibilidade do céu na noite de hoje. Mais cedo, o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Mamedes Luiz Melo afirmou ao Correio que a observação da lua seria mais favorável nas regiões Nordeste e Sul, além de estados como Roraima e São Paulo.

Dois fenômenos

Segundo o presidente do Clube de Astronomia de Brasília (Casb), Augusto Ornellas, o evento desta noite não envolveu três fenômenos, mas sim dois. "O que é popularmente conhecido como 'Lua Azul' não é um fenômeno. É uma coincidência de calendário. E, ao contrário do que o nome diz, a lua não fica azul. São apenas duas luas cheias no mesmo mês. E isso pode acontecer algumas vezes porque o ciclo da lua é menor do que a duração de alguns meses", explica.

Augusto acrescenta que, de todo modo, seria impossível observar o eclipse em todo o país, porque ele aconteceu por volta de meio-dia. "O eclipse da lua depende muito do horário, porque a sombra da Terra passa na frente do satélite e isso dura pouco tempo, geralmente uma hora, e, hoje, (o fenômeno) ocorreu por volta de meio-dia", diz Ornellas.

Em relação à Superlua, o presidente do Casb ressaltou que o fenômeno é praticamente imperceptível a olho nu, mas os efeitos dele costumam ser observados por meio das marés. "Visualmente, as pessoas não conseguem notar a diferença entre uma lua normal e uma Superlua. Ela fica um pouco maior e mais brilhante, mas isso não é muito perceptível. O efeito que as pessoas podem sentir é de as marés cheias ficarem mais cheias e as vazias ficarem mais vazias", observa. 
 
Ver galeria . 6 Fotos A superlua sobe entre dois prédios de escritórios em Banguecoque em 31 de janeiro de 2018. A população esperavam um eclipse lunar raro que combina três eventos incomuns - uma lua azul, uma super lua e um eclipse total LILLIAN SUWANRUMPHA/ AFP
A superlua sobe entre dois prédios de escritórios em Banguecoque em 31 de janeiro de 2018. A população esperavam um eclipse lunar raro que combina três eventos incomuns - uma lua azul, uma super lua e um eclipse total (foto: LILLIAN SUWANRUMPHA/ AFP )
 

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