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Correio Braziliense

GDF mantém entendimento de que viaduto no Eixão deve ser recuperado

Mesmo com o laudo da UnB indicando a necessidade de demolição do viaduto, Executivo local se baseia em relatório do Crea-DF e mantém posição de que é possível uma recuperação


postado em 08/03/2018 15:40 / atualizado em 08/03/2018 16:39

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 
Um dia após a Universidade de Brasília (UnB) recomendar a total destruição do viaduto sobre a Galeria dos Estados, no Eixão Sul, que desabou há pouco mais de um mês, o Governo do Distrito Federal convocou coletiva, realizada na manhã desta quinta-feira (8/3), para apresentar dados que reforçam a posição defendida na semana passada, de que parte da estrutura pode ser reaproveitada.

O professor de engenharia da Universidade de São Paulo (USP) Pedro Almeida apresentou os resultados do relatório que fez durante 11 dias, após ser convidado pelo Conselho Regional de Arquitetura e Agronomia (Crea-DF) para analisar a estrutura do viaduto. Segundo ele, a construção “tem boa qualidade material”.

“Podemos recuperar as asas de sete pilares que sustentam o tabuleiro (parte em que os carros transitam), mantendo e devolvendo a estrutura em boas condições de uso para o cidadão brasiliense”, disse. Para o professor, as técnicas utilizadas durante a construção do viaduto dificultaram o processo de manutenção e inspeção visual.

“Desde a sua construção, a região ficou oculta de uma inspeção visual direta. Não era possível identificar os danos, porque as asas dos pilares estavam obstruídas pela presença de uma laje maciça, que tinha 50cm”, comentou. Durante as inspeções feitas após o desabamento, ele explicou que, ao abrir a laje, pôde constatar que a estrutura ainda tinha “características mecânicas adequadas para permanecer em uso”.


Além do professor, estavam presentes na coletiva a presidente do Crea, Fátima Có, o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Márcio Buzar, o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, o Secretário de Infraestrutura, Antônio Coimbra, e o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Júlio Menegotto. Os órgãos fazem parte do grupo de trabalho criado para avaliar a estrutura, que ainda conta com a participação de especialistas da UnB. Na reunião de hoje, no entanto, nenhum representante da instituição compareceu.

A equipe ainda não viu o relatório divulgado ontem pela instituição de ensino. De qualquer forma, vai analisar os resultados da UnB para tomar uma decisão. “O governo vai levar em consideração esses relatórios, observando critérios de segurança, durabilidade e custo. Mas continuamos com a mesma posição de não demolir o viaduto”, frisou Márcio Buzar.  

Apesar das divergências, Márcio explicou que alguns pontos estão quase definidos. “Temos o consenso de demolir todos os balanços que fazem parte do viaduto. Mas vamos aproveitar as fundações e o núcleo do pilar. Ainda estamos divergindo quanto ao que será feito com o tabuleiro. Precisamos verificar a variável de custo”, comentou.

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